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publicado em 10/12/2012 às 02h00:

“Gato” do judô não perde ouro olímpico
de vista e mira chance na TV

Leandro Guilheiro quer vitória em 2016 e considera põe chance de brilhar na telinha

Thiago de Araújo, do R7

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Orelhas em forma de “couve-flor”, suor, cabelo despenteado... é, o judô não propicia o padrão de beleza dos atletas. Pelo menos para quase todos eles. As brasileiras costumam sempre pedir para colocar uma exceção, e ela atende pelo nome de Leandro Guilheiro. Mas o atleta do Pinheiros, aos 29 anos, nem quer saber de nada disso. Apenas sorri quando falam das suas admiradoras.

Dono de duas medalhas de bronze olímpicas, conquistadas em Atenas (2004) e Pequim (2008) na categoria até 73 kg, Guilheiro ganhou mais uma oportunidade de mostrar os seus “talentos” fora do tatame nesta sexta-feira (7), quando foi o mestre de cerimônia de uma homenagem feita ao Pinheiros pelo ministério do Esporte. E ele não fugiu do desafio.

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Com um visual no melhor estilo esporte fino, conduziu o rápido encontro com elegância. Na plateia, jornalistas, atletas e conselheiros, além de outras autoridades. Ao final, era possível ouvir os comentários acerca da participação do judoca em outra posição. A pergunta acabou sendo inevitável: e aí, já pensou em ir em ser modelo, ir para a televisão após deixar os tatames?

– Não descarto nada, até já penso nessa transição após o judô. Estudo, me preparo para poder fazer outras coisas quando decidir encerrar a carreira, mas não considero isso (ir para a TV) algo definitivo. Tudo é questão de oportunidade.

Recentemente, o esporte brasileiro viu dois de seus bons representantes, o ex-jogador de vôlei Tande e o ex-judoca Flávio Canto se arriscarem em frente às câmeras. Diante da possibilidade de assumir tal posição quando se aposentar, Guilheiro apenas sorri, exibindo uma leve timidez, porém consciente do mundo cheio de oportunidades que certamente se abrirá mais adiante.

Por enquanto, todos esses pensamentos não passam de possibilidades. A realidade do judoca ainda está nos tatames e ele revela que já iniciou os preparativos para encarar mais um ciclo olímpico. O objetivo? O ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. A chance de ganhar o motiva, aumenta a ansiedade, mas não chega a incomodar, garante.

– Não tenho essa visão que (no Rio em 2016) será a minha última chance. Até parece que, pensando assim, eu vou deixar de viver ou algo do tipo. A medalha sempre será uma meta. Mas não há como fazer previsões. A minha ideia é me preparar bem e melhorar como atleta (...) penso nos treinamentos diferentes que posso fazer, na alimentação, enfim, tudo que envolve a preparação.

A primeira experiência olímpica sem medalhas, vivida neste ano em Londres, ainda parece incômoda, porém longe de ser desesperadora. Guilheiro sabe que havia uma grande expectativa por mais uma conquista sua, entretanto procura ter serenidade na hora de analisar os acertos e erros que desembocaram na derrota para o americano Travis Stevens, a qual o tirou do caminho do ouro.

– É preciso analisar mais do que a luta em si, como a maioria das pessoas fazem. Judô é um esporte com mais variáveis do que a maioria das modalidades. Não dá para alguém se considerar favorito em uma competição como as Olimpíadas. Veja que (em Londres) quatro atletas que eram líderes do ranking (Guilheiro era um deles) não ganharam medalha. Há muitos fatores a serem considerados para tentar explicar isso.

O trabalho da CBJ (Confederação Brasileira de Judô) é elogiado, mas os investimentos que vem crescendo também depende dos atletas e dos clubes que os abrigam. Guilheiro faz questão de ressaltar esses dois pontos, e prefere não polemizar com o fato que, dos cinco países que mais investem em judô no mundo (Japão, Coreia do Sul, Brasil, Rússia e França), os brasileiros foram os menos bem-sucedidos.

Melhor do que olhar para o passado é focar no presente e no futuro. Praticamente pronto para voltar aos treinos, depois de passar por uma cirurgia no ombro esquerdo e outra no bíceps, Guilheiro é otimista para o que vem pela frente, dentro e fora do tatame. Em ambas as situações, a ordem do dia é a mesma: estar preparado.


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