Na primeira Copa em que teve suas principais forças, o Brasil chegou às semifinais após duas batalhas campais contra a Tchecoslováquia, nas quartas de final – um empate por 1 a 1, com direito a prorrogação, e uma vitória por 2 a 1 no jogo extra. Dois dias depois, era a vez de enfrentar a poderosa Itália, então campeã mundial e o técnico Ademar Pimenta foi obrigado a poupar alguns jogadores, entre eles o craque do time, Leônidas da Silva.
Em campo o jogo seguia equilibrado até que a Itália abriu o placar, com Colaussi. Minutos depois, o xerife brasileiro, Domingos da Guia, cometeu um pênalti bobo, ao revidar uma agressão de um atacante italiano. O lance passou à eternidade como “domingada” e permitiu à Itália ampliar o placar, com o mítico atacante Meazza. O Brasil conseguiu reduzir a vantagem no finzinho, com um gol de Romeu Pelliciari, mas a falta de fôlego pesou e acabou com a chance de empate.
Na decisão do terceiro lugar, Leônidas voltou, marcou três gols e o Brasil bateu a Suécia por 4 a 2. E Pimenta foi, pelo resto de seus dias, criticado pela decisão de poupar o “Diamante Negro” da partida.
Ficha técnica:
Local: Estadio Velodrome, em Marselha (FRA)
Data: 16 de junho de 1938 (quinta-feira)
Público: 33 mil
Fase: semifinal
Árbitro: Hans Wuethrich (SUI)
Auxiliares: Alois Beranek (AUT) e Paul Marenco (FRA)
Gols: Colaussi, aos 16min, Meazza (pênalti), aos 25min, e Romeu, aos 42min do segundo tempo.
ITÁLIA: Olivieri, Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi.
Técnico: Vittorio Pozzo.
BRASIL: Wálter; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procopio, Martim Silveira e Alfonsinho ; Lopes, Luizinho, Perácio, Romeu Pelliciari e Patesko.
Técnico: Ademar Pimenta.
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