Alfredo Di Stéfano não gostou de como Diego Maradona conduziu a seleção argentina na Copa do Mundo, muito menos de seu temperamento. Segundo o ex-jogador e presidente de honra do Real Madrid, o treinador foi prepotente em suas declarações durante a disputa na África do Sul. No início da semana o ex-craque completou 84 anos e concedeu entrevista à Rádio La Red, de Buenos Aires.
- Ele não agrada as pessoas. O 'eu, eu e eu' já acabou. Maradona foi um fenômeno como jogador de futebol, mas não são bem vistas pelo mundo sua prepotência e suas declarações", disse Di Stéfano, que no início da semana completou 84 anos, em entrevista à Rádio La Red, de Buenos Aires.
Depois de se classificar com 100% de aproveitamento na primeira fase e passar pelo México nas oitavas de final, a equipe alviceleste foi eliminada pela Alemanha nas quartas, com um goleada por 4 a 0. Na opinião do argentino, a seleção não demonstrou ter conjunto em nenhum momento do torneio.
- A Argentina foi um time que sabia tocar, mas que em nenhum momento teve o controle total de um jogo. Não teve um distribuidor nem jogadores que apoiaram. Pensaram que os alemães seriam duros, mas eles controlaram a bola, contragolpearam muito bem e chutaram à distância.
Apesar de criticar o modo como a Argentina se entregou para a Alemanha, Di Stéfano aliviou ao falar de Messi, eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada. Para ele, o problema principal foi novamente com Maradona, que não deixou claro como o escalava, "se de armador ou atacante".