25 de Maio de 2012
O pior, alerta, é a acessibilidade às drogas, que chegaram às academias, com garotos que correm sério perigo
Médico responsável por cirurgias em alguns dos mais importantes atletas do esporte brasileiro, Moisés Cohen está no Congresso Brasileiro de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro, e nesta sexta-feira (30) à tarde ainda não sabia do caso de doping da ginasta Daiane dos Santos, como adiantou o site R7. Por isso, preferiu falar sobre doping como um "leque de situações".
Primeiro, disse, o doping é usado hoje por indivíduos comuns, que frequentam ou não academias, além dos atletas de alta performance. Dos esportistas, existem aqueles que se dopam por ignorância e falta de orientação e aqueles que se dopam arriscando não serem pegos.
- Hoje o controle de doping está muito rigoroso, muito mais rígido, com a Wada (Agência Mundial Antidoping) à frente. Antes, não se detectava tanto as drogas, mas as técnicas evoluíram muito.
Os atletas de competição, continuou o médico, muitas vezes não têm conhecimento sobre drogas e nem orientação, porque também muitas vezes os próprios profissionais responsáveis por eles também são ignorantes em relação ao assunto. Daí, falam que passam "um creminho", tomam "um remedinho, um chazinho"... Mas também existem aqueles que se dopam para conseguir marcas melhores, "correm o risco".
- Esses são os casos mais preocupantes, porque eles têm consciência do que fazem.
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