25 de Maio de 2012
R7 lista os acontecimentos que levaram o clube a sediar a abertura do Mundial
Quando o Brasil foi eleito para sediar a Copa do Mundo de 2014, em 2007, a cidade de São Paulo tinha várias opções de estádios que poderiam receber a abertura do Mundial. O Morumbi era o favorito, mas o Palestra Itália e até o Pacaembu também poderiam ser adaptados para as exigências da Fifa.
Três anos se passaram, e de uma hora para outra tudo mudou. Todas as principais opções caíram por terra, e “só sobrou o estádio do Corinthians”, segundo Alberto Goldman, governador de São Paulo. Só que o estádio ainda não existe, o projeto ainda não foi enviado à Fifa e não há garantias de que ele realmente sairá do papel.
Então por que a situação mudou tanto? O R7 lista abaixo alguns motivos que mostram como aconteceu essa virada na festa de abertura da Copa de 2014.
1- Em 2009, o Morumbi foi indicado pelo COL (Comitê Organizador Local) para ser estádio de São Paulo na Copa do Mundo. Como já estava acertado que a cidade sediaria a abertura do Mundial, o estádio deveria ser reformado para atender às exigências da Fifa para o jogo de abertura.
2 – Em junho de 2010, o sexto e último projeto que o São Paulo enviou à Fifa foi recusado. O estádio estava oficialmente fora da Copa do Mundo de 2014.
3 – No dia 21 de julho, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, e Alberto Goldman, governador de São Paulo, se reuniram na sede do Governo paulista para discutir as opções para que a cidade
recebesse a abertura da Copa do Mundo. Eles não deram informações novas após o encontro, só falaram que avaliariam nas próximas semanas as alternativas, sem mencionar o estádio do Corinthians. Uma arena em Pirituba, O Palestra Itália e até o Pacaembu apareciam como as únicas opções.
4 – Ao mesmo tempo, o Corinthians trabalhava para construir seu estádio, que não seria utilizado na Copa. O principal projeto do clube era para a construção de uma arena na divisa de São Paulo com Guarulhos. Só que a falta de dinheiro para comprar o terreno e a exigência de um dos parceiros para que o Corinthians cedesse metade dos camarotes para um grupo de investidores inviabilizou o negócio.
5 – Diante da impossibilidade da obra em Guarulhos, o Corinthians conseguiu fechar uma parceria com a construtora Odebrecht para a construção de um novo estádio em Itaquera. O terreno onde será feita a arena foi doado pela prefeitura em 1988 para o clube, que teria que construir ali um estádio. Só que o tempo passou e nada aconteceu, o que fez com que a prefeitura abrisse um processo contra o clube para reaver a área. Nesta semana, o prefeito Gilberto Kassab já afirmou que resolveu o problema e “devolveu” o terreno ao Corinthians.
6 – Mesmo sem ter sido aprovado pela CBF ou pela Fifa, o Corinthians confirma que o estádio estará apto a receber jogos do Mundial. O único problema é a capacidade da arena, que será construída para 48 mil torcedores, mas a Fifa exige no mínimo 65 mil para o jogo de abertura. A saída para esse impasse deve sair nos próximos dias, quando Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, deve se reunir com representantes do COL para decidir se será utilizada uma arquibancada móvel, que seria retirada após o Mundial.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7