São Paulo acorda para basquete e agora sonha com loja da NBA e novo Jogo das Estrelas do NBB

Melhores do campeonato nacional fizeram festa memorável no dorminhoco Ibirapuera

André Avelar, do R7

Norte-americano Shamell, do Mogi, foi eleito pela terceira vez o melhor atleta do Jogo das Estrelas do NBB Erik Teixeira/Raw Image/Estadão Conteúdo

Demorou um ano e meio para a bola laranja voltar a subir no Ginásio do Ibirapuera, no último domingo (19), no Jogo das Estrelas do NBB. Mas a partida em si foi apenas o despertador que faltava para acordar São Paulo para o basquete. Agora, a cidade inclusive já sonha com uma loja da NBA e uma nova versão do duelo entre os melhores do campeonato nacional.

O evento foi sem reparos se descontado o combo flanelinha, cambista e fila para entrar. Nas arquibancadas, quase 11 mil torcedores (Santos e Palmeiras pelo Campeonato Paulista de Futebol teve 8.742 pagantes) acompanharam não só um espetáculo de basquete, como também do entretenimento nos moldes dos All Star Games dos esportes americanos. As homenagens aos históricos Sírio e Monte Líbano, o show do intervalo com Jota Quest e as ativações dos patrocinadores transportaram o fã para dias melhores no esporte nacional.

Ginásio do Ibirapuera recebeu 11 mil pessoas no Jogo das Estrelas Fotojump/Divulgação/LNB

Apesar do sucesso, o sexagenário ginásio – palco do Pan-Americano (1963), dos Mundiais Femininos (1971, 1983 e 2006), Mundiais Interclubes (1973, 1979, 1981, 1984 e 2015) – havia ficado muito tempo sem um jogo de basquete. Houve até competição de videogame no local que ainda guarda boa estrutura.

Se a sequência de jogos com times da NBA foi interrompida com a Rio 2016, ao menos ficou o legado de como promover o seu produto. O Global Games, como é conhecida e excursão de times do melhor basquete do mundo, não deve acontecer no Brasil (a Argentina é uma opção cada vez mais plausível), mas isso não significa que há menos ativação e investimento.

Para onde se olhava na arquibancada do Ibirapuera, era possível ver alguma camisas de times da NBA. Vice-presidente para a América Latina, Arnon de Mello explicou que seu escritório não tem como prioridade organizar jogos pelo continente. O que em princípio poderia parecer ruim para os fãs, foi compensada com a promessa de novos equipamentos de basquete. A ideia é investir ainda mais no lifestyle como foi a NBA House e como é a NBA Store, ambas no Rio. Além disso, intercâmbio entre times e atletas deve ser estimulado.

“Nos próximos meses, vamos anunciar parcerias que vão demonstrar para todo mundo para onde nós estamos caminhando”, explicou Arnon. “Você consegue ver que o público de São Paulo está preparado e quer realmente este tipo de ativação. A gente está feliz com o NBB em São Paulo e espera ficar aqui por alguns anos.”

O pedido do homem forte da NBA na América Latina seguiu o mesmo discurso do presidente da Liga Nacional de Basquete, organizadora do NBB. João Fernando Rossi evitou confirmar, mas não escondeu o desejo de renovar com a cidade.

“Tenho dito claramente que São Paulo merece mais um ou mais dois Jogo das Estrelas porque nós ativamos, mas temos muito mais o que ativar aqui na cidade. A cidade nos recebeu muito bem. O basqueteiro antigo, acho que acordou. É um divisor de águas sob o ponto de vista do entretenimento esportivo, da festa e do basquete. Deixamos nossa marca no esporte hoje”, disse Rossi.

São Paulo abriga hoje dois dos principais clubes esportivos do País. Paulistano e Pinheiros inclusive registram na história duelos memoráveis em suas quadras. No dois dérbis da fase regular deste ano, uma vitória para cada lado. Nos parques Ibirapuera e Villa Lobos, por exemplo, as disputas no basquete de rua beiram o profissionalismo a cada fim de semana.

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