MPF crê que empresa de tragédia da Chape não é dos donos registrados

Bolivianos seriam proprietários; um morreu no acidente e outro está foragido

Empresa cujo avião caiu com delegação da Chapecoense está sob investigação
Empresa cujo avião caiu com delegação da Chapecoense está sob investigação Reuters

O Ministério Público Federal em Santa Catarina suspeita que a LaMia, empresa dona do avião que caiu com o time da Chapecoense, em novembro do ano passado, não pertença aos bolivianos que constam no registro.

Supostamente, segundo os papeis oficiais, os donos da empresa aérea são Miguel Quiroga, piloto do voo da Chape, que faleceu no acidente, e Marco Antonio Rocha, foragido. Entretanto, indícios levam o MPF a acreditar que os proprietários da empresa são outras pessoas.

A descoberta, caso confirmada, pode mudar os rumos das investigações acerca do acidente e da indenização às vítimas e famílias dos mortos na tragédia.

Segundo inquérito civil do Ministério Público, os bolivianos em questão podem não ser os proprietários da companhia.

“A mesma pessoa que assina o segundo contrato com a LAMIA encaminhado pela Associação Chapecoense, a denotar a verossimilhança das suspeitas noticiadas pela imprensa, de que os verdadeiros proprietários dessa companhia aérea possam não ser os bolivianos que figuram em seus atos constitutivos. Esse fato, contudo, embora relevante sobre outros aspectos, em princípio, não guarda pertinência com a presente apuração”, diz o despacho.

As indenizações devem ser alvo de longa disputa no meio jurídico. Até o momento, nada foi pago aos familiares das vítimas, apenas o seguro da própria Chapecoense. Como a LaMia encerrou suas operações e os proprietários não podem ser contatados, o processo de ressarcimento promete ser complicado.

Veja aqui o inquérito civil do Ministério Público

*Pedro Rubens Santos, estagiário do R7

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