Dirigente dos EUA está atento às águas do Rio 2016, mas não deixaria de competir

Estudo aponta riscos de doenças transmitidas por vírus em áreas de competição dos Jogos

COI reiterou que a saúde dos atletas é prioridade no Rio 2016 Sergio Moraes/Reuters

O Comitê Olímpico dos Estados Unidos está prestando muita atenção à qualidade da água para velejadores e remadores nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, mas o chefe esportivo do USOC, Alan Ashley, disse que não hesitaria em colocar uma canoa nas águas poluídas.

"Eu não ficaria sentado nas arquibancadas", afirmou Ashley durante uma teleconferência de imprensa. Levantamento divulgado pela Associated Press, que encomendou testes de qualidade da água à Universidade de Novo Hamburgo, aponta riscos de doenças transmitidas por vírus, como problemas estomacais e respiratórios. Os testes mostraram riscos de contrair doenças durante provas na Baía de Guanabara, Lagoa Rodrigo de Freitas e na praia de Copacabana.

Em nota, o Comitê Olímpico Internacional reiterou que a saúde dos atletas é uma prioridade e que está em conversas constantes com os organizadores para garantir a qualidade da água para as competições.

"Nós sabemos que medidas proativas estão sendo tomadas e implementadas no entorno da Baía de Guanabara pelas autoridades locais, como o fechamento de aterros, a redução da poluição industrial, o aumento do tratamento de água e a redução do lixo flutuante", disse o COI. "Nós temos garantias da OMS (Organização Mundial da Saúde) e de outras partes de que não há risco significativo à saúde dos atletas."

Ashley disse que também está monitorando a situação. "Nós estamos prestando muita atenção a isso. Estamos pensando sobre isso e olhando de perto com atenção por algum tempo", disse ele. "O bem-estar dos nossos atletas é a minha maior prioridade."

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