Tite valoriza 'aprendizado tático' contra Inglaterra

Para treinador, Brasil foi melhor no empate sem gols e teve mais chances

"Jogo mostrou duas escolas e propostas diferentes"
"Jogo mostrou duas escolas e propostas diferentes" Carl Recine/Reuters (13.11.2017)

O primeiro desafio da seleção brasileira com sua equipe ideal na visão do técnico Tite acabou em um empate com o time misto da Inglaterra. Em Londres, no estádio de Wembley, o Brasil não conseguiu furar a defesa inglesa e criou poucas oportunidades de gol, mesmo com o trio Neymar, Coutinho e Gabriel Jesus em ação.

Depois do jogo, Tite analisou o confronto e avaliou a seleção brasileira melhor na partida. Porém, foi apenas a terceira vez em 17 jogos sob o seu comando que o time passou em branco e não balançou as redes.

“O jogo mostrou duas escolas e propostas diferentes. Uma de pressão alta, tentando buscar o jogo articulado, e outra da compactação e bola de velocidade. Foi o desenho do jogo nessas compactações. Nisso e nessas características as oportunidades são diminuídas, e as grandes, mesmo em situação menor, foram nossas. Não me lembro, foram muito poucas oportunidades de perigo da Inglaterra”, disse.

Confira outros trechos da entrevista do treinador da seleção brasileira:

Quem foi melhor?

“Se uma equipe que tivesse que vencer o jogo seria o Brasil, porque tivemos melhores oportunidades. O número de oportunidades foi pequeno, mas foi a característica do jogo. Precisamos de concentração, quando você começa a se expor acaba dando oportunidade para tudo o que a Inglaterra quer no contra-ataque. Tem esse aspecto mental. Eu crio, mas o adversário terá de sofre muito para criar. No movimento tático jogamos contra uma linha de cinco, mas no segundo tempo de correção nossos espaços de infiltração foram maiores”.

Aprendizado tático

“Primeiro tivemos um aprendizado de como montar a equipe contra uma linha de cinco atrás. Para que os espaços de infiltração aconteçam. Vamos encontrar situações importantes dentro da própria equipe. Se eu tivesse Coutinho em situação normal técnica e física, poderia ter colocado ele por dentro. E com isso acaba criando situações importantes. Quem vê um 5-3-2 como fez a Inglaterra, a equipe tem que finalizar mais de média distância”.

Avaliação dos amistosos

“Se você ver as características dos dois jogos, são duas escolas diferentes. Inglaterra é equipe de presença física. O Japão é mais móvel, mais rápido. A Inglaterra trouxe uma marcação de pressão média e baixa, apostando no nosso erro. Mentalmente é muito forte, tem a capacidade de marcar e tirar os espaços dos adversários. Duas escolas diferentes, duas situações diferentes”.

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