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21/8/2013 às 15h38

Erick Silva prevê nocaute em 30 segundos e revela que rival só tem “plano A” para luta no UFC Barueri

Meio-médio brasileiro encara o duro coreano Dong Hyun Kim no próximo dia 9 de novembro

Diego Ribas, do R7

Erick Silva mostrou confiança para seu próximo desafio no UFC Divulgação/UFC

Embora o retrospecto de três vitórias e duas derrotas no UFC não seja o cenário mais espetacular para a carreira de Erick Silva, a repercussão de seus triunfos no octógono aliada a boa aceitação da torcida com sua história, assim como os fortes treinos no Rio de Janeiro, rendeu motivos de sobra para o ‘Índio’ esbanjar confiança.

Presente na coletiva de imprensa realizada em São Paulo na última terça-feira (20) para lançar oficialmente o card do UFC Barueri, o atleta capixaba não pestanejou para prometer rápida vitória sobre o coreano Dong Hyun Kim no próximo dia 9 de novembro, ocasião em que fará o co main-event da noite para o público paulista. “Aposto e Erick Silva. Vitória em trinta segundos, por nocaute”, previu.

Analisando com mais cuidado, seu oponente, especialista no jogo de luta agarrada, possui habilidades parecidas as de seu último algoz, Jon Fitch, que conseguiu anular e frustrar seu plano de jogo no Rio de Janeiro. Mas, mesmo com tal poderio, Erick vê limitações o opnente.

— Em todas as lutas dele, ele tem esse estilo e procura fazer isso. Independentemente de quem é o adversário, ele sempre vai fazer isso, é o que ele tem de melhor. Tenho um chão bom, mas minha trocação é muito boa. Tenho planos A, B e C, e ele só tem o A. Se eu focar bem e anular o jogo dele, ele vai frustar, e esse é o meu caminho para a vitória.

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Queridinho da torcida brasileira, o lutador realizou quatro de suas cinco apresentações em território nacional e, com mais esse compromisso na agenda, não esconde o desejo de mirar desafios contra atletas ranqueados entre o TOP 10 da divisão, assim como confrontos em cards estrelados nos EUA.

- Vencendo esta luta, sei que vou me projetar bastante. Não sei se pego um TOP 5 [na sequência], mas no UFC não tem muito isso de “degrau”. O UFC gosta de fazer esses testes malucos. Pega um cara que está vindo bem e pega um TOP 3. Fizeram isso na luta do Faber com o ‘Marajó’, do Bronx’s com o Frankie Edgar e, no meu caso, na luta contra o Fitch. Só tem cara duro, qualquer um do TOP 10 é uma boa luta.

Enquanto o brasileiro acumula nove vitórias por finalização, três por nocaute e apenas três por pontos, Hyun Kim soma dez de seus 17 triunfos por decisão dos jurados, diferença de cartel que pode ajudar a prever como o combate deve se desenrolar.

Na mesma batida, as conhecidas preferências de estratégias dos atletas, assim como suas características físicas – Erick é muito explosivo, enquanto o rival costuma cadenciar o ritmo no início para crescer nos últimos assaltos – devem ditar, ao menos, o início das ações. Situação que, nas contas do capixaba, o colocam em vantagem, mais uma vez.

- No começo da luta ele não vai querer trocar, deve partir para cima para me anular. A maioria das minhas lutas acabou por finalização, mas lá fora, na América, eles falam que minha trocação é muito boa, imaginam que eu só sei lutar em pé, mesmo finalizando. Mas tenho um chão forte, não tenho só parte em pé.

Aos 29 anos, é de se esperar que, em caso de novo triunfo, seu nome possa, inclusive, passar a figurar no almejado ranking oficial do UFC, que só aponta os dez melhores de cada divisão. E, caso isso aconteça, duelos em eventos cada vez maiores contra oponentes de renome parecem uma plano de carreira condizente com seu status, definido pelo próprio empresário, Wallid Ismail, como o ‘Neymar do MMA’. Será que chegou a hora de jogar no Barcelona?

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