Futebol: as semis sensacionais das duas competições clássicas do Velho Continente

Sorteio champions afp Futebol: as semis sensacionais das duas competições clássicas do Velho Continente

Na Champions, pela posse, durante doze meses, da prateada e ambicionadérrima “Taça das Grandes Orelhas”, haverá duas disputas entre clubes da Alemanha e da Espanha.

Nos cortejos de ida, dia 23 de abril, Bayern de Munique contra Barcelona; dia 24 de Abril, Borussia Dortmund contra Real Madrid.

Na Liga Europa, quatro agremiações buscam um título inédito nos seus currículos.

Nos cortejos de ida, ambos no mesmo dia 26 de abril, mas em horários diferentes, para a alegria da televisão, se defrontarão Fenerbahce da Turquia X Benfica de Portugal, Basel da Suíça X Chelsea da Inglaterra.

Assim determinaram os sorteios organizados em Nyon, pertinho de Genebra, Suíça, na sede da UEFA: o ex-atacante Marco Van Basten, da Holanda, extraiu as bolinhas respectivas sob a supervisão do exibidamente poliglota Walter De Gregorio, o pedante diretor de Comunicações da entidade que cuida do futebol no Velho Continente.

Somados os sucessos dos clubes que batalham na Champions, a Espanha sobrepuja a Alemanha por um placar de folgados 13 X 5.

Foram nove os triunfos do Real – o último em 2002, na celebração do seu centenário. Foram quatro os triunfos do Barcelona, fundado em 1899 – o último em 2011.

Foram quatro os triunfos do Bayern, datado de 1900 – o último em 2001. Um só título do Borussia, nascido em 1909 – no torneio de 1996/97.

A tradição aponta o Barcelona e o Real como os favoritos.

Não será bem assim, porém.

O Bayern decidirá o seu futuro como visitante. E, em viagem, nesta temporada, em 21 combates, o time da Bavária ganhou dezoito, empatou dois e perdeu apenas uma vez.

Números extraordinários.

Sem dizer que arrebatou o troféu da Bundesliga com seis rodadas de antecipação, um recorde num certame que, oficialmente, sob uma outra denominação, ainda amador, se originou longinquamente em 1903.

E sem dizer que os seus atletas, os mais experientes nas semis desta Champions, média de idade de 27,8 anos, desejam recepcionar condignamente o treinador que deverá liderá-los a partir de 1° de Julho – precisamente Pep Guardiola, ex-Barcelona.

No outro duelo, José Mourinho, o treinador do Real, acaba de igualar o primado de Sir Alex Ferguson, do Manchester United, Inglaterra – sete presenças nas semis.

O esquadrão merengue leva uma vantagem insignificantemente pequenina – aquela que lhe permitirá lutar pelo seu futuro em seus domínios, no Santiago Bernabeu.

Pega, no entanto, um Borussia perigosíssimo. O time da Westfália é o único invicto a sobreviver na atual competição. Além disso, integrou o mesmo grupo do Real, o “D”, na fase de classificação: em casa, suplantou o esquadrão merengue por 2 X 1; daí, em Madrid, arrancou uma igualdade preciosa, 2 X 2.

Quanto à Liga Europa, os apostadores já apontam o Chelsea, que havia abiscoitado as mais importantes "Grandes Orelhas" em 2011/2012, como o provável campeão.

O Fenerbahce se sobressai como o seu inimigo de tocaia.

Talvez.

Que ninguém ignore, contudo, que o Basel, adversário do Chelsea, eliminou o forte Tottenham de Londres. Com sorte, e na disputa de penais. Porém, eliminou.

E que o Benfica, depois de cinco tombos consecutivos diante de clubes da Grã-Bretanha, se safou ao resistir ao Newcastle no gramado do rival.

 

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Europa: enfim determinados os quatro semifinalistas da Champions League

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Nesta quarta-feira, a Champions League da Europa definiu os semifinalistas que restarão na sua competição de 2012/2013.

Depois do Real Madrid, Espanha, e do Borussia Dortmund, Alemanha, que visaram os seus passaportes na terça, obtiveram a qualificação o Barcelona, também da Espanha, e o Bayern de Munique, também da Alemanha.

Pois é. Dois tedescos e dois ibéricos, que um sorteio deverá emparceirar na manhãzinha desta sexta, 12 de Abril, às 7h00 de Brasília.

Eis uma síntese das disputas da quarta, de desfechos bem menos empolgantes que aqueles das pelejas da terça. Entre parênteses, os resultados dos prélios de ida.

 

 

Barcelona 1 X 1 PSG (2 X 2)

Dois tentos anotados na França. Como, na Champions, no caso de uma igualdade em pontos, contam em dobro aqueles tentos anotados em viagem, o Barcelona perecia com a sua classificação assegurada.

Mas, no seu Nou Camp, diante de cerca de 90.000 espectadores, e o craque Messi, proveniente de lesão, resguardado no banco de reservas, na etapa inicial o time da Catalunha sucumbiu à aplicação dos atletas do PSG.

Que arrebataram um justo prêmio, aos 50’, logo depois do intervalo, através do argentino Pastore, complementação de uma lindíssima tabela com Ibrahimovic.

Tito Vilanova, o treinador do Barça, ainda convalescente do tratamento de um câncer na glândula parótida, se assustou, e colocou Messi em campo.

Valeu. Logo aos 71’ o platino iniciou o lance que redundaria no gol de Pedro, o gol que se demonstraria salvador.

 

 

Juventus 0 X 2 Bayern (0 X 2)

O elenco da Bavária viajou ao Piemonte, no norte da Bota, com uma bagagem repleta de sossego e de tranquilidade.

Apenas um placar, no mínimo de 3 X 0, em favor da “Velha Senhora”, impediria o clube germânico de continuar na Copa.

Irreconhecível o atacante Vucinic, ineficiente Pirlo no seu meio-campo, a Juve de fato frustrou os 41.000 presentes na sua repleta nova Arena.

Do outro lado, sob a liderança de Ribery, impecável no controle da pelota e na administração das ações, o Bayern esperava que o tempo se esvaísse.

Consolidou a sua performance aos 63. Na cobrança de uma falta, pela lateral direita, Schweinsteiger cruzou, o basco Martinez desviou, Buffon rebateu e, daí, sem qualquer marcação, o croata Mandzukic fulminou, de peixinho.

Ampliaria a humilhação da Juventus mais um gol germânico, do peruano Pizarro, nos acréscimos do combate.

Sobrou um reles consolo àqueles torcedores da “Senhora” que, teimosamente, permaneceram na Arena: escutar, pela vez derradeira, nesta edição da Champions, o hino da sua agremiação, o mais belo da Europa.

 

 

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Europa: dois desfechos empolgantes na terça-feira da Champions League

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A Champions League da Europa definiu, na terça-feira, dois dos seus quatro finalistas para a sua competição de 2012/2013. Seguem adiante o Real Madrid, Espanha, e o Borussia Dortmund, Alemanha.

Nesta quarta se definirão os finalistas restantes. Brigarão:

Juventus de Turim, Itália X Bayern de Munique, Alemanha (0 X 2 no prélio de ida) e Barcelona, Espanha X Paris Saint-Germain, França (2 X 2).

No caso de uma igualdade em pontos, contam em dobro os tentos marcados no campo do inimigo. Quando a igualdade persiste, acontece uma prorrogação de sessenta minutos, dois tempos de trinta - e, eventualmente, a imprevisível loteria dos penais.

Eis uma síntese das disputas da terça, ambas de desfechos empolgantes. Entre parênteses, os resultados dos prélios de ida.

 

Galatasaray 3 X 2 Real Madrid (0 X 3)

Os fãs do time da Turquia lotaram o estádio Ali Sami Yen, 52.642 lugares.

Trata-se, apenas, dos fãs mais ruidosos de todo o planeta.

No dia 18 de Março de 2011, na presença de três fiscais do rigoroso “Guinness Book of Records”, haviam estabelecido um primado mundial no departamento do barulho das torcidas, 131,76 decibéis.

Aos 9’ de combate, porém, a sua festa murchou.

Cristiano Ronaldo fez 1 X 0 e hipotecou a qualificação do Real.

O clima do duelo ficou chocho, ficou morno.

Não adiantou o empate que Eboué obteve aos 47’.

O time da casa necessitava de um placar de 5 X 1 para se classificar.

Impactantemente, em sessenta segundos, entre os 71 e os 72’, Snejder e Drogba ampliaram, 3 X 1. E o Galatasaray acuou o Real.

O time da Espanha, porém, tem Cristiano Ronaldo.

Que, nos acréscimos, despediu o time da Turquia, 2 X 3.

 

Borussia Dortmund 3 X 2 Málaga (0 X 0)

Diante de 65.590 espectadores, o time da Alemanha sonhava em realizar, no seu Signal Iduna Park, ao menos o gol salvador que, em seus domínios, lhe bastaria.

Mas, foram os visitantes da Espanha que inauguraram o placar, aos 25’, graças a Joaquín, depois de uma tabela com o brasileiro Júlio Baptista.

O Borussia só registrou 1 X 1 aos 40’, através de Lewandowski, o seu 29º gol na temporada – ele que tem um recorde de trinta.

Daí, em atuações excepcionais, predominaram os arqueiros, o hospedeiro Weidenfeller, e o argentino Caballero, número 13 do Málaga

Pois é, número 13, num continente que foge da simbologia do azar.

Também abençoado se demonstrou o volante português Eliseu, recém-entrado no lugar de seu compatriota Duda.

Aos 82’, em outro lance protagonizado por Júlio Baptista, o lusitano anotou 2 X 1. Detalhe: Eliseu estava claramente impedido.

Missão impossível a do Borussia: reagir e alcançar os 3 X 2.

Atingiu, no entanto, espetacularmente, nos acréscimos, com Reus e com outro brasileiro, Felipe Santana, impedido e auxiliado por uma distração de Caballero – que imediatamente virou ex-herói.

De fato, um milagre inesquecível.

 

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Resumo da semana: a Seleção, o Paulistão e o Cariocão

kevin Resumo da semana: a Seleção, o Paulistão e o Cariocão

1

Praticamente nada sobrou do amistoso de meio de semana entre o Brasil e a Bolívia no pasto rarefeito do Estádio Ramón “Tahuichi” Aguilera de Santa Cruz de La Sierra. O pasto rarefeito ao invés de o ar rarefeito...

Santa Cruz fica a somente 428 metros de altitude, muito menos do que os 760 de São Paulo e muitíssimo menos do que os 3.650 de La Paz.

No gramado horroroso do “Tahuichi”, a seleção de Felipão não precisou desafiar a falta de oxigênio de La Paz – detonou a equipe da casa pelo placar indiscutível de 4 X 0.

Sem o seu 12° jogador, a Bolívia literalmente se entregou ao Brasil. De todo modo, diversos convocados por Felipão se portaram muito bem: no centro da zaga, Réver, beque do Atlético Mineiro; no meio-campo, Ralf e Paulinho, do Corinthians; na ala direita, Jádson, do São Paulo, e Jean, volante do Fluminense, que o treinador deslocou à lateral, numa experiência que se provou acertadíssima.

Prefiro Jean, audaciosa e afortunadamente adaptado, do que o milionário Daniel Alves, do Barcelona, de quem não gosto desde que descobri que alguns dos seus parentes vivem em casebres sem água e sem esgoto.

Agora, sobre o amistoso, como se pergunta no latim dos magistrados e dos advogados, “quid prodest” – ou, para quê serviu?

O combate fora programado, bem lá atrás, em Novembro de 2011. Mas, depois da morte do adlescente Kevin Beltrán, fulminado por um sinalizador naval, no cotejo do Corinthians, contra o San José de Oruro, pela Copa Libertadores de América, em 20 de Fevereiro, a CBF prometeu que atuaria gratuitamente e que toda a renda se destinaria à família do garoto.

Houve 29.451 pagantes no "Tahuichi", uma renda equivalente a R$ 1.100.000. Só que o fisco da Bolívia bloqueou 26% em impostos, metade da sobra se queimou nas despesas operacionais e de manutenção do estádio, na taxas cobradas pela Federação da Bolívia e nas cotas das duas adversárias.

Outra parcela acabou designada, pasme leitor/a, aos integrantes da equipe da Bolívia que conquistou o título sulamericano de 1963.

Naquela época, os pais de Kevin talvez ainda nem fossem bebês...

Ninguém sabe quanto dinheiro restou, de fato, para a família do rapaz – que, aliás, convenhamos, não depende desse valor para se manter. Por isso, ignorou o amistoso.

Completou o cenário de pura demagogia, construido pela CBF e pela FBF, mais um ato patético de José Maria Marin – que, num pronunciamento público, intitulou Kevin de “infeliz”. Sem dizer que antecedeu o prélio, sim, um minuto de silêncio. Em homenagem a Kevin? Nada. A um certo José Saavedra, ex-presidente do Strongest e da FBF.

O evento de Santa Cruz de La Sierra já mereceu o apelido de “O Jogo da Esmola” e de “O Jogo da Farsa”.

Ótimo. Melhor, porém, seria denominá-lo de “O Jogo da Estupidez”.

2

Seis clubes já garantiram os seus passaportes à fase de mata-matas do Paulistão, “O Certame da Ridicularia”. Vinte disputantes que se debatem em dezenove pugnas. Então, sobram oito, que se eliminam em confrontos diretos apenas de ida, mando do melhor qualificado. Que concepção genial...

Por enquanto, continuam: São Paulo, Ponte Preta, Mogi Mirim, Santos, Corinthians e Palmeiras. Brigam pelas vagas remanescentes: Botafogo de Ribeirão Preto, Penapolense, Linense e Bragantino. E os outros doze? Brincam de palitinho?

3

No Rio, parece bem possível que o Botafogo nem necessite se estender na batalha pelo título estadual. Já arrebatou a Taça Guanabara e segue célere como o favorito a capturar, também, a Taça Rio.

Só o Fluminense, último vencedor do Brasileirão, ainda demonstra competência para evitar que o campeonato se encerre sem uma finalíssima. Volta Redonda e Resende preservam chances mínimas.

E o Flamengo e o Vasco? Ah, atravessam um período horroroso. Que decepção...

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O São Paulo à beira do abismo

Rogério Ceni 450 O São Paulo à beira do abismo

No seu duelo crucial com o Strongest da Bolívia, depois de um primeiro tempo consciente, de resultado além de razoável, empate de 1 X 1, na etapa derradeira o São Paulo sucumbiu à sua própria inconsequência e aos 3.650 metros de altitude de La Paz.

Diante de um rival bastante frágil, o seu elenco, sem a menor pontaria, por causa do desgaste físico e mental, desperdiçou um batalhão de chances de, até, abrir uma vantagem sossegadíssima no placar. Osvaldo foi o astro solitário do Tricolor. Porém, também fraquejou em diversas oportunidades de escancarar a folga.

O time da casa venceu por 2 X 1 e, na tabela de classificação do Grupo 3 da Libertadores de América, subiu aos seis pontos positivos em cinco rodadas. O clube do Brasil, pateticamente, empacou nos quatro. Ainda compõem o quarteto da chave o Atlético Mineiro, quinze pontos, todos que disputou, e o Arsenal de Sarandi, Argentina, também quatro.

Na última jornada, dia 17, o São Paulo receberá o Atlético,

O Arsenal hospedará o Strongest.

Quer dizer: para se classificar à fase seguinte da competição, aquela de pelejas no sistema mata-mata, o São Paulo precisará bater o Atlético e esperar que o Strongest desabe diante do Arsenal; caso o São Paulo ganhe e o Strongest, especulemos, obtenha uma igualdade, o clube do Brasil ainda terá de superar o clube da Bolívia no saldo de tentos.

Hoje, o Strongest ostenta um gol de deficit. O São Paulo, dois.

Missão impossível? Não. Mas, uma tarefa muito difícil.

Contra o impecável Atlético, afinal, o São Paulo atuará sem os suspensos Jádson e Luís Fabiano. E precisará se preocupar com a má fase do seu capitão, o arqueiro Rogério Ceni.

Na cobrança de um pênalti, Rogério registrou o gol do Tricolor.

Registrou, de pé direito. Aquele que, supostamente, se contundira no lance do pênalti que o arqueiro cometeu em Alexandre Pato, Corinthians 2 X 1. Supostamente...

Rogério adora fazer charminho, até por causa de um fio de cabelo desarrumado...

Falhou, porém, nos dois tentos do seu hospedeiro.

Aos 14’, depois de uma falha de Denílson, estava excessivamente adiantado quando Soliz desferiu um tiro cruzado, de canhota, pelo alto, nas imediações da entrada da área.

Aos 65’, lastimavelmente aceitou um chute de Cristaldo, 35 metros. Em outros idos, Rogério não engoliria os dois arremates. Pior, se esqueceu de que, na altitude, ar rarefeito, qualquer peteleco à distância é sempre traiçoeiro.

Não serve de consolo o fato de o São Paulo liderar, folgadamente, a tabela de pontos do Estadual. A eventual eliminação da Libertadores, sem dúvida, vai contaminar, irremediavelmente, todo o seu primeiro semestre de 2013.

E vai colocar a sua atual diretoria bem na beira do abismo.

 

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