Copa das Confederações 2013

30/6/2013 às 17h03

Torcedores reclamam do preço da cerveja no Maracanã

Público já chega ao estádio para a decisão da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha

EFE

Torcedores fantasiados agitam o Maraca antes da final DJALMA VASSÃO/Gazeta Press

Centenas de torcedores já movimentam os portões do Maracanã trazendo bandeiras, camisetas e chapéus e colorindo de verde e amarelo os arredores do estádio desde o começo da tarde deste domingo (30), onde Brasil e Espanha decidirão o título da Copa das Confederações às 19h.

Com ingressos esgotados e promessa de estádio lotado, os torcedores começaram a chegar mais cedo para acompanhar a final, ainda que, justo hoje, a partida comece mais tarde que o normal, já que os outros jogos do Brasil na Copa foram às 16h.

O empresário Danilo Nolasco viajou três horas de Anápolis, no interior de Goiás, ao Rio de Janeiro, afirmou que conta com vitória brasileira por 3 a 1 e reclamou do preço da cerveja:

— É minha primeira vez no Maracanã, a segunda no Rio. Espero que seja tudo tranquilo. Acho que vou encontrar um clima de paz. Só não gostei do preço da cerveja, que é bem mais baixo aqui fora do que dentro do estádio.

O engenheiro paranaense Tiago Sebben trocou o verde e amarelo pelo verde e branco e entrou no estádio enrolado na bandeira do seu time do coração, o Coritiba. Ele, que já foi até a África do Sul para acompanhar a seleção, chegou ontem ao Rio de Janeiro exclusivamente para apoiar a equipe do técnico Felipão na final.

— Aposto no Brasil hoje porque está jogando em casa, com a torcida. O time está inflamado, mas vai ser um jogo duro, com certeza. A Espanha é a favorita, mas para ser tudo o que dizem, tem que ganhar do Brasil.

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Os amigos espanhóis Alejandro Sala, bancário, Gabino Estuyz, engenheiro elétrico, e Gonzalo Rodriguez, consultor, moram no Brasil há um ano e também fazem sua estreia no Maracanã. "Minha opinião sobre o estádio é que tem poucos espanhóis", brincou Sala, que mora em São Paulo. Para ele, "não faz diferença" que o Brasil ainda não tenha cruzado o caminho da Espanha nessa fase invencível da equipe.

As apostas dos amigos chegaram a 5 a 0 para a Fúria, com gols de Torres e Iniesta. Os amigos acreditam que o jogo vale muito mais que o título da Copa das Confederações, como afirmou Sala.

— É uma questão de prestígio. É uma preparação para o Mundial e também um momento de demarcar território, não só por parte da Espanha, mas também do Brasil.

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Vindo da pequena cidade de Puebla, no México, o comerciante Raul Barajas está encerrando sua temporada de 15 dias viajando pelo Brasil, onde acompanhou todos os jogos da sua seleção na primeira fase da Copa.

— Pegamos um grupo muito forte, muito difícil na primeira fase. Se o grupo fosse outro, estaríamos aí na final, com certeza.

Com a falta da seleção mexicana no jogo, Barajas aposta na Espanha.

— Minha roupa é amarela, mas é só coincidência, minha alma hoje é vermelha. Estou feliz de poder ver a Espanha, vai ser uma final linda. Barajas volta para o México amanhã, mas leva na mala seus novos planos para o ano que vem.

— Preciso voltar para trabalhar. Se não o fizer, não consigo dinheiro para voltar para o Brasil para ver a Copa do Mundo.
 

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