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Carille afirma que briga em Curitiba atrapalhou concentração do Corinthians

Três ônibus de torcedores foram atacados; pelo menos três pessoas foram hospitalizadas

Marquinhos Gabriel domina bola no empate entre Coritiba e Corinthians no Couto Pereira
Marquinhos Gabriel domina bola no empate entre Coritiba e Corinthians no Couto Pereira Estadão Conteúdo

O técnico do Corinthians, Fábio Carille, disse neste domingo que a briga entre torcidas horas antes do jogo com o Coritiba, no estádio Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro, atrapalhou a preparação da equipe. O conflito nos arredores do estádio acabou com sete feridos e atrasou a ida da delegação para a partida. Os times empataram em 0 a 0.

O confronto nas ruas, por volta das 8h30, levou a Polícia Militar a adiar a saída do Corinthians rumo ao estádio. Em vez de deixar o hotel às 9h15, o ônibus corintiano saiu escoltado apenas às 9h40. "Se o meu time estivesse mais concentrado, a gente iria acertar mais passes e fazer um jogo melhor. O jogo de hoje é para servir como alerta para não entrarmos mais assim", afirmou Carille, em entrevista coletiva.

O Corinthians chegou atrasado ao Couto Pereira para fazer o trabalho de aquecimento e subiu ao gramado para o jogo pouco depois das 11h, horário marcado para o pontapé inicial. No empate sem gols, o Coritiba foi quem criou mais as chances, embora o time paulista tenha feito um gol anulado incorretamente. O árbitro assinalou impedimento inexistente de Jô em lance já nos minutos finais.

"Ficamos quase 30 minutos na porta do hotel esperando o ônibus sair. Mas ainda bem que conseguimos o empate. Estamos invictos no campeonato e seguimos na parte de cima", disse o treinador. O Corinthians perderá a liderança caso o Grêmio derrote no próxima segunda-feira, no Mineirão, o Cruzeiro.

O treinador lamentou a briga antes do jogo e afirmou que confusões desse tipo atrapalham o futebol brasileiro. "Eu já falei várias vezes em questão de paz, mas não adianta. Isso não tem de partir de nós. Enquanto nossas autoridades não se mexerem. A Inglaterra era o pior lugar em termos de torcida, e conseguiram resolver. Por que aqui não pode ser diferente?", reclamou.

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