Rogan Ward/ReutersO Estádio Moses Mabhida, em Durban, uma das sedes da Copa, que está sendo finalizado; planos contra atentados vêm desde 2004, diz porta-voz da polícia
25 de Maio de 2012
Analistas e policiais dizem que aparato do país é o mais eficaz do sul do continente

Anos de planejamento para a segurança da Copa do Mundo da África do Sul significam que há poucas chances de um ataque surpresa semelhante ao que vitimou a seleção togolesa na Copa Africana de Nações em Angola, de acordo com a polícia e analistas.
A emboscada sofrida pela seleção de Togo em uma região turbulenta de Angola, que matou dois jogadores da seleção, inevitavelmente suscitou perguntas sobre segurança no maior evento de um esporte único no mundo, que desta vez será em um continente frequentemente marcado por imagens de caos.Mas a polícia, especialistas em segurança e os organizadores da Copa dizem que, apesar da possibilidade de qualquer grande evento esportivo atrair ações de extremistas em busca de publicidade, África do Sul e Angola são totalmente diferentes.
Sajjan Gohel, diretor internacional de segurança de um instituto de pesquisas de Londres, a Fundação Ásia-Pacífico, diz que o aparato na África do Sul é, provavelmente, o mais eficaz do sul da África.
- Mesmo assim, bastaria um evento terrorista específico para semear o caos no próprio torneio. Seria ingenuidade total supor que a África do Sul possa ser imune a isso.
Em parte porque perigos como esses são levados tão a sério, o planejamento de segurança para a Copa começou em 2004. A polícia diz que o incidente que marcou a Copa Africana de Nações não é motivo para rever os planos. Vishnu Naidoo, porta-voz nacional da polícia para a Copa do Mundo, diz que há planos prontos, "tanto pró-ativos quanto reativos".
A África do Sul gastou pelo menos 13 bilhões de rands (US$ 1,8 bilhão) com novos estádios e infraestrutura para a Copa, que começa em 11 de junho e durará um mês. O orçamento de segurança não foi divulgado, mas haverá 52 mil policiais e ainda reforços nas delegacias em regiões de alta criminalidade.A África do Sul não tem violência política, como na província de Cabinda, em Angola, onde separatistas que há três décadas travam uma guerra contra o governo abriram fogo contra o ônibus da seleção de Togo. Mas a criminalidade comum é uma preocupação grande.
Algumas seleções - incluindo as dos Estados Unidos e da Inglaterra - são vistas como potenciais alvos de grupos militantes islâmicos interessados em atacar o Ocidente. Mas a África do Sul ainda não foi alvo de ataques de extremistas. Desde o fim do apartheid, em 1994, o país aderiu a uma postura diplomática independente e tem feito críticas contundentes às ações ocidentais no Oriente Médio e outras regiões.
Copyright Thomson Reuters 2011
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7