25 de Maio de 2012
Secretário Marcos Cintra diz que estimativas foram feitas para justificar o projeto
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Defensor do pacote de incentivos, Cintra fez apresentação para tentar provar que dar R$ 420 milhões em incentivos para o Corinthians construir o estádio em Itaquera será bom para a cidade. O secretário falou que estimativas mostram que nos próximos nove anos serão geradas receitas de R$ 900 milhões, direta e indiretamente, para os cofres publicos.
Só que na hora de provar que a afirmação faz sentido, Cintra não teve argumentos para mostrar que a cidade terá mesmo o retorno do valor investido. Disse ainda que as estimativas foram feitas apenas para justificar o repasse.
- Nada é garantido. Essa é uma estimativa que estamos fazendo para poder justificar esse projeto. Estimamos que esse tipo de investimento gera efeitos multiplicadores.
Risco
Outro defensor do projeto, o vereador Dalton Silvano (sem partido) também se enrolou na hora de defender os incentivos ao Fielzão. Ele falou que é arriscado comprar os CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) que serão emitidos para o Corinthians.
- É muito arriscado para quem for comprar o certificado.
Foi de Silvano a ideia realizar no meio do feriado a primeira das duas audiências públicas obrigatórias do projeto. Segundo o vereador, integrante da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) há pressa na prefeitura para que o pacote seja aprovado antes do recesso parlamentar, que começa em 1º de julho.
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- Nós temos prazo. A urgência é que nos forçou a estar aqui. A Fifa vem ao Brasil e temos até 10 de julho para mostrar que é viável a abertura da Copa em São Paulo. Se precisar, vamos trabalhar no recesso.
Oposição ao projeto deixa vereadores constrangidos
O plenário da Câmara Municipal estava cheio de defensores do pacote de incentivos ao Fielzão. Entre muitos argumentos desencontrados, ninguém conseguiu provar objetivamente que haverá retorno significativo para a cidade caso o Corinthians consiga construir o estádio para a abertura do Mundial de 2014.
Tramitação
O Projeto de Lei 288/2011 foi lido na sessão plenária da última terça-feira (21) e encaminhado no mesmo dia à CCJ para avaliação de sua legalidade e constitucionalidade.
O vereador Aurélio Miguel (PR) pediu vista do projeto e recebeu, de acordo com o Regimento Interno da Câmara, um prazo de dois dias para estudar o texto. Dessa forma, o projeto voltará à pauta da comissão na reunião da próxima terça-feira (28). Se nenhum outro parlamentar pedir vista da matéria, ela deverá ser levada para primeira votação em plenário ainda na terça.
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