Adhil Rangel/GazetapressO zagueiro William, do Corinthians; jogador já foi vice-campeão da Libertadores com o Grêmio, perdendo a final para o Boca Juniors (ARG)
25 de Maio de 2012
Capitão corintiano diz que excesso de pressão pode não ser saudável na disputa
Para 2010, ano do centenário do clube, o zagueiro corintiano William quer que a história seja diferente.
- O torcedor vai ter que ficar do nosso lado, e saber que é uma competição que podemos ganhar ou perder.
Classificado para a competição por ter conquistado a Copa do Brasil, o Corinthians ainda tem cinco jogos para encerrar sua participação no Campeonato Brasileiro. Mas, por mais que os jogadores digam que ainda estão focados na competição nacional, o noticiário corintiano já está voltado para a disputa da Libertadores na próxima temporada.
O fantasma de mais uma eliminação na competição assombra à torcida e também o jogador. Ele, porém, pede que o torcedor seja mais paciente e não abandone em nenhum momento o time.
- Eu acredito que, a cada ano que passa, o torcedor tem ficado mais inteligente. O excesso de pressão não é saudável, não ajuda o jogador. Cabe a nós jogadores mostrarmos aos torcedores que estamos fazendo de tudo para vencermos.
Único dos grandes times de São Paulo que ainda não conquistou a Libertadores, o Corinthians se prepara para um ano especial. Para o capitão corintiano, é impossível medir a emoção de vencer o torneio.
- Ninguém tem noção do que é ganhar este título, é uma expectativa tão grande... Eu procuro dimensionar, sei que o ano que vem vai ser de muita dedicação e abdicação, justamente porque a gente vai fazer de tudo o que tiver ao alcance para conquistar o título.Segundo William, os jogos mais difíceis na Libertadores são os contra equipes estrangeiras, por causa da diferença de esquemas táticos e também porque nem todos os jogadores adversários são conhecidos.
- As equipes brasileiras conhecemos bem, estamos mais acostumados, jogamos 2, 3, 5 anos contra, sabemos de todas as características.
Enquanto não começa a disputa, ele se lembra de um jogo da Libertadores que ficou marcado em sua memória. Curiosamente, do arquirrival corintiano, o Palmeiras, como o jogo que mais o impressionou como espectador na história da competição. A partida em questão era válida pelas oitavas de final do campeonato de 1995.
- Um que ficou marcado foi o 5 a 1 para o Palmeiras no estádio Parque Antártica, e o Palmeiras só saiu da Libertadores porque o Grêmio havia ganho por 5 a 0 no Estádio Olímpico. Foi um resultado surpreendente.
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