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Repórter gata elege Brasília como a pior sede da Copa das Confederações

Inés Sainz elogia povo brasileiro, mas pede mais organização para o Mundial em 2014

André Avelar, do R7, no Rio

Inés esteve no Maracanã para a final da Copa das Confederações
Inés esteve no Maracanã para a final da Copa das Confederações Reprodução/Twitter

Uma das repórteres mais famosas (e bonitas) do mundo esportivo, Inés Sainz esteve no País para a cobertura da Copa das Confederações. A mexicana, que trabalha para a TV Azteca, gostou da alegria do povo brasileiro, mas espera mais organização para a Copa do Mundo em 2014. Após a final do torneio preparatório, no último domingo (30), no Maracanã, a bela listou alguns temas a serem melhorados e ainda elegeu Brasília como a pior sede do torneio.

Acostumada a grandes eventos esportivos, Inés contou inúmeros problemas durante os 16 dias de competição no Brasil. A repórter acompanhou a seleção mexicana na primeira fase e a seleção brasileira nas semifinal e final. Segundo ela, a rede hoteleira, a falta de preparo dos profissionais e as dificuldades nos aeroportos foram os maiores problemas encontrados nas seis cidades-sedes do torneio: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador.

—A cidade que mais me deu trabalho foi Brasília no que diz respeito à logística. Talvez por recomendação do Comitê Organizador, ficamos em hotéis muito longe e muito feios. Essa parte não me encantou nada. É preciso melhorar um pouco mais a rede hoteleira. Não se trata de construir hotéis novos, mas algo mais moderno. Precisa de mais hotéis na categoria quatro estrelas, por exemplo. Alguns dos funcionários e voluntários têm dificuldades com outros idiomas.

A capital federal recebeu a abertura da Copa das Confederações. Como se não bastassem os problemas na rede hoteleira, a entrada dos torcedores também foi no mínimo complicada a começar com enormes filas para retirar ingresso para a partida entre Brasil e Japão. Além disso, manifestantes entraram em confronto com a polícia, que utilizou balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Fora de tempo

As manifestações que tomaram conta do País durante a Copa das Confederações também chamaram atenção da repórter mexicana. Formada em direito, Inés reconhece a importância dos pedidos pela redução nas tarifas de transportes públicos, hospitais e escolas no tão falado padrão Fifa, mas acredita que os jovens perderam o tempo correto para se manifestarem e fizeram um movimento efeito partidário.

—Se querem se manifestar contra os gastos absurdos com estádios, acredito que erraram no tempo. Tinha de ter feito isso antes de se gastar todo esse dinheiro. Acredito que agora os jovens têm de apoiar o seu país e pedir que porcentagens sejam transferidas para educação, saúde e todo o serviço público. Uma manifestação bem pensada teria de ser feito antes, mas são, claro, movimentos importantes. O Brasil é muito mais que seus problemas.

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