Santos B serve de bagagem para novos raios da Vila Belmiro

Equipe de transição para profissional ganha experiência na Copa Paulista

Kleiton Lima comanda Santos B na Copa Paulista
Kleiton Lima comanda Santos B na Copa Paulista Divulgação

Desde 2015, o Santos tem um time B em seu departamento de futebol. Assim como Barcelona e Bayern de Munique, o alvinegro conta com uma equipe de transição para o elenco profissional, com atletas jovens em sua maioria. O comandante desse quadro é o ex-técnico da seleção brasileira feminina Kleiton Lima, que acredita em um trabalho conjunto com o time principal para dar bagagem aos novos raios da Vila Belmiro. Lucas Veríssimo e Vitor Bueno foram treinados por Lima e alcançaram a titularidade na Vila Belmiro.

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Criado como equipe sub-23, o Santos B não tem restrição de idade, mas joga a Copa Paulista com um elenco recheado de jovens. Entre eles, nomes como Diogo Vitor e Diego Cardoso, que já dividiram o campo com os craques do time de cima, aparecem na escalação do torneio que dá vaga na Série D do Campeonato Brasileiro.

“As pessoas subestimam a Copa Paulista porque não está na vitrine do calendário nacional. Mas são equipes fortes, times de série A-1 e A-2 de Paulistão, times muito experientes. Tem um peso disputar essa competição com a garotada. Para muitos atletas da nossa equipe, é o primeiro campeonato profissional”, disse Kleiton Lima, em entrevista ao R7.

Para o treinador, o resultado não é o mais importante. O Santos B não é uma equipe das categorias de base – está filiado ao departamento de futebol profissional –, mas tem como objetivo principal ajudar na formação de jogadores e promover o amadurecimento deles antes de chegarem à equipe de Levir Culpi.

“Revelação não é a palavra correta para o projeto. O que fazemos é uma preparação, uma transição para o time profissional”, contou o comandante. “Ajuda a amadurecer esses atletas que já foram revelados. Hoje, eles usam o Santos B para ganhar experiência em uma competição profissional.”

Para os jovens, o sub-20 é a última categoria da base. Depois disso, muitos deles partem diretamente para o futebol profissional. O intuito da criação do time B é incluir uma etapa entre essas duas fases para preparar os atletas e ajudá-los a render o melhor possível na Série A. Além disso, Kleiton Lima relata que o Peixe também monitora diversos garotos e utiliza a estrutura da equipe secundária como “estágio” antes de oferecer uma chance com o elenco principal.

“O objetivo do projeto é usar o time B para fazer a transição para o time A. Não é nem revelar, é dar bagagem e maturar. O Santos sempre abriu as portas para jovens no time de cima. É o perfil do clube e sempre deu certo, pois a torcida tem paciência e aposta nos garotos. A diretoria compra a ideia, isso é o mais importante”, explicou Lima.

E o trabalho parece estar dando resultado. Além dos já citados Lucas Veríssimo e Vitor Bueno, peças importantes do time, tanto com Dorival Júnior como com Levir Culpi, o treinador afirma que outros garotos já estão sendo preparados para subir.

“Os jogadores estão sendo monitorado diariamente. Quatro ou cinco jogadores semanalmente têm feito treinamentos com o time A. Dorival e Levir sempre puxaram [atletas] para integrar os treinamentos”, contou.

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O lateral-esquerdo Orinho é um desses casos. Ele disputou o início da Copa Paulista com Kleiton Lima e o restante do elenco, mas ganhou uma oportunidade no time de cima com a saída de Caju para o Lille, da França. E para que a passagem seja tranquila, o trabalho é feito em conjunto.

“[Trabalho] é totalmente integrado. O objetivo é sempre favorecer para que o atleta, se tiver a oportunidade no time A, se sinta enquadrado na parte tática. As metodologias e os treinamentos são semelhantes. O desenho tático é igual, também jogamos no 4-3-3 e usamos a mesma variação de jogo”, declarou o comandante do Santos B. “Não posso escolher jogar de um jeito diferente só para ganhar um jogo de Copa Paulista”.

Kleiton Lima trabalhava junto com Dorival Júnior
Kleiton Lima trabalhava junto com Dorival Júnior Divulgação

Acostumado a trabalhar com Dorival Júnior, que ocupou o cargo de técnico por quase dois anos, Lima agora ajuda a levar jogadores prontos para Levir Culpi.

“A filosofia é diferente no dia a dia, mas no padrão de jogo o Santos não mudou muito. [O time] tem DNA ofensivo, independentemente do treinador, transições rápidas, gosta de velocidade. Não houve mudanças muito bruscas. Os dois buscam jogar no ataque”, concluiu.

O Peixe começou mal a Copa Paulista e permaneceu sem vitórias até a 5ª rodada, quando bateu o Nacional e iniciou uma sequência de invencibilidade que já dura cinco jogos - quatro vitórias e um empate. Neste sábado (26), o Santos busca mais três pontos diante do Água Santa, no estádio Ulrico Mursa. Com um triunfo, o alvinegro ultrapassa o rival de Diadema e garante um lugar entre os quatro primeiros, os classificados para a próxima fase.

Com o trabalho de integração pensado e executado no clube, o Santos tem tudo para seguir a caminhada e conquistar bons resultados no torneio, mas sempre priorizando o grande objetivo: amadurecer os jogadores para a equipe principal.

*Pedro Rubens Santos, estagiário do R7

 

 

 

 

 

 

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