25 de Maio de 2012
Vereador questiona destinação de recursos públicos à obra feita por empresa privada
Um dos maiores críticos ao projeto que concede incentivos fiscais ao futuro estádio do Corinthians, o vereador Aurélio Miguel (PR) entrou com representação no MP (Ministério Público) contra o pacote que prevê R$ 420 milhões para ajudar o clube a construir a arena em Itaquera.
Vereadores devem aprovar incentivos para o Fielzão sem explicar defeitos do projeto
No documento, entregue à imprensa horas antes da segunda votação do projeto na Câmara Municipal, o ex-judoca afirma que o prefeito Gilberto Kassab (sem partido), ao beneficiar o Corinthians, está, na verdade, dando dinheiro público a uma obra feita por uma empresa particular, a construtora Odebrecht.
Veja quem votou favorável ao uso de dinheiro público no estádio do Corinthians
No documento que enviou ao MP, ele defende que a lei brasileira veda o direcionamento de dinheiro público a uma empresa particular, e que os incentivos ao Fielzão ferem o princípio da Impessoalidade.
- Vale lembrar, por fim, que, através desse projeto de Lei, o Poder Público presenteia a construtora Odebrecht com mais de R$ 450 milhões.
Aurélio critica também a aceleração do pacote na Câmara. Depois da visita do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, aos vereadores, a matéria “ganhou” uma semana em relação à tramitação normal de outros projetos. Na opinião do ex-judoca, o pacote “passou como um trator equipado com rolo compressor, o executivo municipal passou por cima de tudo e de todos”.
A segunda votação do projeto foi realizada na noite desta sexta-feira (1º) na Câmara Municipal. Como previu ao R7 o vereador Juscelino Gadelha (PSDB), que usou um capacete da Odebrecht e um boné da principal torcida organizada do Corinthians no plenário, o projeto foi aprovado com facilidade.
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