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publicado em 15/03/2011 às 11h00:

“Tudo o que o Jon Jones fala serve de motivação para mim”, diz Shogun em entrevista exclusiva ao R7

Brasileiro encara americano no próximo dia 19, no UFC 128, em New Jersey

Gustavo Alves, do R7

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Logo na primeira defesa do cinturão dos meio-pesados do UFC, o brasileiro Maurício Shogun, de 29 anos, terá uma pedreira pela frente. No próximo sábado (19), no UFC 128, em New Jersey, nos EUA, ele enfrenta o americano Jon Jones, de 23 anos, considerado o novo fenômeno do MMA mundial.

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Depois de vencer Ryan Bader no UFC 126, em 5 de fevereiro, Jones contou com a contusão de Rashad Evans, que era o primeiro desafiante de Shogun, para ganhar a chance de disputar o cinturão.

Em entrevista exclusiva para o R7, Shogun afirma que a mudança de adversário não prejudicou o treino para o combate. Entre outras coisas, diz também que as provocações feitas por Jones servem de combustível para a hora do duelo, e que espera lutar diante dos fãs no UFC Rio, em agosto.

Leia abaixo a entrevista completa com o campeão dos meio-pesados do UFC:

R7 – Quando você tinha 24 anos, tinha o mesmo cartel que o Jones tem hoje [12 vitórias e uma derrota] e conquistou o GP do Pride. Com 23 anos, ele também pode conquistar o primeiro título. Você vê muita semelhança na trajetória de vocês dois? 
Maurício Shogun -
Tem semelhança sim. Com mais ou menos a idade dele eu já tinha conquistado o GP do Pride, que foi o maior GP já realizado. Vejo semelhanças nas nossas carreiras. Ele é um atleta bom, que merece disputar o cinturão. Está ganhando as lutas com uma facilidade tremenda, acho que ele tem um grande futuro pela frente. Tem 23 anos, vem ganhando bem, despontando muito bem nas lutas.
 
R7 – Mas você acha o estilo de luta de vocês totalmente diferente? 
Shogun - Eu vejo o Jones como um cara bem completo. Ele tem um muai thay bom, o wrestling [luta greco-romana] muito bom. Eu apontaria o wrestling como o ponto mais forte dele. Já eu sou melhor no muay thay. Acho que não somos parecidos no estilo de luta, apenas na carreira. Ele é um cara bem eclético, bom em pé, bom no chão e tem um wrestling muito bom.

R7 - Te surpreendeu o anúncio do Jones para o lugar do Rashad no UFC 126?
Shogun - Não, eu já sabia que lutaria com o vencedor [da luta entre Jones e Ryan Bader]. Fiquei sabendo dois dias antes daquele evento.

R7 - Tem muita diferença na preparação para pegar o Jones, em relação ao que você vinha fazendo para o Rashad?
Shogun - Na verdade, a única coisa que mudou foi os sparrings. Eu já estava com a estrutura toda pronta para lutar com o Rashad, meus sparrings eram todos similares a ele. Quando a troca aconteceu eu tive que mudar, pegar uns caras mais compridos e maiores.

R7 - Então o resto do treinamento foi mantido?
Shogun – Sim, o resto do treinamento eu mantive. Eu gosto de treinar de tudo, muai thay, jiu jitsu, wrestling, independente de contra quem eu vou lutar. Eu só tive que contratar uns caras mais longos, porque o Jones tem a envergadura grande.

R7 - E deu pra achar esses sparrings em Curitiba, onde você treina?
Shogun -
Deu sim, inclusive aqui na academia [UDL - Universidade da Luta] tem algumas pessoas que se encaixaram. Além disso, eu contratei um cara do Rio Grande do Sul para me ajudar, então a gente conseguiu treinar certinho. Espero colocar tudo isso em prática no dia da luta.

R7 - Qual a participação do seu irmão, Murilo Ninja, na sua preparação?
Shogun -
Ele me ajuda bastante. Ele é meu corner, me orienta durante as lutas.

R7 - Entre um round e outro, dá pra prestar atenção no que diz o pessoal do corner? É possível mudar um combate com essas instruções?
Shogun -
Dá pra entender sim, já somos acostumados a ouvir o nosso corner. Na hora da luta é muito barulho, mas escuto o corner tranquilamente. Dá pra mudar a luta com certeza ouvindo o pessoal.

R7 - Você considera o Jones o adversário mais difícil da sua carreira?
Shogun -
É difícil saber. O Jones é um cara muito bom, mas eu só terei essa resposta no dia 19, depois da luta. Na teoria não dá pra falar. Já peguei caras muito bons, mas apontaria ele como um dos melhores.

R7 - Qual foi o mais difícil até hoje?
Shogun -
É difícil falar. Já lutei com muitos caras muito bons, o [Ricardo] Arona, o [Alistair] Overeem, o [Rogério] Minotouro, o Lyoto [Machida]. 

R7 - O Jones está provocando bastante, mas você não fala muito dele. Isso é parte de uma estratégia sua? 
Shogun -
Isso vai de cada um, depende da personalidade. Eu gosto de entrar na luta tranquilo, porque a partir do momento em que eu falo alguma coisa, que eu vou ganhar, que eu vou matar, já entro com o compromisso de fazer aquilo lá. Eu prefiro entrar tranquilo, sem compromisso. Mas vai da postura de cada um, se ele gosta de falar, o problema é dele. Respeito isso nele, cada um tem sua personalidade. 

R7 – Você consegue usar o que ele fala de uma maneira positiva?
Shogun –
Sim, me dá mais motivação ainda, com certeza. 

R7 – O Jones chegou até a falar que poderia finalizar você, que é faixa preta de jiu jitsu, mesmo ele sendo faixa branca. O que você pensa sobre isso?
Shogun -
Na verdade, ele é um cara bom de chão. Ele vem do wrestling, tem uma base boa. Ele treina jiu jitsu há pouco tempo, mas já treinava wrestling, submission. A faixa é muito relativa. 

R7 - Mesmo assim, não dá pra comparar com o seu chão...
Shogun -
Espero que não (risos).

R7 - Nem esse tipo de coisa te deixa mais inflamado, mais nervoso?
Shogun -
Com certeza deixa. Ouço o pessoal contar que ele falou um monte de coisas e isso só me dá mais motivação. Eu sou um cara experiente e essas coisas não me atingem, não me prejudicam. Não me atingiam quando eu era mais novo e agora ainda mais. Eu tento tirar motivação de tudo, e essa é uma das coisas que me ajudam. 

R7 - A falta de experiência dele pode deixá-lo mais vulnerável?
Shogun -
Acho que não. Com 23 anos ele não é um cara tão novo. Ele fica seguro nas lutas e chegou onde está por méritos. Acho que a idade dele não atrapalha neste ponto da experiência.

R7 - Mas você tem dez lutas a mais que ele no MMA. É bem mais experiente...
Shogun -
A minha experiência de luta realmente influencia um pouco, porque talvez eu possa direcionar o combate de uma certa forma. Mas acredito que o MMA é um esporte muito amplo, e que pega todas as modalidades. Acho que a experiência no wrestling serve para ele.

R7 - Você tem coisas novas para apresentar para o Jon Jones?
Shogun -
Ele é um cara que vem renovando o muai thay nas lutas, mas acho que não trará novidades. O jogo dele é aquele e o meu é esse, não tem muito o que mudar. Eu luto há dez anos e meu jogo não vai mudar agora, nem o dele. Acho que ele vai buscar o que tem de bom, que é o wrestling, e acho que é isso.

R7 - Então você está esperando que ele evite o jogo em cima e parta logo para o ground and pound?
Shogun -
Na verdade acho que ele vai trocar um pouco em cima antes de tentar me levar pro chão, para o ground and pound. Acho que ele vai querer trocar um pouco, até pra não demonstrar tanto qual será o jogo dele.

R7 - Recentemente, o Jones disse que lutaria com o Rashad Evans, que é amigo dele. O que você pensa sobre lutar contra companheiros de treino?
Shogun -
Eu acho que isso é muito relativo, até porque o nosso treinamento é bem próximo da realidade de uma luta, então se torna quase a realidade. Só que lutar com público e câmeras realmente não é uma coisa legal, você tem que levar em consideração o amigo. Mas amigos mesmo nós temos poucos, e a maioria dos meus amigos é da minha equipe. O único cara que eu digo que não lutaria contra é o Wanderlei Silva. Inclusive o Lyoto é um companheiro meu, mas lutei com ele. Nunca pensei em não lutar.

R7 - Como você está vendo o crescimento do MMA no Brasil?
Shogun -
Acho que o MMA é o esporte que mais cresce no mundo já há alguns anos. No Brasil deu uma boa expandida agora, cresceu bastante. Se continuar assim, será o segundo esporte do país em breve. Eu estou muito feliz com a evolução do MMA, hoje as pessoas veem de outra forma, como um esporte mesmo. Eu só tenho a agradecer a vocês, aos meios de comunicação, que fizeram parte disso. 

R7 - Pretende lutar no UFC Rio?
Shogun -
Com certeza penso em lutar. É um grande sonho que eu tenho, lutar para os meus fãs aqui no Brasil. Mas agora minha cabeça está na luta com o Jon Jones. Depois disso eu vejo o que vou fazer.

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