R7 - Esportes

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

23 de Setembro de 2014

Você está aqui: Página Inicial/Esportes/Esportes Olímpicos/Notícias

Icone de Esportes Olímpicos Esportes Olímpicos

publicado em 12/03/2013 às 00h13:

Ex-Venezuela, técnico brasileiro elogia Chávez e lembra o dia em que o dispensou sem querer

Ricardo Navajas fez história ao classificar vôlei local para as Olimpíadas de Pequim

Carolina Canossa, do R7

Publicidade

A pouca representatividade da Venezuela no futebol e no cenário olímpico fez com que poucos esportistas brasileiros tivessem a oportunidade de conhecer melhor o ex-presidente do país, Hugo Chávez, morto no último dia 6 de março. Um dos que desfrutaram desse privilégio é o técnico Ricardo Navajas, que fez história ao classificar a seleção masculina de vôlei para a Olimpíada de Pequim, em 2008. Foi a primeira vez que um time local disputou um torneio coletivo na história dos Jogos.

Navajas, que trabalhou na Venezuela entre maio de 2007 e agosto de 2008, teve uma convivência relativamente próxima ao líder bolivariano. Conta que, diante de um trabalho que considera incompetente da Federação Local, recorria diretamente ao presidente para pleitear melhorias nas condições do esporte local:

Aposentado das quadras, Guga se submete a nova cirurgia do quadril

Saiba quais são os dez times da NBA que valem mais grana

Aos 50, Jordan anuncia troca de alianças com "baixinha"

- Era tudo na mão do Chávez, ele que resolvia. Ele investiu muito no voleibol na minha época. Deu todas as condições de trabalho, investiu em agremiações, em tudo (...) A Federação Venezuelana de voleibol é um lixo, pessoas de péssima qualidade, agora, no Comitê Olímpico Venezuelano e no Mistério dos Esportes havia pessoas que realmente queriam fazer um investimento esportivo muito bom. E, por intermédio deles, meu relacionamento era direto com o Chávez, na mesa dele. Ele dizia: “O que precisa? Liga para mim, eu autorizo e não precisa falar com mais ninguém”. Era muito fácil, eu não tinha nenhuma dificuldade.

A boa vontade de Hugo Chávez era tanta que Navajas garante que chegou a trabalhar com uma “estrutura que se equilibrava com a da seleção brasileira”, potência do vôlei. Com isso em mãos, conseguiu o feito de classificar os venezuelanos para Pequim 2008, com uma vitória por 3 sets a 1 sobre a favorita Argentina na final do Pré-Olímpico, realizado na casa dos adversários – o Brasil não participou da competição por, à época, já ter garantido a sua vaga com antecedência.

Essa histórica partida, aliás, rendeu o episódio mais engraçado de Navajas na Venezuela. Sem querer, o brasileiro “dispensou” o presidente, que após a conquista da vaga havia ligado diretamente para o roupeiro do time, no vestiário, a fim de parabenizar a todos:

- Eu tinha certeza que não era o Chávez (risos). Pensei que era alguém que estava sacaneando, pois imagina um celular da Venezuela funcionar na Argentina, achei meio esquisito. Imaginei que era gozação de algum jogador que estava no hotel, mas era o presidente só querendo parabenizar, dizendo que no dia seguinte a Venezuela estava aguardando a equipe e que nós não iríamos fazer um voo de linha, pois ele queria buscar a equipe lá. E foi o que aconteceu.

Navajas conta que depois conseguiu explicar o incidente ao próprio Chávez, que levou tudo numa boa:

- Ele falou: “Eu entendo que você não estava acreditando que era eu, pois é estranho o presidente ligar no celular do roupeiro”.

Conhecido pelo gênio forte e pela sinceridade com a qual expressa a sua opinião, Navajas diz que só voltaria a trabalhar na Venezuela se fosse por respeito à pessoa e ao trabalho de Chávez, já que, além dos dirigentes do vôlei local, também teve atritos com os atletas:

- Quando os jogadores estavam sendo comandados pelos nossos métodos de trabalho, não tinha problema nenhum. Depois que eles conseguiram a classificação para a Olimpíada, ficaram iguais à Federação Venezuelana.

Por fim, Navajas relata um episódio que reflete o quanto se deu bem com o político que entrou para a história da América Latina:

- É até difícil explicar, mas uma vez ele me disse: “Eu leio as entrevistas que você dá por aí no jornal, vejo na TV, a dificuldade que você tem. Pois é... imagina como é difícil (comandar) o país. Então, tem que ser do seu jeito mesmo. Eu aprovo”. Esporte de alto rendimento tem que ser isso aí, não tem democracia: ganha, recebe, não ganha, não recebe. É por rentabilidade. Quem não concorda, não joga.

Depois de sair pela Venezuela, Navajas se dedicou com futebol, com passagens como dirigente pelo Poços de Caldas, Santo André e Americana. Voltou ao vôlei e na última temporada trabalhou como supervisor do Funvic/Pindamonhangaba, time com poucos investimentos e recém-promovido à Superliga que terminou a fase de classificação em último lugar. Ele pretende permanecer no projeto, que negocia transferência para a vizinha Taubaté.

 
Veja Relacionados:  Navajas, vôlei, Chávez, desprezou, sem querer, técnico, Venezuela, Olimpíadas, seleção
Navajas  vôlei  Chávez  desprezou  sem querer  técnico  Venezuela  Olimpíadas  seleção 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping