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publicado em 17/03/2011 às 11h00:

Jornalistas do R7 são derrotados pelo time
feminino do Juventus em desafio de futebol

No velho duelo entre homens e mulheres, elas levaram a melhor nas quatro linhas

Juliana Damasceno e Fernando Cesarotti, do R7


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O tal “sexo frágil” já foi muito cantado e romanceado por aí. Mas o R7 colocou isso à prova de uma maneira diferente: queríamos testar o comportamento - e o desempenho, claro - de homens e mulheres juntos, dentro de uma área até hoje cercada de testosterona por todos os lados: o campo de futebol. 

Veja as melhores fotos do jogo

Veja a página de Futebol do R7

Convidamos então a equipe profissional feminina do Juventus, de São Paulo, e “escalamos” um time de valentes jornalistas que se consideram boleiros para conhecer os resultados dessa inusitada mistura. Os gols e melhores (e também os piores) momentos da partida estarão na Rede Record na edição deste sábado (19) do Esporte Fantástico, que começa às 10h.

Repórter confessa: "Aprendemos 
que lugar de mulher é no campo"


Todas as estações visitaram São Paulo naquele dia de clássico na Mooca. Nublou, esfriou, e até choveu, ao final do dérbi. Mas no retorno da van que transportava alguns de nossos guerreiros atletas para casa, era o sol que dava as caras. Talvez para animar os corajosos voluntários, que ainda se questionavam: onde foi que erramos? Veja o vídeo abaixo e tente descobrir:

Alguns culparam os chutões para frente e sem direção, que facilitavam o domínio das “meninas travessas” na defesa. Outros achavam que os colegas pareciam cansados, já na metade do segundo tempo – cada período de jogo teve 30 minutos. Tentavam encontrar a justificativa ideal para a amarga derrota por 2 a 0 para o escrete feminino, que tanto quiseram desafiar.

Gilmar Fubá e Ana Paula Oliveira
ajudam repórteres na "batalha"


Não foi assim o tempo todo: mesmo cientes do treino constante e de uma maior habilidade das adversárias com a bola, os rapazes estavam confiantes. Traçavam animados, dentro do transporte, estratégias para dominar a partida e não fazer feio frente às garotas. Rafael Calixto, da editoria de Esquisitices, deu seus palpites.

- Geralmente, o fraco dos times femininos de futebol é a goleira. Não pulam como os homens, no ângulo. Chutão na direção do gol é sempre uma chance a mais para a gente.

Todos concordam. Alguns apostam que a força está mesmo é com eles: está provado que mulheres não concorrem com o sexo oposto nesse quesito. Outros, mais realistas, acham que ainda assim, a goleada será inevitável. Mas seguem animados, confabulando jogadas e até na expectativa de conhecer de perto a árbitra da partida, a bandeirinha Ana Paula Oliveira – que prontamente aceitou o convite para apitar o curioso desafio.

E não é que tinham público? Frequentadores habituais do clube foram se ajeitando nas cadeiras posicionadas em volta do campo, na sede social do Juventus. Não sabemos se os palpiteiros da chamada “Turma do Amendoim” inibiram nossos craques, que ao verem as garotas, lá longe, concentradas em círculo e ouvindo atentamente as orientações da técnica Emily Lima, sentiram-se intimidados. Até que um gritou lá de longe...

- Galera, vamos nos concentrar também, estão todos espalhados.

Um queria falar mais alto que o outro, esquemas táticos eram criados na hora, até que a equipe se acalma e decide então tirar a foto histórica de “quase campeão”. Enquanto isso, nas arquibancadas, os torcedores se manifestavam.

- Esses “pernas de pau” vão tomar um “chocolate” das nossas meninas.

O ritual sério não durou muito tempo: chega Gilmar Fubá, o ex-volante do Corinthians que fez questão de passar por ali para dar uma forcinha, além de orientar os rapazes no maior bom humor. Vendo a falta de jeito e a chuteira novinha de alguns dos colegas, não segurou o comentário.

- Nem eu nem ninguém daríamos jeito nesse time. Mas temos armas secretas. Aguarde.

Vestida de rosa, quase para matar, Ana Paula se posiciona e apita o início do clássico. Que tanto para homens quanto para mulheres, foi mais difícil que o esperado. Jogadas truncadas, algumas faltas e até cartões amarelos. As garotas entravam duro, sem medo. Já os meninos, segundo o próprio orientador Fubá, pareciam receosos e não passavam do meio de campo.

- Os caras estão com medo de “entrar duro”. Não pode! Isso aqui é futebol, gente!

Já se passavam mais de 15 minutos sem lances de muito perigo para ambos os lados quando o repórter Renan Truffi e suas chuteiras reluzentes - que estreavam no campo de gramado sintético - deram “aquela” forcinha para o Juventus. A ideia inicial era um chutão para a frente, mas a habilidade natural do repórter jogou a bola dentro da área dos jornalistas do R7 e facilitou a vida da lateral Camila, camisa 6, para marcar o primeiro gol do Juventus.

Virada masculina? Nem pensar

A decepção era geral, e eles bem que tentaram se recuperar. Mas o primeiro tempo acabou mesmo com 1 a 0 para elas. Muita água, suor e respiração ofegante, mas sobrou espaço para risadas com as substituições - ilimitadas e acertadas antes do início do jogo. Enquanto Fubá tentava distrair nossos heróis com ideias para o segundo tempo e muitas piadas, Emily pegava no pé de suas atletas com dureza.

- Eu acho que vocês não entenderam quando eu disse que não gosto de perder nada, sem par ou ímpar. Isso aqui pode ser festa, diversão, gracinha, mas para eles, para o time deles. O que eu vou dizer se vocês perderem esse jogo? Não tem cabimento!

Depois da bronca inicial vieram algumas instruções, ouvidas de forma atônita pelas atletas.

- Vamos ter calma, tocar curto, segurar a bola. Vocês são melhores que eles, têm mais domínio de bola, noção de posicionamento, não tem por que ficar dando chutão. No chutão, na força, vocês vão sempre perder, olha o tamanho desses caras! Temos que ganhar na bola e na inteligência.

Elas entenderam o recado e fizeram cara de malvadas, no início do segundo tempo. Pegaram pesado, derrubaram nossos colegas em jogadas arriscadas e até um pênalti foi pedido à juíza Ana Paula pelo animado banco de reservas. De nada adiantou. Foi questão de tempo para mais um gol. E uma defesa cansada, mas alerta, evitou que os rapazes chegassem sequer perto de marcar.

Rapazes, aliás, que chegaram a jogar boa parte do segundo tempo com 11 atletas na linha, sem que a charmosa juíza percebesse. Nem com a aparente vantagem numérica pudemos registrar um lance real de gol. Como melhor lance do jogo, destaque para uma jogada digna do melhor voleibol brasileiro: Rafael Sampaio, nosso craque de Vestibular e Concursos, mete a mão na bola e toma cartão amarelo. A recompensa: foi eleito pelas garotas juventinas como “o mais bonito em campo” e comparado ao italiano Gattuso, do Milan.

Rafael Sampaio
Rafael Sampaio(à dir.), o "Gattuso" do R7, em momento relax na partida (Foto: Edson Lopes Jr./R7)

Final de jogo e aquilo que deveria ser uma batalha finalmente ganha ares de amistoso. Alguns dos craques saem correndo para um banho nos vestiários - ainda têm um longo plantão dominical pela frente. As meninas, por sua vez, comemoram - mesmo com o dente parcialmente quebrado de uma das atletas. Gilmar faz sua análise mais que direta sobre a partida.

- Misericórdia...

Eles, que não desistem nunca, saem dizendo que esperavam uma goleada, que o resultado até foi bom, e que se não fossem apenas boleiros de sábado e domingo, teriam batido as garotas. Ninguém acredita muito e todos saem sorrindo, debaixo de chuva na rua Juventus.

Para um de nossos atletas, Diego Junqueira, de Saúde, apenas um consolo: ser chamado de gato pela juíza famosa, enquanto se levantava depois de uma jogada com falta. Quem é mesmo que precisava sair ganhando?

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