11 de Fevereiro de 2012
Jogador disse que temeu pela ida do treinador para a seleção brasileira
A contratação de Deco pelo Fluminense já era dada como certa desde antes da Copa do Mundo. Além da boa proposta financeira apresentada pelo Tricolor, outro fator que pesou para a vinda do meia naturalizado português foi a presença do técnico Muricy Ramalho no comando da equipe pó-de-arroz.
O treinador chegou às Laranjeiras no fim de abril, substituindo o demitido Cuca. Desde então, com o aval do comandante, a diretoria do Fluminense e o presidente de sua patrocinadora passaram a investir pesado em Deco. Por conta disso, o ex-jogador do Chelsea (ING) afirmou que ficou receoso quando viu a notícia de que Muricy Ramalho poderia assumir a seleção brasileira.
- Quando eu soube que o Muricy poderia sair, conversei na hora por telefone com o Celso Barros (presidente da Unimed). Não que fosse imposição minha só vir se o Muricy fosse o treinador, mas eu sabia que ficaria mais fácil com ele.
Para felicidade de Deco e da torcida tricolor, Muricy disse “não” à seleção e continuou à frente do time das Laranjeiras, sendo considerado um dos principais responsáveis pela sólida campanha do atual líder do Brasileiro.
- Pesou bastante também a minha vontade de voltar, o time vencedor montado e as garantias de ter a Unimed [patrocinadora do Flu] por trás do projeto. Com certeza eu ganhava muito mais na Europa, mas, dentro da realidade do Brasil, o Fluminense e a Unimed fizeram o possível para me trazer. Queria garantias e elas foram dadas.
Deco não explicou quais seriam essas garantias, mas sabe-se que a Unimed bancará seus vencimentos, especulados em torno de R$500 mil mensais. Além disso, a patrocinadora tricolor investirá no projeto social que o meia desenvolve no interior de São Paulo. Com garantias fora de campo, o ex-jogador da seleção portuguesa espera ter tranquilidade suficiente para trabalhar dentro de campo e dar alegrias ao torcedor tricolor.
- Já estou sendo bem recebido pela torcida. Espero corresponder dentro de campo. Me sinto realizado profissionalmente, mas faltava voltar ao Brasil. Por isso retornei. Quero vencer aqui também.
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