Em julho de 2007, uma ginasta brasileira de 16 anos chorava nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Jade Barbosa era até então desconhecida da maioria do público. Apesar de erros e choros, ela ganhou uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze na competição.
Ali, começava a trajetória da menina de apenas 1,55 m e que sempre teve um ar melancólico. No Pan, ela revelou suas memórias sobre sua mãe, morta quando tinha nove anos. Mostrou muito talento também. O choro transbordava diante das câmeras. Jade, então, se tornou tão famosa quanto sua parceira e ídolo na seleção, Daiane dos Santos. A fama veio por suas conquistas e por seu carisma.
Em 2008, na temporada da Olimpíada de Pequim, ela conheceria o outro lado. Dores e maus resultados. Uma contusão no punho deixou a ginasta longe do pódio em Pequim (ficou apenas em 10º lugar na competição geral, apesar das três finais) e chegou a tirá-la das disputas após os Jogos.
Agora, no segundo semestre de 2009, ela quer voltar ao topo do esporte. Aos 18 anos, tem um peso enorme nas costas. Precisa se apresentar sem dores e mostrar que pode conquistar medalhas ainda. Em entrevista ao R7, ela diz que o choro não será como antes.
-Com o passar das competições fui adquirindo maturidade, aprendendo a superar meus erros e não sou mais aquela menina imatura de antes.
Fora do Mundial de 2009, quando não poderá defender seu bronze na disputa individual geral (competição em que os pontos de todos os aparelhos são computados) conquistado em 2007, Jade não se precipita.
- Não me sinto injustiçada [por não ser convocada ao Mundial]. Temos muitos bons atletas e eu preciso de um tempo para me recuperar.
Atleta do Flamengo, lugar onde treinam os também famosos Diego e Danielle Hypólito, Jade pensa, sim, nos Jogos de Londres-2012, quando terá 21 anos, considerada uma idade avançada para a disputa da ginasta.