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publicado em 05/03/2013 às 08h30:

Com discurso otimista, Brasil ainda quer
R$ 395 bilhões até a Copa de 2014

Faltando cem dias para Copa das Confederações, brasileiros buscam investidores lá fora

Do R7


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Dentro de cem dias, a bola rola no estádio Mané Garrincha, em Brasília, para Brasil e Japão. A partida marcará a abertura da Copa das Confederações, evento-teste para a Copa do Mundo, um ano depois. Enquanto dois dos 12 estádios do Mundial já estão prontos, o governo federal ainda corre atrás da iniciativa privada, com uma meta ousada de arrecadas quase R$ 395 bilhões até a Copa de 2014.

O número exato não é confirmado pela cúpula da presidente Dilma Rousseff, mas o presidente e CEO da CG/LA Infrastructure, Norman Anderson, declarou que o governo quer arrecadar R$ 197,4 bilhões nos próximos cinco anos, cifras advindas diretamente da iniciativa privada, mais precisamente de investidores estrangeiros. Se no que diz respeito aos estádios, mesmo com atrasos, as obras estão andando, na área da infraestrutura ainda existe preocupação.

O grau de interesse é diretamente proporcional ao de dúvidas em torno dos planos do governo para as áreas de aeroportos, estradas, portuária, trens e fornecimento de energia. Todos reconhecem que há muito por fazer. Para ser mais claro, o governo enviou o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o presidente da Companhia Nacional de Logistica e Planejamento, Bernardo Figueiredo, para quatro eventos no exterior: um em Nova York (EUA), um em Londres (Europa) e outros dois na Ásia.

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Foi em um desses encontros com empresários que Anderson teve acesso aos números com os quais o governo brasileiro trabalha. No mesmo encontro, em solo americano, estava representantes de gigantes do mercado financeiro, como Goldman Sachs e JPMorgan. Tudo para tornar possível que a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e até os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, não se tornem verdadeiros desastres.

Anunciado como “a Copa do Mundo da iniciativa privada” pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o Mundial de 2014 não viu o esperado engajamento da iniciativa privada. Como funciona no mundo dos negócios, a dúvida dos investidores é, em linhas gerais, “como, quando e quanto” receberiam de volta os seus investimentos na infraestrutura brasileira. Otimista, Mantega projeta que “o retorno desses projetos é de 10% por ano ou mais”, declarou o ministro ao site americano CNBC.

Com a expectativa de convencer investidores e trazer para o Brasil quase R$ 990 bilhões até 2018, somado ao investimento já previsto no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o governo federal diz não ter dúvidas de que o País estará pronto para sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

– Nós estamos prontos. A infraestrutura está sendo preparada, os estádios estão sendo construídos. Nós teremos uma incrível gama de estádios no Brasil (...). Estaremos prontos para vencer a Copa do Mundo também – disse Mantega.

Por fim, se a palavra do governo Dilma não é suficiente, os representantes brasileiros usam também as informações da Fifa para endossar a confiança de que as obras e os projetos vão sair do papel. No fim da última semana, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, soltou um comunicado em que diz que o momento no País hoje “resume nas operações e em sua execução”, indicando comprometimento das autoridades brasileiras.

– Temos definitivamente um cronograma justo para alguns dos estádios da Copa das Confederações, mas confiamos no compromisso expresso pelo governo federal e pelos governadores e prefeitos responsáveis, de que cumprirão as garantias que ofereceram. Também recebemos as datas para os eventos de teste que serão realizados em todos os seis estádios entre abril e maio, quando o COL (comitê organizador) terá a oportunidade de prestar apoio às cidades no exame de alguns aspectos operacionais de um estádio de Copa do Mundo.

A isca está na água. Agora o governo brasileiro espera ver o que consegue pescar no empresariado internacional.

 
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