R7 - Esportes

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

22 de Dezembro de 2014

Você está aqui: Página Inicial/Esportes/Futebol/Notícias

Icone de Futebol Futebol

publicado em 13/11/2012 às 02h00:

Tite admite desejo de assumir a seleção brasileira após ciclo de Mano

Em entrevista exclusiva, treinador do Corinthians falou também sobre o Mundial de Clubes

Mauricio Duarte, do R7

Publicidade

Tite fez história no Corinthians ao ganhar a Libertadores de forma invicta. Agora, mesmo com o foco voltado para a disputa do Mundial de Clubes no Japão, o treinador não esconde que tem o desejo de assumir a seleção brasileira. Em entrevista exclusiva ao R7, o técnico contou que o posto ocupado hoje por Mano Menezes é uma ambição sua. De acordo com ele, seus títulos o credenciam para assumir o cargo quando o ciclo do atual comandante terminar, seja antes ou depois da Copa de 2014.

O treinador também falou sobre a preparação da equipe do Parque São Jorge para o Mundial e sobre as poucas dúvidas que restam sobre quem será usado no time titular na competição. Tite comentou ainda sobre a mudança sofrida pelo Chelsea desde a conquista da Liga dos Campeões até agora. Para ele, houve uma mudança de ideia tática no time inglês e, caso os dois se encontrem na final no Japão, o Corinthians deverá encontrar uma equipe diferente em relação à temporada passada.

Opine: você quer Tite na seleção?

Com contrato assegurado até o final de 2013 no Corinthians, Tite descarta qualquer pretensão de se tornar dirigente algum dia. Nem mesmo sabe se irá renovar com o Timão quando o prazo acabar no final do próximo ano. Leia abaixo a entrevista na íntegra.

R7 – O que essa reta final do Campeonato Brasileiro pode ajudar na preparação para o Mundial?
Tite: A gente começou por etapas essa preparação. A gente terminou a libertadores, tiveram os jogos da ressaca pós titulo e a gente começou uma recuperação, uma utilização de todos os atletas, entrou em uma zona de segurança, tirou alguns jogadores que poderiam estourar fisicamente. Mesmo assim tivemos problemas, no caso o Danilo e o Wallace, porque problemas acontecem. A partir do momento que entramos nessa zona de segurança, eu deixei bem claro que o foco era o Mundial. Não é nenhum demérito ao Atlético-GO, ao Santos, ao São Paulo. Não dá para disputar o título, nós já estamos na Libertadores, então cada jogo desse é uma preparação para o Mundial.

R7 – Mesmo sem pretensões no Brasileirão, o Corinthians pode terminar até em quinto lugar. Se tivesse utilizado força máxima desde o início, estaria brigando pelo título?
Tite: Quanto mais no topo da tabela chegar, melhor nosso time está vai estar preparado. É esse mote, esses pequenos objetivos que coloco em relação à equipe. Para dar um exemplo, vou pegar o Atlético-GO. No primeiro jogo do Mundial, a responsabilidade vai ser só nossa. Contra o Atlético, também era. A queda deles já estava encaminhada, mas a gente não pode errar. Eles vão jogar em contra-ataque, a responsabilidade é nossa, tem que vencer. Bota esse frio na barriga, essa faca no peito, porque vai ser assim lá. Nível de concentração altíssimo, consistência enquanto equipe. Tudo isso vai servir como preparação. Tomara que essa reta final sirva para chegarmos bem, não igual, porque nunca é igual, mas parecido ao que tivemos na Libertadores.

R7 – Sob sua gestão, o Corinthians ganhou a marca de ser um time que calcula muito bem os riscos que corre durante os jogos. Como é trabalhar isso na cabeça dos jogadores, essa linha entre o risco calculado e a falta de juízo?
Tite: A capacidade de concentração dessa equipe é muito alta. O nível de inteligência e o tempo de confiança por estar jogando junto há muito tempo são muito altos. O que quero apressar é a retomada dessa intensidade, dessa adrenalina. Desse ritmo mais forte. Ela tem dominado jogar com pivô e sem pivô. Estamos controlando a carga para que ela esteja intensa fisicamente no jogo. Essas variáveis são importantes. Qual é a grande marca do Corinthians? A equipe mostra que ela pode compactar marcando na frente, na intermediária ou atrás. Ela tem essa compactação. Os jogadores sabem muito bem a posição e a função que eles têm que exercer. Isso tudo contribui para nos momentos em que o adversário estiver melhor, ele não consiga finalizar. Isso cria uma consistência.

R7 – Como você vê seu futuro no Corinthians? Pretende renovar além de 2013, virar dirigente?
Tite: Não tenho essa pretensão nunca de ser dirigente ou presidente de lugar nenhum. O que me fascina é o campo. Minha paixão é técnica. Sou muito feliz e gratificado por ter um terceiro ano aqui no Corinthians. Sabendo que são etapas, que aqui não temos uma cultura como na Europa, que dá para ficar muito tempo. Já ficando o terceiro e conseguindo os objetivos estou muito feliz. Depois deixa terminar o terceiro ano e a gente olha para trás, para ver se continua.

R7 – Sua carreira já o credencia como um dos favoritos para assumir a seleção brasileira quando o Mano sair, antes ou depois da Copa. Você tem esse desejo, pensa nisso?
Tite: Penso e tenho essa consciência. Torço e contribuo profissionalmente para que toda a etapa do Mano seja finalizada. Entendo que futebol é assim. É uma responsabilidade do técnico e de quem comanda, para partilhar das ideias e das renovações. A partir de 2014 o Tite vai estar, assim como outros grandes técnicos vão estar [como favoritos]. Com a consciência também de que eu olho para trás na minha carreira e todos os títulos, de todos os níveis, que eu consegui com o Grêmio, o Internacional, Corinthians, com time da segunda divisão, com time de fábrica, como professor de educação física, como ex-atleta, eu conquistei. Então isso acaba me credenciando para estar lá. Eu ambiciono sim. Mas com o devido tempo, não tenho uma obsessão com isso.

R7 – Você acha que conseguirá se adaptar ao tanto de interferências externas que um técnico de seleção sofre?
Tite: As tentações e as interferências estão no campo de várzea. A sua índole e seu caráter você vai mostrar tanto ali na várzea quanto numa final de campeonato. A sua conduta e os interesses estão em todas as dimensões. Às vezes é mais divulgado, outras não. Mas seus princípios não são medidos pelo local onde você está. Não é a grandeza do clube ou a seleção. E eu já estou bem calejado com isso também.

R7 – Voltando ao Mundial, o Chelsea mudou a maneira de jogar nesta temporada. Parece mais ofensivo do que aquele que venceu a Liga dos Campeões, pela chegada do Oscar e algumas outras mudanças. Isso é bom para o Corinthians?
Tite: O grande peso de responsabilidade é do Corinthians e do Chelsea. Depois vêm na escala as outras equipes. Tem que trabalhar com essa pressão. Mas isso não assegura que haja uma facilidade. Vou dar um exemplo: São Paulo campeão em 2005. No primeiro jogo, ganhou de 3 a 2 do Al-Ittihad. Internacional campeão em 2006, 2 a 1 no Al-Ahly. Os dois jogos foram apertados. Quando é um jogo só, o componente emocional é muito forte e pode fazer a diferença. Não pode cometer erros. Segurança é fundamental. Então nós estamos preparados para esse primeiro jogo. O Chelsea mudou fundamentalmente o jeito de jogar. Quem viu o Chelsea na Liga dos Campeões e vê agora é a mudança de uma ideia de futebol, independentemente dos nomes. Antes era uma equipe mais conservadora. Se está certo ou errado não sei. Certo é que foi campeã jogando contra Barcelona, Bayern, equipes que estavam tecnicamente num estágio superior. É uma equipe mais móvel agora, mais de transição com uma linha de três. Mudou um pouco a ideia nessa temporada.

 R7 – Muito se dizia que os sul-americanos se importavam muito mais com o Mundial do que os europeus. Você acha que é assim ainda ou a exibição do Barcelona contra o Santos sepultou isso de vez?
Tite: Eu vou dizer onde deu esse start. Anos atrás o brasileiro não dava valor à Libertadores e agora é a menina dos olhos. Quando o Barcelona perdeu para o Internacional, acho que caiu a ficha do europeu. Eles pensaram ‘ Pô, a gente não ganha na hora que quer’. Era o grande Barcelona, foi uma das maiores vitórias táticas que um técnico teve. O Abel foi de uma felicidade extraordinária. Era uma equipe com nível técnico inferior, com um jovem de 17 anos que ninguém conhecia como centroavante, que era o Pato, Adriano Gabiru fazendo gol, Iarley fazendo assistência. Do outro lado tinha Ronaldinho Gaúcho, Deco, Xavi, todos no auge, brincando de jogar. Depois disso, todas as equipes que chegam ao Mundial se preparam melhor.

R7 – O fato de ser a primeira vez que o Chelsea disputa essa competição é um incentivo a mais para eles?

Tite: Tem aquele componente da primeira vez. O Corinthians enquanto clube tem um título Mundial, eu não tenho. Essa equipe toda está em um processo de evolução e é uma oportunidade única na nossa vida. Eu não sei do Chelsea, mas eu quero ter na nossa equipe a real convicção de que tivemos a melhor preparação. E fazer um grande futebol, o nosso futebol. Vencer ou não vencer é uma contingência do jogo. A cobrança minha do dia a dia é que a preparação seja na plenitude, na totalidade. Para chegar na hora do jogo com a certeza de estar preparado, ter essa consciência profissional.

R7 – Você já disse que sua principal dúvida em relação ao time do Mundial está no ataque. Ainda não resolveu?
Tite: O grupo foi campeão da Libertadores com todos os atletas sendo reservas em algum momento. Essa ideia do respeito que o técnico e o clube dão a eles, independentemente da titularidade, é muito importante. Eu gostava de sentir isso quando era atleta. A linha de quatro e os dois primeiro do meio de campo já estão bem encaminhados com os nomes. A linha de três, inclusive por ter muitas opções, com o último atacante, está em aberto.

R7 – O Douglas voltou a jogar bem. Ele também é dúvida para o time que vai estrear no Japão ou garantiu seu lugar?
Tite: Todos eles são fundamentais. Ele é um articulador, gosta de jogar na faixa central. A mesma em que o Danilo gosta de jogar. Ele gosta de jogar por dentro. É onde o coloquei para jogar e onde ele voltou a se destacar. Mas ele pode jogar pelo lado. Tem o Jorge Henrique também, o Emerson, que terminaram sendo campeões. O Liedson também, depois teve que sair. Romarinho entrou e está dando uma sequência. Vamos ver o campo para decidir.

R7 – Quem preocupa mais no time do Chelsea? Qual é a principal arma deles?
Tite: Estou acompanhando e prometo que respondo depois que passarmos da semifinal [risos].

As notícias que você tem que ler estão aqui

Veja aqui as respostas do quiz

 
Veja Relacionados:  corinthians, tite, mundial, seleção brasileira
corinthians  tite  mundial  seleção brasileira 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping