Tite veta familiares na concentração da seleção brasileira para Copa 2018

Técnico quer manter privacidade dos jogadores rumo ao hexacampeonato

Tite admitiu que familiares podem ficar perto da seleção na campanha para hexa
Tite admitiu que familiares podem ficar perto da seleção na campanha para hexa Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

A seleção brasileira ainda não tem oficializado o local da preparação para a Copa do Mundo, mesmo assim, já definiu algumas orientações em busca do hexacampeonato. Tite revelou nesta sexta-feira (20) que não permitirá familiares hospedados no mesmo hotel da equipe. Ainda assim, admitiu que o time pode receber visitas em momentos oportunos.

Tite inicialmente explicou que esse seria um assunto direcionado ao coordenador-técnico Edu Gaspar. Mesmo assim, não se furtou a responder a pergunta do R7, em entrevista coletiva realizada ao vivo no Facebook da CBF.

“O momento do trabalho, é de privacidade. Ele é privacidade nossa enquanto equipe, ele é nosso enquanto local de trabalho, de uma forma direta nos campos, inclusive nas nossas acomodações. Ajustar para uma outra possibilidade dos familiares estarem próximos a quem quiser, aí é um outro fator, uma outra circunstância. No núcleo seleção brasileira, não”, disse o comandante.

Swissôtel é favorito para receber seleção em Sóchi
Swissôtel é favorito para receber seleção em Sóchi Divulgação/Swissôtel

Anteriormente, havia sido cogitada a possibilidade dos familiares se hospedarem no mesmo hotel dos jogadores. Apesar de novidade para os padrões verde-amarelos, a ‘concentração em família’ foi adota pela seleção holandesa no Rio de Janeiro (RJ) e a seleção alemã em Santo André (BA) para a Copa do Mundo de 2014.

Sóchi é um lugar que agrada à comissão técnica. Apesar de capital do Jogos Olímpicos de Inverno em 2014, a cidade é um balneário de altas temperaturas na época da Copa do Mundo e com um resort que ofereceria toda a infraestrutura para os 23 convocados. O Swissôtel conta com 200 quartos e, em tese, teria capacidade para abrigar também os familiares dos jogadores.

Os dois campos de treinamento, a uma distância a pé do hotel, já foram reformados. Segundo a imprensa local, a substituição de grama sintética por natural teria sido um pedido de Tite. A cidade está à beira do Mar Negro e a cerca de 1.600 quilômetros da capital Moscou, palco por exemplo, da final do Mundial.

A tendência ainda é que a seleção repita o planejamento feito já em 2014. Por aqui, o time ficou concentrado em Teresópolis e viajava apenas dois dias antes para o local do jogo. Nas palavras de Tite, ficou claro também que exageros como a interrupção de um treino para a gravação de matéria com o apresentador Luciano Huck e a superexposição com Bruna Marquezine, então namorada de Neymar, serão evitados.

Caso não feche com Sóchi, Kazan, também com perfil parecido, é outra cidade que agrada. Moscou e São Petesburgo já são centros maiores e que, nas palavras do próprio Edu, depois do time garantir vaga para o Mundial, correriam por fora.

“Sochi é uma cidade muito legal. É uma cidade praiana, com clima legal, charmosa. Mas tem outras que estão aí, não é fácil fechar Sochi. Temos algumas boas opções também. Não podemos deixar de falar de São Petersburgo, que é muito interessante. Kazan é uma cidade que Tite gostou muito. Achou charmosa. Foram todos muito bons. Nosso primeiro objetivo são as condições de trabalho para os atletas. Isso é essencial, para depois começarmos a pensar na cidade, no clima”, disse Edu.

O treinador convocou nesta sexta 25 nomes para amistosos contra Japão e Inglaterra, em novembro deste ano. A partida contra os japoneses será realizada em Lille, na França. Já o duelo contra os ingleses está marcado para Wembley, em Londres. No ano que vem, a seleção tem amistosos contra Alemanha e Rússia antes da Copa do Mundo.

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