Renda recorde de jogo da seleção contrataria jogadores importantes

Santos investiu R$ 13 mi em Bruno Henrique, R$ 2 mi a menos que bilheteria

Bruno Henrique é hoje um dos principais jogadores do Santos no Brasileirão
Bruno Henrique é hoje um dos principais jogadores do Santos no Brasileirão Lucas Baptista/Estadão Conteúdo

Os inéditos R$ 15 milhões de renda da partida entre Brasil e Chile na última terça-feira (10) impressionam por si só. Se comparado ao mercado do futebol nacional então, a quantia vai além do que se pode imaginar. O valor arrecadado na despedida das Eliminatórias Sul-Americanas daria para contratar, por exemplo, importantes jogadores.

Líder do Brasileirão, o Corinthians pagou cerca de R$ 13 milhões para finalizar os direitos federativos do meia Giovanni Augusto. No Santos, a situação também não é muito diferente, já que o clube pagou R$ 13,5 milhões pelo atacante Bruno Henrique. No Palmeiras, foram investidos R$ 10 milhões no meio-campo Guerra, valor parecido ao que o São Paulo pagou pelo volante Petros.

Os elevados preços dos ingressos inflacionaram a conta final. Para pouco mais de 41 mil pagantes, pode se dizer que o ingresso médio, descontando as proporções de lugares nos setores, custaria cerca de R$ 370. A entrada mais barata no Allianz Parque saia por R$ 250, para os setores norte e sul, atrás dos gols.

Antes da partida recorde de R$ 15.118.391,02, a maior renda do futebol brasileiro havia sido registrada na final da Copa Libertadores de 2013, no Mineirão. Naquela ocasião, a renda de Atlético-MG x Olimpia foi de R$ 14.176.146, para 56.557 pessoas.

Essa foi a segunda vez que a seleção brasileira jogou no Allianz Parque. Na primeira oportunidade, em junho de 2015, em um amistoso contra o México, o estádio recebeu 34.659 pagantes e ‘apenas’ R$ 6.737.030. de renda. Os palmeirenses podem até se animar com os números, mas eles não vão para o caixa do clube. O Verdão tem direito a 20% do aluguel da arena, mas os valores não foram divulgados.

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