25 de Maio de 2012
Novela sobre a definição do estádio da Copa de 2014 está próxima do fim
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já afirmou que São Paulo será uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. O que falta saber é qual será o estádio que irá receber os jogos do Mundial.
São vários os personagens desta novela, mas são oito os atores principais que aparecem constatemente na mídia fazendo afirmações que podem cair por terra tempos depois.
O que se sabe de concreto é que São Paulo será uma das cidades-sede. Recentemente, Teixeira disse, em entrevista ao Sportv, que São Paulo terá sim a abertura do Mundial, mas que a festa não será feita no Morumbi.
A solução seria construir uma nova arena com capacidade para no mínimo 65 mil pessoas, que atenderia às normas da Fifa para a abertura. Há um projeto bem encaminhado de um novo estádio em Pirituba, na região norte de São Paulo. Só que Alberto Goldman, governador de São Paulo, garante que a única alternativa é o Morumbi. Goldman não quer construir um estádio que não teria uso depois da Copa.
E a situação segue indefinida. Na próxima quarta-feira (21), será realizada uma reunião com a presença de parte dos responsáveis pelo fim da novela. Ricardo Teixeira convocou o encontro com o governador de São Paulo para resolver a questão.
A novela do estádio de São Paulo na Copa de 2014
Veja quem são os principais personagens e saiba o que cada um pensa
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| Lula (Presidente do Brasil) Defende que o Morumbi seja o estádio de São Paulo para fazer a abertura. Mas Lula sabe que o custo de R$ 630 milhões para as obras que a Fifa exige é difícil de ser viabilizado. Cobrou rapidez na definição e já considera outras alternativas, como o Pacaembu e o Palestra Itália |
Alberto Goldman (Governador de São Paulo) Garante que o Estado não fará investimentos em obras no Morumbi, mas diz que o estádio é a única opção da cidade para receber a Copa do Mundo. Descarta a construção de uma arena em Pirituba e a utilização do Pacaembu ou do Palestra Itália. |
Gilberto Kassab (Prefeito de São Paulo) Disse recentemente que o Morumbi ainda era a primeira opção de São Paulo, e que faria um pedido para que a Fifa aceitasse o projeto menor, que consumiria cerca de R$ 265 milhões. Faz questão de que a cidade seja uma das sedes do Mundial |
Jérome Valcke (Secretário-geral da Fifa) É o maior crítico do estádio do Morumbi e dos dirigentes responsáveis pela organização da Copa do Mundo no Brasil em geral. O dirigente chegou a que o São Paulo deveria parar de brincar de enviar projetos que seriam vetados pela Fifa |
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| Ricardo Teixeira (Presidente da CBF) Não vê o Morumbi como o estádio ideal para a abertura da Copa do Mundo de 2014. Recentemente, garantiu que São Paulo será a cidade da abertura do Mundial, mas em outra arena, que pode ser o Piritubão |
Juvenal Juvêncio (Presidente do São Paulo) Trava uma queda de braço com a Fifa e com a CBF. Em nota divulgada em 28 de junho, o clube afirma que a construção de uma outra arena em São Paulo “só seria considerada boa notícia por aqueles que têm interesses pouco nobres” |
Andrés Sanchez (Presidente do Corinthians) Segue a mesma linha da CBF. No último domingo (18), em entrevista ao jornal O Globo, o corintiano garantiu que a abertura da Copa de 2014 será em São Paulo, só que em um estádio que será construído em Pirituba. |
Luiz Gonzaga Belluzzo (Presidente do Palmeiras) Assiste a tudo com a esperança de que “sobre” para o Palmeiras e para o Palestra Itália os jogos da Copa em São Paulo. Para isso, realiza uma reforma de R$ 300 milhões no estádio do clube, que ficará com capacidade para receber 45 mil pessoas |
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