Foram 64 jogos, 145 gols, 17 expulsões, astros que decepcionaram e jogadores pouco conhecidos que surpreenderam e brilharam. Terminada a Copa do Mundo de 2010, a redação do
R7 escolheu sua seleção com os 11 melhores da competição.
Opine: Você acha que algum brasileiro
merecia estar na seleção da Copa?
O time é bastante ofensivo, com dois jogadores polivalentes, Müller e Iniesta, que caem pelas pontas e podem até ser chamados de atacantes, mas também cumprem funções defensivas.
Conheça um pouco mais as estrelas de nosso esquadrão:
Casillas
O goleiro espanhol começou mal a Copa, sendo culpado pela derrota para Suíça e acusado de se desconcentrar por ter a namorada, a jornalista Sara Carbonero, atrás do seu gol. Recuperou-se contra o Paraguai, nas quartas de final, ao defender um pênalti, e se consagrou de vez com uma defesa fundamental no segundo tempo da final contra a Holanda, num chute de Robben. Como capitão, ergueu a taça e depois comemorou com um beijo na namorada.
Lahm
Depois de jogar a Copa de 2006 como lateral-esquerdo, Lahm foi deslocado para a direita e ainda ficou com a faixa de capitão após a lesão de Ballack. Comandou a equipe que surpreendeu com a terceira colocação e pode dar muito trabalho no Brasil, em 2014.
Piqué
O zagueiro foi uma das novidades da Espanha em relação ao time campeão europeu em 2008, e mostrou muita tranquilidade e segurança jogando ao lado de Puyol, seu companheiro de defesa no Barcelona.
Mertesacker
Quase invencível nas bolas altas, o defensor do Werder Bremen só falhou no gol de Puyol que tirou a Alemanha da briga pelo título, na semifinal. Aos 30 anos, é outro nome que tem tudo para estar na próxima Copa.
Van Bronckhorst
O lateral se despediu em grande estilo do futebol, aos 35 anos, como um dos destaques da equipe que levou a Holanda ao vice-campeonato. Fez um golaço na semifinal e foi bem na decisão até ser substituído, no segundo tempo, extenuado. Agora, vai procurar um novo emprego.
Schweinsteiger
Pulmão e cérebro da boa equipe alemã, o atacante que virou volante corre muito, marca, arma e chuta de longa distância, tudo com muita eficiência, a perfeita tradução do que se convencionou chamar de “futebol moderno”. Perto de completar 26 anos, tem tudo para ser um dos melhores jogadores do mundo nos próximos anos.
Sneijder
O carequinha que despachou o Brasil da Copa com dois gols e muita habilidade foi o cérebro que levou a Holanda até a decisão. Teve uma atuação discreta contra a Espanha, mas foram dos pés dele que saíram as principais jogadas da equipe. E ainda terminou como um dos artilheiros da Copa.
Müller
O garoto de 20 anos nem é titular de seu clube, o Bayern de Munique, mas virou fundamental no esquema tático da seleção alemã, com sua velocidade e a facilidade em jogar como um ponta-direita das antigas. Um dos artilheiros e eleito a revelação da Copa, os alemães têm certeza de que, se ele não tivesse perdido o jogo contra a Espanha, suspenso, a história seria diferente.
Iniesta
Outro exemplo de jogador polivalente, que marca forte, como um carrapato, tem bom passe e aparece como elemento-surpresa na hora de finalizar. O meia que surgiu nas categorias de base do Barcelona foi fundamental para o sistema espanhol, que valoriza a troca de passes e a posse de bola, e ainda fez o gol do título. Precisava mais?
Forlán
O atacante do Atlético de Madri foi a grande surpresa da Copa, inclusive por ter brilhado jogando mais recuado, como meia, armando o jogo para os atacantes Suárez e Cavani. Foi assim que o Uruguai fez suas melhores partidas no torneio e conseguiu sua primeira classificação para as semifinais desde 1970. Ainda foi um dos artilheiros e ganhou a Bola de Ouro, eleito pelos jornalistas que cobriram o Mundial como o melhor jogador a passar pelos campos sul-africanos.
Villa
Contratado a peso de ouro pelo Barcelona antes da Copa, o ex-jogador do Valencia mostrou seu valor terminando a Copa como um dos artilheiros e marcando gols decisivos para levar a Espanha à final – foram nada menos do que cinco dos oito gols que deram o título à Fúria. Um belo cartão de visitas para levar ao novo patrão.