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25 de Maio de 2012

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publicado em 04/01/2012 às 05h40:

Relembre casos em que a torcida ajudou a contratar ou dispensar jogadores

Para o bem e para o mal, torcedores influenciam nas decisões de seus times

Do R7

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O volante Cristian pode retornar ao Corinthians com o apoio financeiro da torcida. Uma empresa – que mantém o nome sob sigilo – irá lançar um site pedindo doação dos corintianos para chegar ao valor necessário para repatriar o atleta: R$16 milhões. O modelo de negócio proposto pelos empresários é chamado crowdfunding e tem o aval do clube. No entanto, não é a primeira ação desse tipo que acontece no país.

Em 1998, o próprio Corinthians utilizou um expediente parecido para trazer de volta o seu grande ídolo dos últimos anos: Marcelinho Carioca. O jogador estava no Valencia, da Espanha, mas não conseguiu se adaptar e queria retornar. Então, a FPF (Federação Paulista de Futebol) criou uma promoção em que as torcidas de cidade ligavam para pedir a contratação do atleta. A torcida que mais ligasse, seria “premiada” com o meia em seu time. A ligação custava R$3 e 62,5% dos telefonemas foram de corintianos.

Outra ação parecida foi feita em 2007, pelo Goiás. Mas, não contente com apenas um jogador, a FGF (Federação Goiana de Futebol) quis bancar doze jogadores no Campeonato Estadual, tendo como carro-chefe da campanha o veterano Túlio Maravilha, campeão brasileiro com o Botafogo em 1995. O nome do projeto era “Craques do Goianão”.

Assim como ocorreu em São Paulo, os torcedores ligavam e falavam sua preferência. O clube que recebesse mais votos poderia escolher entre os jogadores primeiro e assim por diante. O Canedense recebeu o maior número de ligações e escolheu Túlio para integrar seu elenco naquela temporada.

Outro lado da moeda

Mais comum do que interferir na contratação de jogadores é a torcida influenciar na hora em que um atleta resolve deixar o clube. São vários os casos em que a ação direta de torcedores fez com que determinado profissional deixasse seu time. No Corinthians, ídolos como o argentino Tevez e Edilson saíram alegando que estavam sendo ameaçados pela torcida, que vandalizou seus respectivos carros.

O São Paulo também teve dois casos notórios de jogadores hostilizados pela torcida. O principal deles foi com Kaká, que em 2003, pouco antes de acertar sua transferência para o Milan, foi chamado de pipoqueiro. Outro tricolor que sofreu com críticas foi o atacante Dodô, que chegou até a fazer o gesto de mostrar uma banana à torcida. Depois disso sua situação ficou insustentável.

 Recentemente, o volante Richarlyson enfrentou uma grande rejeição da torcida palmeirense antes mesmo de acertar com o clube. Quando foi divulgado o interesse do Alviverde no jogador do Atlético-MG, os torcedores se manifestarem nas redes sociais e chegaram até mesmo a protestar pessoalmente em um jantar de confraternização dentro do clube, na presença do presidente Arnaldo Tirone.


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