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27 de Maio de 2016

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publicado em 09/10/2012 às 05h40:

Candidato à reeleição no basquete se diz tranquilo e projeta ouro olímpico para 2016

Carlos Nunes quer mais verba do governo e saber o que se quer do esporte no país

Denise Mirás, do R7

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Nada menos que a medalha de ouro com a seleção masculina e a chegada da feminina às semifinais da Olimpíada do Rio de Janeiro 2016 são metas de Carlos Nunes, candidato a mais um mandato como presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), que terá eleições no fim de março. Somados os patrocínios, hoje são R$ 22 milhões/ano, mas projetos para categorias de base, seleções principais, construção de outro Centro de Treinamento e preparação de um calendário para todo o ciclo olímpico ainda dependem de definições do Ministério do Esporte, segundo o dirigente.

R7 – O senhor vai ser reeleito?

Carlos Nunes – Minha expectativa é de uma eleição tranquila. São 27 eleitores [correspondentes às Federações Estaduais]. Tenho trabalho em todos os Estados e boa aceitação. Aliás, agora por estatuto, a CBB é a única confederação a permitir uma reeleição só.

R7 – E vai ter oposição?


Carlos Nunes - O Grego tem até 31 de dezembro para apresentar uma chapa, que precisa ter apoio de cinco Federações.

(Gerasime Bozikis, o Grego, foi presidente da CBB entre 1997  e início de 2009 e é o atual presidente da Abasu, a Associação de Basquete Sul-Americano.)

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R7 – Qual é o trabalho da CBB com as Federações?


Carlos Nunes
- Há repasse de dinheiro para sua manutenção. Cada uma recebe em média R$ 3.500,00 por mês, mas as que trabalham mais acabam sendo premiadas, com cursos de capacitação de técnicos e de árbitros, por exemplo. Mas as Federações são autônimas. Por estatuto, a CBB não pode interferir nas responsabilidades delas. A CBB trabalha com os Campeonatos Brasileiros. E aumentamos o número de jogos nas categorias de base [sub-14, sub-15, sub-17, femininas e masculinas, com primeira, segunda e terceira divisões]. A Federação se candidata para sediar. São 27 Estados e a CBB paga os campeonatos, que são de segunda a sábado. Não tinha nada disso antes. Mas devemos aumentar a ajuda às Federações.

R7 – Quanto a CBB recebe, e de quem?


Carlos Nunes - Nosso orçamento foi de R$ 22 milhões, parte deles incentivados [a Lei de Incentivo ao Esporte trabalha com dedução de impostos]. É da Eletrobrás, da Lei Piva, via COB [Comitê Olímpico Brasileiro], Bradesco, Nike. No caso da Nike, depende da participação em eventos. Mas fazer os Campeonatos Brasileiros não é pouco. Entramos com viagens e hospedagens de 150 pessoas.

R7 – Existe algum programa de detecção e manutenção de talentos a partir desses campeonatos?


Carlos Nunes – Após os Brasileiros, há campings na região, com treinos de uma semana e com técnicos da CBB da categoria, mais de 180 para avaliação para 2013. Tivemos no Distrito Federal, Cuiabá, Goioerê, no Paranã, Belém...

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R7 – Da base para as seleções...

Carlos Nunes –
Foram 16 anos fora das Olimpíadas, no caso da seleção masculina. Fizemos todo um trabalho para conquistar a vaga e conseguimos ir. Trouxemos atletas que não queriam mais participar e eles já se comprometeram de novo a vir para a seleção.

R7 – E encerrada a Olimpíada de Londres? Quais os planos para o ciclo olímpico?

Carlos Nunes -
Para a feminina foi mais difícil, pelas dificuldades que tivemos e que todo mundo sabe. A preparação é diferente da masculina. Foi difícil conseguir adversárias para ter uma preparação mais adequada. E ainda temos o cancelamento dos Sul-Americanos... [o cancelamento é feito pela Abasu, presidida por Grego]. Não tivemos países para jogar. A masculina não teve dificuldade – fizemos os SuperFour. A feminina, só teve o Chile para amistoso.

R7 – E os planos...

Carlos Nunes -
A direção técnica da feminina vai fazer um calendário até 2016, para fazermos contatos com mais antecedência. Países desistiram porque aqui é mais longe e preferem fazer amistosos na Europa. Mas a Hortência [a ex-jogadora Hortência Marcari é responsável pelas seleções femininas] já está tentando um período de treinamentos na França em 2013, para que as atletas passem uma temporada pela Europa. É difícil uma seleção permanente. Mas estamos conversando com o Ministério do Esporte sobre essa possibilidade para as seleções sub-15, sub-17 e sub-19, femininas e masculinas.

R7 – Essas seleções permanentes ficariam onde?

Carlos Nunes - Já temos Um CT em São Sebastião do Paraíso, mas que não dá conta. Precisamos de outro. Há cidade interessadas, como Campinas e Blumenau. Estamos esperando respostas, informações sobre planejamento do ministérios com as estatais. Da Eletrobrás aumentar o valor do patrocínio, de projetos incentivados... Projetos existem. As seleções adultas devem ter um período de treinamento entre maio e agosto, para preparação e campeonatos.

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R7 – Na feminina: o técnico Luiz Cláudio Tarallo continua?

Carlos Nunes – Ele tem contrato em vigor. Vai depender da Hortência. O Rubén Magnano, da masculina, já renovou até 2016.

R7 – A seleção poderia contar com um psicólogo, não? A maioria das equipes em Londres já trabalhava com psicólogos.

Carlos Nunes –
Vai ter, em 2013. A pedido da própria Hortência.

R7 - E a Iziane?

Carlos Nunes -
A CBB não tem nada contra a Iziane. Mas dependemos de objetivos, do que queremos. Queremos ganhar o Sul-Americano, nos classificar para a Copa América, para o Mundial, e no Mundial ficarmos entre as quatro, pelo menos. Queremos ser semifinalistas no Mundial da Turquia 2014.

R7 - E na Olimpíada?


Carlos Nunes - Queremos o ouro, no masculino. No feminino, claro que também queremos o ouro, mas se ficarmos entre as quatro... A masculina tem mais condições que a feminina, já tem base pronta. A feminina vai passar por renovação.

R7 – Com relação aos clubes...

Carlos Nunes – Temos uma relação muito boa com a LNB [Liga Nacional de Basquete, que faz o campeonato brasileiro], que está indo muito bem, com uma fase regional com duas equipes por região [total de quatro], agora com acesso e descenso. Estamos entrosados.

R7 – O que está faltando, para o basquete?

Carlos Nunes – Mais resultados, trabalhar mais com a base, mais ajuda do governo, saber o que ele quer realmente no esporte...

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R7 – A reeleição já está ganha?

Carlos Nunes – O Grego ainda não oficializou a candidatura, o que pode fazer até 31 de dezembro. Respeito a oposição democrática. É um direito que o outro tem. Mas minha expectativa é pela reeleição.

 
 
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