Foto por 18.11.2009/AFPMesmo anexando territórios palestinos ilegalmente, Israel diz que estádio ocupa suas terras
.Financiado com fundos públicos alemães e franceses e com o patrocínio da Fifa, o estádio fica na localidade de Al-Bireh, próxima a Ramala, e deve ser inaugurado no final do ano com um jogo entre uma equipe palestina e outra de algum país árabe.
O jornal israelense Ha'aretz informa em sua edição de hoje que a Administração Civil, organismo dependente do Ministério da Defesa que se encarrega dos assuntos civis em território palestino ocupado, exigiu dos construtores a derrubada do estádio em até sete dias.
A alegação israelense é que parte dos 11 mil m² ocupados pela nova instalação esportiva está sobre a chamada "zona C" estipulada pelos Acordos de Oslo, ou seja, território ocupado sob jurisdição de Israel, e, por isso, precisa de uma permissão especial de organismos israelenses.
Em 11 de outubro, o Exército entregou a um dos empregados a ordem de demolição. No último dia 1º, enviou uma ordem igual à Prefeitura de Al-Bireh. Segundo o Ha'aretz, a construção do estádio, com capacidade para oito mil pessoas e cujo objetivo é incentivar o esporte entre os palestinos, foi aprovado em 1981, mas o projeto só foi adiante em 2008, quando o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, lançaram sua pedra fundamental.
O jornal adverte que o assunto pode causar uma polêmica internacional, porque Israel mudou os limites de jurisdição e até agora não entregou planos aos palestinos. "É injusto e irracional que tenhamos que pedir permissão e esperar a licença israelense para construir em uma zona que, embora qualificada como 'C', está dentro dos limites municipais aprovados e reconhecidos", lamentou Samih Al-Abed, arquiteto municipal de Al-Bireh, em entrevista ao Ha'aretz.Para Abed, se trata de uma decisão política destinada a pressionar os palestinos a retomar o processo de paz, estagnado desde o final de 2008. "Esta é uma típica medida de pressão de Israel que significa: ou negociam, ou os punimos", acrescenta. A Autoridade Nacional Palestina (ANP) se nega a retomar as negociações enquanto Israel não interromper a expansão de colônias na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
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