Clubes podem faturar ainda mais com engajamento nas redes sociais

Estudo foi realizado em cima dos jogos semifinais da Copa do Brasil 2017

Semifinal da Copa do Brasil contou com grande engajamento nas redes sociais
Semifinal da Copa do Brasil contou com grande engajamento nas redes sociais André Fabiano/Estadão Conteúdo

Se você acha que seu time ganha muito dinheiro com patrocínio, saiba que poderia lucrar ainda mais caso tivesse uma estratégia mais agressiva no mercado financeiro esportivo. Estudo realizado em parceria pela Ativa Esporte e GumGum Sports revela que semifinalistas da Copa do Brasil têm potencial ainda não explorado devidamente com engajamento nas redes sociais.

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O estudo analisou o impacto de cada marca nos posts publicados pelas contas oficiais dos quatro clubes envolvidos na semifinal (Flamengo, Cruzeiro, Grêmio e Botafogo) e demais usuários entre 15 e 24 de agosto, baseado nas quatro principais plataformas (Twitter, Instagram, Facebook e Youtube).

O resultado de mídia gerado para os patrocinadores dos quatro clubes, apenas nestes dois jogos, foi calculado em R$ 28,3 milhões (cerca de 9 milhões de dólares). Dessa forma, o valor é quase três vezes maior do que o principal contrato de patrocínio do Botafogo, por exemplo, que recebeu R$ 10 milhões da Caixa em 2017.

Grêmio e Cruzeiro fizeram outra semifinal do torneio
Grêmio e Cruzeiro fizeram outra semifinal do torneio Giazi Cavalcante/Estadão Conteúdo

Guilherme Guimarães, diretor-geral da Ativa Esporte, explica como o impacto na mídia é revertido em dinheiro aos clubes.

"A ferramenta mede quanto é o retorno das marcas no digital ao se associar com os clubes. Com essa mensuração em mãos, os clubes passam a ter mais informação e mais subsídio para negociar mais ou até melhores patrocínios", disse.

Patrocinadora master de Flamengo, Cruzeiro e Botafogo, a Caixa foi a grande beneficiada, com retorno de R$ 10 milhões, seguida pela Adidas, com R$ 5,5 milhões, e Carabao, com R$ 5,26 milhão.

O maior impacto registrado na ferramenta veio do Instagram, responsável por 56% do resultado, mais do que o dobro apresentado pelo Facebook.

Apesar do estudo feito nas semifinais da Copa do Brasil, Gulherme também afirma que é possível medir esse engajamento até quando as equipes não tem jogos em seu calendário.

"Essa ferramenta mensura o retorno que os patrocinadores têm em qualquer momento da relação com os clubes. Em jogos do Brasileirão, outras competições e, até, em momentos sem jogos do clube", disse.