Chegou o grande dia em que o Brasil poderá colocar a América Latina na história dos Jogos Olímpicos. A partir do meio-dia desta sexta-feira (horário de Brasília), os delegados do Comitê Olímpico Internacional (COI) vão começar a escolher a cidade anfitriã das Olimpíadas de 2016, no Congresso do comitê em Copenhague.
Rio de Janeiro, Madri (Espanha), Chicago (Estados Unidos) e Tóquio (Japão) estão na batalha em que a imprensa especialista aponta o Brasil como favorito, mas as bolsas de apostas indicam a vitória dos americanos.
O anúncio do resultado é esperado para às 13h30 (horário de Brasília). Enquanto a hora da decisão não chega, as cidades vão se apresentar para os 97 membros com direito a voto na eleição. Chicago, Tóquio, Rio e Madri vão, nesta ordem, tentar convencer os delegados nos últimos instantes da campanha.
O presidente Lula, hospedado no hotel Nimb, só deve chegar ao centro de convenções às vésperas da apresentação brasileira. Ao invés de conferir a força dos adversários, Lula preferiu ensaiar o discurso para não decepcionar a plateia. Na onda do presidente, também os ministros que acompanham a comitiva brasileira não devem estar presentes nas apresentações que antecedem a do Rio de Janeiro. Sérgio Cabral, governador do Estado, fez a mesma opção.
Mas o prefeito da cidade, Eduardo Paes, “não se aguentou” e decidiu seguir outro rumo.
- Não estava dando, estou muito tenso. Lá está todo mundo nervoso, ansioso. O clima é de total tensão. Prefiro estar logo no local da decisão. Hoje é um dia inesquecível que pode mudar os rumos do Brasil, disse o prefeito.
Já a direção da campanha brasileira acabou sem querer pegando o mesmo ônibus de uma delegação importante do COI. “Ficou todo mundo se olhando com aquela cara de “e aí, em quem vocês vão votar?”A expectativa está grande e estamos muito confiantes”, disse o coordenador de imprensa da campanha carioca, Saint Clair Milesi.