Gazeta PressEm 1970, Zagallo dirigiu Pelé naquela que, para o Velho Lobo, foi a melhor Copa do Mundo do Rei
Em 1958, a seleção brasileira de futebol se reuniu no Rio de Janeiro para dar início à preparação para a Copa da Suécia. Em meio a nomes famosos, um garoto de 17 anos, que começava a aparecer no Santos, destoava. Zagallo, que na época já era um jogador consagrado, conta que nem mesmo os atletas da seleção sabiam sobre o meia santista.
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- Quem era do Rio, como eu, nunca tinha visto o Pelé jogar. Ele só tinha feito um jogo aqui no Maracanã. Naquela época não tinha televisão. Não sabíamos quem era, mas imaginávamos que era bom.
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Aos 79 anos, Zagallo mantém intacta a memória e lembra da primeira impressão que teve quando conheceu aquele que se tornaria o maior jogador de futebol da história.
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- Era um garoto bacana, um garoto prodígio. E foi muito importante para ele começar a carreira em uma seleção tão boa. Com certeza, ser campeão mundial ajudou o Pelé no desenvolvimento da carreira para ele se tornar o que foi.
Companheiro do Rei do Futebol em três Copas (1958, 1962 e 1970), Zagallo diz que o melhor Mundial de Pelé foi o de 1970, quando o Velho Lobo era o técnico da equipe.
- A Copa de 1970 foi a melhor do Pelé. Jogou todas as partidas e fez o que todos sabem.
Se tecnicamente Pelé era perfeito, taticamente ele também era elogiável, garante Zagallo.
- Na parte tática, eu conversava com ele muito na preparação para a Copa de 70. Mostrava a maneira de jogar e ele acreditava no que eu dizia.
Zagallo conta que quando encontrou Pelé para a preparação do Mundial do México, o Rei do Futebol lhe fez um pedido.
- Quando assumi a seleção brasileira foi no lugar do Saldanha, que tinha dito que o Pelé estava cego. O Pelé me encontrou e me disse exatamente assim: “Você pode me deixar na reserva, não tem problema, mas não faça nenhuma sacanagem comigo”.
Zagallo bancou a presença do camisa 10, que demonstrou que não tinha nenhum problema de visão. Depois da conquista, o Rei do Futebol agradeceu o treinador.
- Na concentração, ele me abraçou e me disse que precisávamos estar juntos para sermos três vezes campeões do mundo.