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publicado em 28/06/2011 às 15h55: atualizado em: 28/06/2011 às 16h30

"O prefeito está vendido para a Odebrecht", diz vereador contrário aos incentivos para o Fielzão

Adilson Amadeu acusou Gilberto Kassab de obedecer aos interesses da construtora

Gustavo Alves, do R7

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A Câmara Municipal de São Paulo teve manhã agitada nesta terça-feira (28). Durante sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), os vereadores discutiram muito, trocaram acusações e quase chegaram às vias de fato no salão nobre. Diante da possibilidade de aprovação do projeto de incentivos fiscais para o Fielzão, o vereador Adilson Amadeu (PTB) pediu a palavra e acusou o prefeito de São Paulo de ter sido comprado pela construtora Odebrecht, que deve construir o estádio do Corinthians.

- Aqui são uns vendidos, estão de brincadeira. Retificando, vendido é o prefeito e o executivo, todos para a Odebrecht, não os senhores vereadores. O senhor prefeito não tem vergonha na cara. Vocês estão de brincadeira.

Procurada pela reportagem do R7, a Prefeitura de São Paulo, por meio de sua assessoria, disse que não vai responder as acusações.

Assim como havia feito Aurélio Miguel (PR) na semana passada, Amadeu pediu vista do pacote de incentivos. Ele havia feito um acordo com o presidente da CCJ, Arselino Tatto (PT), para devolver o projeto para a sessão de quarta-feira (29), às 11h, mas mudou de ideia depois de toda a confusão nesta terça. Durante a sessão, prometeu que só devolverá o projeto na quinta-feira (30).

Em entrevista exclusiva ao R7 logo após a sessão, Amadeu, que diz ser "mais corintiano do que qualquer um dentro da Câmara", explicou por que é contra os incentivos fiscais ao Fielzão:

R7 - Pudemos ver na audiência pública de sexta-feira (24) que o senhor é contrário ao projeto, apesar de ser corintiano. Quais são os erros que o senhor vê no pacote de incentivos?

Adilson Amadeu - Primeiro, ele não está claro a respeito dos incentivos. Segundo, esse projeto está muito corrido, é uma vontade muito grande do prefeito. Está tudo combinado, com cartas marcadas para beneficiar uma construtora, que é a Odebrecht. Se não bastasse, ainda tem o laudo da Cetesb sobre a retirada dos dutos. A lei fala que os dutos têm que ficar a 5 m de moradias, mas os dutos vão ficar colados em um conjunto residencial. Outra coisa que eu debato é o fato de não termos nada de estrutura hoje na zona leste. Não temos um hospital de excelência, falta moradia, os córregos e piscinões não estão limpos. Estão pensando só no estádio que é um cartão postal que o prefeito vai falar a vida toda em campanhas políticas. Sem dúvida alguma, já está meio preparado. Esse projeto vai passar porque muitas pessoas estão a favor.

R7 - Dos 55 vereadores, quantos estão contra o projeto?

Adilson Amadeu - Tenho falado que esse projeto vai ter 48 votos. Se tirar Adilson Amadeu, Marco Aurélio Cunha, Aurélio Miguel, Antonio Carlos Rodrigues, o presidente da CCJ, Arselino Tatto, e mais dois vereadores, o número vai ser de 47 a 49 votos, com segurança.

R7 - O senhor viu muitas mudanças de lado depois da visita do Andrés Sanchez à Câmara?
Adilson Amadeu -
É uma força gigante, sobrenatural, que acontece. Hoje poucos vão querer dar entrevista ou falar alguma coisa. Eu vou continuar na minha posição, estou fazendo uma análise do projeto. Quero ter o tempo do regimento [48 horas]. Tinha me comprometido de devolver amanhã [quarta-feira, 28], mas devo pensar junto com o meu departamento jurídico para falar.

R7 - O senhor está repensando o acordo que fez com o presidente da CCJ, no qual o senhor havia prometido devolver o projeto na quarta?
Adilson Amadeu -
Eu falei na sessão que me atropelaram, não me escutaram quando pedi a palavra para explicar melhor alguns pontos. Eu não costumo fazer isso, mas já que não estão me dando o direito de falar, eu devo cumprir o regimento e ficar com o projeto 48 horas. 

R7 - O senhor acha que o projeto vai passar?
Adilson Amadeu -
É um pedido do senhor prefeito, e ele é poderoso. Ele é tão poderoso que deverá, mais uma vez, ter o projeto alavancado.

R7 - Até quando, então, vai essa novela?
Adilson Amadeu -
Sem dúvida alguma, até dia 4,5 ou 6 de julho já deve estar tudo resolvido.

Vereador cumprirá acordo

Pouco depois da publicação desta matéria, a assessoria do vereador Adilson Amadeu informou que ele vai devolver o projeto nesta quarta-feira (29), conforme acordo feito com a CCJ. A sessão desta quarta, porém, passou das 11h para às 14h.

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