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publicado em 19/01/2013 às 00h30:

Musa da natação brasileira relata rotina de dores e troca esporte pela medicina

Vencida por lesões, Gabriella Silva acredita que poderia ter chegado até a um ouro olímpico

Carolina Canossa, do R7

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Triste, mas totalmente segura de sua decisão. É assim que um dos maiores talentos já surgidos na natação brasileira se despede das piscinas com apenas 24 anos de idade. Durante toda a carreira, Gabriella Silva foi apontada por técnicos e demais especialistas como forte candidata a ser a primeira brasileira a subir ao pódio da modalidade em uma Olimpíada ou um Mundial. Infelizmente, acabou superada pelas constantes lesões.

Finalista olímpica dos 100 m borboleta em Pequim 2008 e quinta colocada na mesma prova no Mundial de Roma, na temporada seguinte, Gabi diz que mal conseguiu treinar nos últimos anos por conta das dores. É possível resumir os problemas físicos desde 2010 e ainda assim a lista fica grande: duas cirurgias no ombro esquerdo, hérnia na lombar, lesões nos dois quadris, outras nos joelhos, pescoço...

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- Eu saía chorando dos treinos por não conseguir terminá-los, ou porque sabia que tinha me machucado e que isso significaria alguns dias ou semanas sem treinar. E a verdade é que não tem segredo, se quer resultado tem que treinar e muito.

Ambição não faltou (“Nunca nadei pra ser a melhor do Brasil, eu sempre quis ser a melhor do mundo”) e até por isso a carioca insistiu o máximo que pôde:

- É muito difícil explicar o nível de dor que eu senti, mas supondo que você esteja com dor no quadril, joelhos, ombro esquerdo, lombar e pescoço. Você vai sentir dor mesmo deitada. Eu tinha que ir treinar assim

Os períodos de recuperação, em que era preciso ficar afastada das piscinas, serviram para que Gabriella pensasse o seu futuro muito antes do que ela imaginava. Aos poucos, foi se acostumando com a ideia de uma aposentadoria precoce do esporte, ainda que não tivesse chegado onde gostaria:

- Sempre acreditei na medalha olímpica, acreditava até na dourada. A verdade é que a gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã. Achei que fosse nadar ate uns 30 e pouco, mas meu corpo não aguentou. Quando fui escrever minha "despedida" (publicada em sua conta no Facebook) pensei em tudo que conquistei, lembrei tudo que fiz para conseguir alcançar meus objetivos e tenho muito orgulho da minha carreira. Me concentrar no que não deu tempo de fazer seria me torturar.

E o futuro? Já está bem definido na cabeça da agora ex-atleta:

- Quero fazer faculdade de medicina. Vou tentar, vou começar mais tarde do que a maioria das pessoas, mas eu estou tendo uma segunda chance. Quantas pessoas tem isso? Eu vou começar uma vida nova, uma carreira nova depois de encerrar uma na qual fui muito feliz.

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