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publicado em 07/07/2011 às 10h49:

Corinthians só poderá usar Fielzão em
2015, diz arquiteto do estádio

Aníbal Coutinho explicou que obra só terminará depois da Copa do Mundo de 2014

Gustavo Alves, do R7

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O sonho da torcida do Corinthians de lotar a sua própria casa ainda vai demorar para se tornar realidade. Segundo o arquiteto responsável pelo projeto do estádio, Aníbal Coutinho, a nova arena corintiana só vai estar totalmente liberada para jogos do clube em 2015, graças às obras de readaptação da estrutura que serão feitas após a Copa do Mundo de 2014, se o estádio ficar pronto até o início do Mundial.

- Jogos com casa cheia e qualidade total, só em 2015 mesmo. Acho que o Corinthians pode mandar jogos um pouco antes de 2015, mas ele vai ter que trabalhar setor por setor, fazer obras aos poucos.

Em entrevista logo após ganhar dois prêmios de arquitetura com o projeto do Fielzão, na quarta-feira (6), Coutinho deu detalhes sobre a arena, favorita para receber a abertura da Copa, caso consiga acelarar as obras. Entre outras coisas, adiantou que, caso seja escolhido para a abertura, o estádio que abrigará o jogo inaugural do Mundial será bem diferente daquele que o Corinthians utilizará.

Veja abaixo a entrevista completa:

R7 – Foi difícil adequar o estádio às exigências da Fifa?

Aníbal Coutinho - Acho que para a próxima Copa do Mundo a Fifa começou a exigir coisas em um padrão maior de qualidade em relação às outras Copas, mas entendemos isso. Nós encaramos essas exigências com uma vontade muito grande de vencê-las. Queremos fazer melhor do que a Fifa pede. Sabemos que ela precisa de um determinado padrão de qualidade para ter uma boa Copa.

R7 – Essas exigências encareceram muito o projeto?

Aníbal Coutinho - As exigências da Fifa não exatamente encarecem o projeto, mas estabelecem padrões de qualidade, de visibilidade, de segurança, de uma parcela adequada de restaurantes, determinada quantidade de escadas. Isso nós temos como atender sem encarecer o projeto.

R7 – O estádio do Corinthians será multiuso, poderá receber shows?

Aníbal Coutinho - É um projeto de estádio multiuso, feito para receber shows de grande porte e eventos de todos os tamanhos. No lado oeste, onde estão os assentos de melhor qualidade, de melhor visibilidade e melhor conforto térmico, teremos um centro de convenção de mais de 25 mil metros.

R7 – O estacionamento terá quantas vagas?

Aníbal Coutinho – Ao final, serão 2400 mil vagas, mas para a Copa do Mundo esse estacionamento praticamente não será utilizado. Por uma questão de segurança, quanto menos carros estiverem estacionados dentro do estádio, melhor. É preciso vistoriar carro a carro, tem que ver se eles têm explosivos. Se você coloca debaixo do estádio um carro com explosivo é uma situação de segurança extrema.

R7 – Depois da Copa, o estádio terá capacidade para 48 mil pessoas. Qual será a capacidade do estádio para a Copa do Mundo, caso seja escolhido para a abertura?

Aníbal Coutinho - O estádio foi projetado para 48 mil pessoas, mas vai até 68 mil lugares brutos e 65 mil líquidos para a Copa, que é a capacidade ideal. A determinação exata dos lugares só é feita alguns meses antes da Copa, depois que são posicionadas as câmeras e as plataformas de televisão. Depois disso é que se determina quais são os lugares que têm menos visibilidade, porque eles não serão colocados à venda, são lugares mortos. Aí se determina a capacidade líquida. O que se persegue durante todo o processo é algo em torno de 65 mil lugares, no mínimo.

R7 – Os 20 mil lugares a mais, que serão colocados para a Copa, serão utilizados pelo Corinthians depois do Mundial?

Aníbal Coutinho - O Corinthians nunca vai usar esses lugares.

R7 – E o que será feito depois da Copa com esses lugares excedentes?

Aníbal Coutinho - Esse excedente é colocado por empresas que alugam esses equipamentos temporários de boa qualidade. Eles ficam por seis meses, porque é preciso fazer a marcação lugar por lugar e esses lugares são checados no local, não no projeto. A pessoa senta, vê, determina se tem visibilidade, libera para a venda, numera e o ingresso é emitido. Essa instalação provisória vai permanecer por seis meses.

R7 – Então haverá muito trabalho ainda no estádio depois do Mundial?

Aníbal Coutinho – A data de entrega do estádio é 2014. Depois da Copa do Mundo, continua a obra até 2015. Existe uma série de configurações que serão mudadas, principalmente na área de cadeiras e camarotes. A tribuna de imprensa, por exemplo, ocupa os nossos lugares vip, os mais caros. Então sai a tribuna de imprensa e serão instalados mais 6.000 lugares lá depois da Copa. A iluminação também ter que ser modificada, assim como as partes internas. Muita coisa sai depois do Mundial. Troca-se carpete, piso. O mobiliário definitivo também só chega depois, porque temos que deixar grandes salões livres para os jogos da Copa.

R7 – Já está incluso no orçamento da arena esse custo de retirada de tudo que não será utilizado depois?

Aníbal Coutinho - Eu diria que a parte provisória do estádio, entre montagem e desmontagem, seja aproximadamente 12% do orçamento do projeto. Isso está tudo no custo. O orçamento incluiu o estádio pré-Copa, a parte provisória, a retirada dessa parte provisória e a recomposição do estádio no modo que a Fifa chama de “modo legado”. É uma operação em que você faz a obra, tira todos os operários, desmobiliza todo mundo e entrega o estádio. Durante a Copa, o Corinthians só poderá ter segurança patrimonial lá dentro. Depois, mobiliza de novo todo esse pessoal, eles voltam para a obra para acabar de novo a construção.

R7 – Quando o Corinthians poderá usar o Fielzão?

Aníbal Coutinho – O estádio do Corinthians só fica pleno em 2015, para 48 mil lugares. Jogos com casa cheia e qualidade total, só em 2015. Não quer dizer que enquanto isso você não possa fazer alguns jogos. Acho que o Corinthians pode mandar jogos um pouco antes de 2015, mas ele ainda vai ter que trabalhar setor por setor, fazer obras aos poucos.

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