O sentimento dos jogadores do Internacional deve ser de satisfação após empatar por 1 a 1 com o Deportivo Quito, no Equador. Temendo os efeitos da altitude de 2.800 metros da capital equatoriana, o time gaúcho, em nenhum momento, demonstrou vontade de conquistar a vitória na segunda rodada do grupo 5 da Copa Libertadores. Saiu de campo com o resultado que se propôs a conquistar.
O Inter chega aos quatro pontos, na vice-liderança da chave. O primeiro colorado é o Cerro, do Uruguai, que venceu o Emelec por 2 a 0.
A preocupação de não se arriscar a ficar sem fôlego nos instantes finais era nítida na postura bastante defensiva colorada. Após sair perdendo com gol de Minda, aos 33min do primeiro tempo, o Inter empatou seis minutos depois, com Giuliano.
O segundo tempo colocou os colorados todos atrás da linha da bola, esperando um erro do adversário para virar o placar. Os únicos erros cometidos pelos Los Chullas foram de finalização. O Inter chegou a ter um pênalti marcado contra si, mas o árbitro voltou atrás em sua decisão.
Na semana que vem, os gaúchos irão até Rivera, no Uruguai, enfrentar o Cerro, na quinta-feira (18). O Deportivo Quito volta a entrar em campo pela competição contra o Emelec, daqui a duas semanas.
A estratégia colorada era esperar o adversário, se poupando por causa da altitude. Mesmo assim, quando Sandro enxergou uma brecha na defesa, aos 4min, ele não se furtou em avançar. Ele foi até as proximidades da grande área, tocou e recebeu de volta. Seu chute forte saiu sobre o gol. Soltar um dos seus volantes era a melhor jogada para o time de Jorge Fossati, mas o espaço cedido pelo Deportivo Quito foi pouco explorado.
O Deportivo Quito abusava dos lançamentos. O Inter aplicava a linha do impedimento. Deu certo uma, duas, três vezes. Na quarta, a falha ocorreu. O goleiro Abbondanzieri precisou sair desesperadamente nos pés de Pirchio. Ele tocou, mas Sorondo salvou em cima da linha.
Mais assentado em campo, os equatorianos avançaram a marcação e passaram a acuar os brasileiros em seu campo. Aos 33min funcionou. Pela esquerda, Arroyo invadiu a área e bateu para defesa de Abbondanzieri. Após dividida, a bola sobrou para Minda tocar para o gol.
Com uma partida mais trombada do que jogada, tentar tirar proveito do ar rarefeito se tornou uma alternativa interessante. Foram 11 chutes de fora da área, seis dos donos da casa e cinco do Inter. Somente um deles levou perigo. Foi com Alecsandro. Seu arremate encontrou a trave. No rebote, Edu tocou para Giuliano empatar, aos 39min.
Em dois minutos os colorados sentiram a dor do desespero para, depois, arrefecerem a raiva com um grande alívio. Aos 7min do segundo tempo, após bola enfiada na área, Abbondanzieri saiu para defender e sofreu um encontrão do adversário. Em um primeiro momento, o árbitro José Buitargo marcou pênalti. O goleiro apontou o dedo para a cabeça, perguntando se o juiz estava louco. Fossati pulava na beira do gramado gritando "Tá louco". Pressionado, Buitargo consultou o bandeira e voltou atrás na sua decisão.
Sem forças para tocar a bola e criar lances ofensivos, o Inter via a bola passar próximo do seu gol cada vez com maior constância. Niell teve a chance de cabeça. Depois, Dorosso desperdiçou livre a dois metros da risca da pequena área.
Até o fim do jogo, só deu Deportivo, muito mais próximo do gol. Sem saída de bola, o Inter torcia para não levar o segundo. Aos 47min, Abbondanzieri fez mais uma espetacular defesa, mantendo o 1 a 1 no placar até o fim da partida.
FICHA TÉCNICA
DEPORTIVO QUITO 1 x 1 INTERNACIONAL
Local: Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito (Equador).
Árbitro: José H. Buitrago (Colômbia).
Cartões amarelos: Aguirre, Mina, Minda, Hurtado e Niell (DQ); Alecsandro, Juan, D'Alessandro, Bruno Silva e Abbondanzieri (I);
Gols: Minda (Deportivo Quito), aos 33min do primeiro tempo; Giuliano (Inter), aos 39min do primeiro tempo.
INTER: Abbondanzieri; Índio, Sorondo e Juan; Bruno Silva, Sandro, Guiñazu, Giuliano (Wilson Mathias) e Kleber; Edu (D'Alessandro) e Alecsandro (Taison). Técnico: Jorge Fossati.
DEPORTIVO QUITO: Ibarra; Checa, Iván Hurtado e Mina; Castro, Saritama, Minda, Aguirre (Donosso) e Arroyo; Pirchio (Borghello) e Niell. Técnico: Ruben Dário Insua.