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25 de Maio de 2012

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publicado em 01/02/2012 às 10h00:

Mercado europeu perde força e clubes vendem poucos atletas nesta janela

Para dirigentes, os salários no Brasil são praticamente os mesmos do Velho Continente

Mauricio Duarte, do R7

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Nesta terça-feira (31), a janela de transferências para a Europa se fechou. Isso significa que os clubes brasileiros não podem mais negociar seus jogadores com as potências do Velho Continente. Ao contrário do que acontecia em anos anteriores, a movimentação do mercado foi fraca e apenas alguns poucos atletas optaram por deixar o país e buscar reconhecimento no exterior.

Poucos foram os atletas negociados com algum destaque. O destino mais comum dos brasileiros acabou sendo o futebol árabe ou até mesmo o chinês, onde fatalmente os jogadores ficam obscurecidos pela pouco acompanhamento que recebem da imprensa. Existe um consenso entre dirigentes brasileiros de que atualmente a Europa não tem mais a mesma capacidade de seduzir o boleiro, já que os salários pagos no Brasil para grandes jogadores se equiparam aos europeus.

O melhor exemplo disso é Neymar, que está na dianteira desta tendência. Apesar das inúmeras propostas milionárias, através de parcerias e plano de carreira, o Santos conseguiu manter a maior revelação do futebol brasileiro dos últimos tempos em sua terra natal. Para o presidente do Peixe, Luis Álvaro de Oliveira, existe uma “bolha especulativa”, mas os clubes estão conseguindo administrar seus orçamentos e manter suas estrelas.

- A gente evitou vender jogadores, nos recusamos muitas vezes. O Santos prefere manter o elenco e não fazer loucura. Um clube precisa ser administrado como uma empresa.

O vice-presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, também compartilha da opinião do santista. Nesta janela, o Tricolor fez apenas uma venda para o exterior com valores consideráveis.O atacante Marlos foi para o Metalist, da Ucrânia, e o valor da transação foi em torno de R$ 9, 2 milhões.

- A realidade de hoje indica que os clubes na Europa já não têm aquela capacidade de aquisição que tinha em relação a jogadores nossos, porque as remunerações pagas aqui agora não se distanciam tanto daquelas de lá. O mercado europeu já não é tão atraente.

O Corinthians foi um clube que sofreu para manter seus principais jogadores, mas, dentro deste cenário descrito acima pelos dirigentes rivais, foi capaz de segurar o elenco campeão brasileiro do ano passado. Os volantes Ralf e Paulinho e o atacante Emerson foram alguns dos assediados para sair. Edu Gaspar, gerente de futebol do Timão, exaltou a postura do clube e disse que a estrutura oferecida pela equipe entra na conta.

- Conseguimos manter nosso elenco, o que foi uma grande dificuldade que passamos. Mas era um grande objetivo nosso. Na hora de negociar, usamos o argumento de que temos um grande CT, o jogador vai ter visibilidade, tudo isso conta. Então às vezes o atleta até prefere ganhar um pouco menos, mas estar em um clube assim.

Propostas existem, mas geralmente são menos tentadoras, já que quem tem inflacionado o mercado são times árabes ou chineses. Geralmente, os atletas não se sentem seguros para atuar nesses países, justamente por correrem o grande risco de cair no esquecimento dos torcedores. O jornal português Record publicou que um clube chinês (não divulgado) tentou contratar Ronaldinho Gaúcho, por exemplo. O obscuro time teria oferecido 10 milhões de euros por temporada (cerca de R$ 23 milhões por ano). O valor ultrapassaria o salário de Ronaldinho no Flamengo. Mesmo assim, o meia nem considerou a oferta.

Além de Ronaldinho, D'Alessandro, do Internacional, e Fabio Rochemback, do Grêmio, foram sondados pelos clubes da China, que pagam altos salários. O Grêmio não teve dúvidas e vendeu Rochemback para o Dalian Shide. Os outros decidiram permanecer para seguir em evidência. No máximo, utilizam essas propostas para pleitearem maiores salários em seus clubes atuais.

Outros atletas que se destacaram por suas transferências nesta janela foram o jovem zagueiro Juan, revelado pelo Internacional, que foi vendido para a Inter de Milão, da Itália, e o lateral-direito Mariano, que saiu do Fluminense e assinou contrato com o Bordeaux, da França.


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