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publicado em 31/05/2013 às 00h30:

Brasileiro que treinou MMA com suspeitos de
atentado relata “dia de terror” em Boston

José Adriano deu aulas na academia onde Tamerlan Tsarnaev e Ibragim Todashev treinavam

Diego Ribas, do R7


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O dia 15 de abril deste ano entrou para a história quando três pessoas, entre elas uma criança de oito anos, foram mortas por um atentado à bomba em Boston, cidade americana que sediava naquele instante uma tradicional prova de maratona.

Passado mais de um mês das explosões, já são três os suspeitos apontados pelo serviço de inteligência do país por envolvimento com o crime: Tamerlan Tsarnaev, Dzokhar Tsarnaev e Ibragim Todashev.

Com exceção de Dzokhar, único que está vivo e preso, os demais tinham em comum a prática de artes marciais, atividades que desenvolveram por um tempo na academia Wai Kru MMA, localizada no bairro Allston, onde o brasileiro José Adriano, o “Duduzinho”, dava aulas de jiu-jitsu.

- Saí de lá faz dois anos e meio para abrir minha academia, mas eles já treinavam lá. Lembro que o Tamerlan treinava só boxe e era meio playboyzinho, chegava de boné amassado e óculos espelhados. Tinha gente que enchia a bola dele, mas não gostava de fazer sparing. Já o Ibragim eu treinei bastante. Me ensinava muito de wrestling e eu passava o jiu-jitsu para ele.

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Ibragim Todashev, de 27 anos, foi morto pelo FBI no último dia 21, mas o órgão ainda não se pronunciou oficialmente sobre o motivo dos disparos, uma vez que, de acordo com o noticiário americano, ele estava desarmado e rendido pelo policiais.

- Eu treinei com ele por quatro meses, mas ele era muito fechado. Conversamos muito pouco, não falava nada, apenas de alguém perguntasse. Sobre a vida dele, religião e família, ele nunca falava. Lembro que ele era bom no wrestling, era um cara inteligente e aprendia rápido o que eu passava, mas tinha uma mão fraca para o MMA.

Como faz questão de frisar, o brasileiro foi pego de surpresa com a notícia da possível participação dos conhecidos nos atentados, “assim como todo mundo da academia”, e viu a situação ficar a beira do insuportável nas primeiras 24 horas após as explosões.

- Ninguém podia sair de casa, foi um dia de terror. Teve muito tiroteio e era proibido sair de casa. Se a polícia te visse na rua você era preso na hora. E ficou assim um dia inteiro, até pegarem o menino. Eles atravessaram a ponte e vieram aqui pelo meu bairro, foi terrível. Coisa que não existe no Brasil.

Acostumados com a diversidade cultural da Wai Kru MMA, local onde normalmente treinam e competem “marroquinos, chineses, japoneses e muitos outros”, os frequentadores nunca desconfiaram de Tamerlan e Ibragim, pessoas de perfil tímido e introspectivo.

- Nunca nem vi eles conversando. O outro (Dzokhar Tsarnaev, irmão de Tamerlan) não treinava lá e também nunca deu a cara. Eles eram muito fechados, muito quietos. Ninguém poderia imaginar que treinavam ali uns assassinos.

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