Campeonato Paulista: um pobre crocodilo a se arrastar sobre uma duna de areia fofinha

sp Campeonato Paulista: um pobre crocodilo a se arrastar sobre uma duna de areia fofinha

O time do São Paulo com o uniforme vermelho

Depois de 190 partidas basicamente insossas, como o esforço de um crocodilo que tenta se arrastar sobre uma duna de areia fofinha, terminou a patética primeira fase do Campeonato Paulista de 2013.

Quase inútil, vinte clubes, todos contra todos em um só turno, destinado a selecionar os oito melhores, o certame se iniciou em 19 de janeiro.

Daí, para a etapa das quartas-de-final, numa única peleja, realizada na casa de quem havia somado o maior número de pontos, se emparceiraram São Paulo X Penapolense, Mogi Mirim X Botafogo de Ribeirão Preto, Santos X Palmeiras, Ponte Preta de Campinas X Corinthians.

Ou seja, num resumo elementar: uma epopéia de 17.100 minutos, sem os acréscimos eventuais, e uma média de público abaixo dos 6.000 espectadores – precários 81, por exemplo, ousaram testemunhar Oeste de Itápolis X São Caetano.

É, uma epopéia dinossáurica da qual sobraram oito clubes em quatro duelos fatais de, apenas, somados, 360 minutos, 90 cada qual.

Repito: o crocodilo, batizado de Paulistão, se esfalfou, se desgastou, em 17.100 minutos oficiais, para que o destino de quatro dos seus coitados se transformasse em adeus depois de meros 360...

Mais do que patética, uma competição ridícula.

Nas quartas-de-final sobreviveram o Mogi Mirim (6 X 0 no Botafogo), o Santos (1 X 1 no tempo regulamentar diante do Palmeiras, 4 X 2 na loteria dos penais), o visitante Corinthians (4 X 0 na Ponte Preta) e o favorito São Paulo (1 X 0 no Penapolense).

Felizes quatro? Não necessariamente. Também na fase semifinal haverá apenas duelos solitários, 90 minutos cada qual, igualmente na casa de quem acumular o maior número de pontos. Só na decisão do título acontecerão prélios de ida e volta.

Resumo da triste ópera: vinte clubes se engalfinharam numa coleção absurda de confrontos para que tudo se decidisse exclusivamente nos dois combates derradeiros.

Não me cabe, aqui, em ralas linhas, hoje, discutir de que maneira se deve reformular o conceito ultrapassado e estéril do Campeonato Paulista. Parece claríssimo, porém, que o sistema adotado no Rio é muito mais conveniente.

Dois grupos. Num turno, jogos entre os componentes da mesma chave. Então, segundo turno, jogos dos clubes de uma chave contra os da outra. Fase semifinal entre os melhores de cada turno. Disputa do título entre os ganhadores da fase semifinal. Como se diz por aí, simples assim.

 

 

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Uma outra surra na Champions: agora, Borussia 4 X 1 no Real Madrid. (E o empate de Brasil e Chile, em Belo Horizonte).

000 DV1462776 Uma outra surra na Champions: agora, Borussia 4 X 1 no Real Madrid. (E o empate de Brasil e Chile, em Belo Horizonte).

Depois da sova trovejante que o Bayern de Munique aplicou no Barcelona, o universo dos apaixonados pelo futebol, na mídia ou nas arquibancadas, desviou a sua atenção para um novo duelo entre tedescos e ibéricos.

Pela outra semifinal da Champions League do Velho Continente, temporada de 2012/2013, se digladiaram no Signal Iduna Park Stadion de Dortmund, o Borussia local e o visitante Real Madrid da Espanha. Coincidentemente os dois vices nas tabelas de classificação dos campeonatos de seus países.

Estiveram presentes 80.720 espectadores, cerca de 5.500 fãs do visitante.

Os ibéricos carregaram à Alemanha uma estatística aparentemente positiva: em 21 confrontos anteriores, em qualquer fase de mata-matas da Champions, ostentavam uma vantagem de onze vitórias contra sete.

De todo modo, num total de 25 duelos travados no território do inimigo, os tedescos só possuiam um solitário triunfo contra 24 derrotas.

Sem falar que, na etapa de grupos da competição, o Borussia havia ganho do Real, em casa, 2 X 1, e empatado em Madrid, 2 X 2.

Juergen Klopp, 45 de idade, treinador do Borussia, e José Mourinho, 50, treinador do Real, não padeceram para montar as suas escalações.

Klopp tinha, somente, um problema moral, psicológico: nas vésperas do cotejo a imprensa anunciou que o rivalérrimo Bayern havia pago uma multa contratual de quase R$ 100 milhões para assegurar a transferência do excelente meiocampista Mario Goetze, apenas vinte de idade, no Borussia desde as categorias de ultra-base, no já longínquo 2001.

Mourinho, por sua vez, enredado em rumores que apontam a sua saída do Real nas próximas semanas, apenas precisava reestruturar as suas laterais – suspenso o destro Arbeloa, machucado o canhoto Marcelo, brasileiro.

Ironia: o tento de abertura do Borussia aconteceu, aos 8’, exatamente no flanco administrado pelo coringa Sérgio Ramos, substituto de Arbeloa.

Numa triangulação com o estiloso Marco Reus, portador do penteado mais exótico da Bundesliga, Goetze recebeu a pelota quase na linha de fundo – e cruzou. O central Pepe e o arqueiro Diego Lopez, substituto do ex-titular Iker Casillas, se atrasaram na tentativa de corte, O esperto polonês Lewandowski desfrutou de bico de chuteira, Borussia 1 X 0.

Ao contrário do que havia sucedido com o Barça, na noite anterior, o Real não se desacorçoou. Ao contrário do que havia ocorrido com o seu quase xará Xavi Hernández, irreconhecível, inútil, diante do Bayern, o volante Xabi Alonso acalmou os seus companheiros de time merengue.

Pena, para o Real, a inapetência de seu artilheiro Cristiano Ronaldo, onze gols em dez prélios, até então, nesta Champions. Só tocou na bola, com algum perigo, aos 24’, na cobrança de uma falta, rebatida por Weidenfeller.

Daí, aos 43’, numa ofensiva isolada dos ibéricos, o becão Mats Hummels, recém-recuperado de uma contusão, se equivocou, pateticamente, ao atrasar a pelota. Sumariamente a entregou a Higuain, que cedeu a Ronaldo, solto, pertinho da marca do pênalti, com a meta vazia, igualdade, 1 X 1.

Os dois elencos retornaram ao segundo tempo sem alterações.

Caberia ao Real, todavia, devolver a pixotada perpetrada por Hummels. Aos 50’, numa distração imperdoável do seu miolo de zaga, a bola sobrou para Lewandowski. Os defensores ibéricos, ao invés de apertarem o polonês, alçaram os braços e pediram impedimento.

Que não existiu. Sempre esperto, Lewandowski fez 2 X 1.

Melhor, para o polonês, aos 55’ aconteceu uma outra bobagem fatídica da retaguarda do Real. Mesmo entre três atletas adversários, Lewandowski dominou a pelota, desferiu um drible torturante em Pepe, que caiu sentado no gramado, e ampliou a folga do Borussia para 3 X 1.

Acabou de abalar os ibéricos o pênalti boboca que Xabi Alonso cometeu em Reus, aos 68’. Tão boboca que o árbitro Bjorn Kuipers, da Holanda, sequer exibiu o cartão amarelo ao estabanado. Quem cobrou? Claro, Lewandowski, o seu quarto gol no duelo, Borussia 4 X 1, o seu décimo na edição atual da competição.

Detalhe: nunca, antes, qualquer jogador havia registrado tal façanha numa semifinal da Champions.

Depressa, Mourinho sacou Higuain e Modric e colocou em campo o tanque francês Benzema e o arisco argentino Di Maria. Não com esperanças de revirar o resultado. Em busca, no entanto, de mais um gol. Dois em favor do Real visitante, no placar do Signal Iduna Park, representariam quatro no marcador agregado da volta no Bernabeu.

Um astro nascido no Brasil ainda se apresentaria na semi de Dortmund: Kaká, habitualmente ignorado pelo treinador, no lugar de Xabi Alonso.

O desprezado ex-sãopaulino, todavia, nada pôde acrescentar.

Para tornar mais desesperados os seus fãs, nos acréscimos o time merengue desperdiçou duas oportunidades preciosísimas – uma investida de Ronaldo, que Weidenfeller salvou, e um arremate altíssimo de Benzema.

Agora, em seus domínios, na próxima semana, o Real necessitará, obrigatoriamente, superar o Borussia, no minimo, por 3 X 0.

Um outro placar de 4 X 1, no caso em favor dos ibéricos, levará o desafio à prorrogação e à eventual loteria das penalidades máximas.

Um placar de 5 X 2 qualificará os tedescos.

Aliás, os únicos invictos nesta Champions League.

 

PS: Não interessa o resultado, 2 X 2, muito menos importam as vaias e o olé que o Brasil escutou no reformulado Mineirão. Nem se tratava, mesmo, de uma seleção, mas de um bando de catados pela teimosia de um certo Felipão.

De todo modo, o último amistoso da equipe que será a hospedeira da Copa das Confederações serviu para revelar bons lampejos do zagueiro Réver, do volante Jean que Felipão quer experimentar como lateral - e, no único lance destacável do garoto, da inteligência de Alexandre Pato, que poderia ter arriscado um chutão mas optou por um passe a Neymar, no tento da igualdade.

Preocupação: o treinador disporá de condições de transformar os seus catados num time? Tenho mais dúvidas do que esperanças.

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Em Munique, pela Champions League, o Bayern devasta o Barcelona e praticamente garante a sua qualificação à finalíssima

Aconteceu na Allianz Arena da capital da Bavária, Alemanha, o primeiro desafio entre os tedescos e os ibéricos na fase semifinal da Champions League da Europa, temporada de 2012-2013.

Diante de quase 66.000 espectadores, apenas 2.500 do visitante, o Bayern de Munique, dono da casa, aplicou 4 X 0 no Barcelona da Catalunha.

Dúvida até o chamado teste de vestiário, por causa de uma lesão muscular na coxa direita, o argentino Lionel Messi, craque do ano da FIFA de 2009 até 2012, subiu ao gramado como titular.

Desfalcariam o Barça, porém, machucados, o defensor e capitão Puyol e o coringa Mascherano, além do lateral brasileiro Adriano, suspenso.

Desfalcariam o Bayern, também machucados, o excelente meia Tony Kross e o zagueiro Badstuber, além do artilheiro Mandzukic, suspenso,

Um outro personagem-chave do duelo só acompanhou as escaramuças bem de longe, via TV, em Nova York: Pep Guardiola, ex-treinador do Barça, que já assinou contrato para dirigir o Bayern a partir de Julho.

Tal circunstância criou uma situação curiosa, até mesmo incômoda, para os comandantes atuais das duas agremiações: o germânico Jupp Heynckes e o espanhol Tito Vilanova.

De modo a justificar o câmbio de Heynckes por Guardiola, a diretoria do Bayern informou que o seu mister, aos 67 de idade, iria se aposentar – fato que ele desmentiu de maneira peremptória.

Aos 44, por meia década Vilanova foi um dos assistentes de Guardiola – e, embora tenha alcançado a fase semifinal da Champions e lidere com muita folga a classificação do campeonato de sua pátria, vive acuado pelas críticas da mídia e dos torcedores do clube blau-grana.

Vilanova é acusado de contaminar o estilo harmônico de conjunto e de troca rápida de passes que consagrou Guardiola, e de tornar o seu Barça uma equipe extremamente dependente dos lampejos de Messi.

O clube blau-grana apenas atravessou a metade do campo aos 8’. Quanto a Messi, literalmente capengava, mais um andarilho do que um corredor.

O tento inaugural do Bayern até que demorou a ocorrer. Depois de um gigantesco domínio territorial, de uma sucessão torturante de bolas elevadas na área do arqueiro Valdez, aos 25’ o brasileiro Dante ajeitou de cabeça para a testada infalível de Thomas Mueller, o seu sexto na competição.

Praticamente sem Messi, o Barça ainda se ressentia da péssima partida do seu volante Xavi Hernández. Impecavelmente marcado por Schweinsteiger, que não o deixava se aproximar da pelota, Xavi fracassou em todas as suas tentativas de armar a contra-ofensiva do time visitante.

Iniesta? E quem viu Iniesta no gramado da Allianz Arena?

Afortunadamente, os ibéricos repousaram no intervalo, apenas, com uma desvantagem simples no placar. Um placar pequenino para o Bayern.

Aos 49’, no entanto, de novo pelo alto, o dono da casa se compensou. Robben bateu um escanteio, Thomas Muller aparou de cabeça e Mário Gomez arrematou, quase sentado, de pé esquerdo – ironicamente, em posição de impedimento.

A irregularidade não constrangeu os tedescos. Do outro lado, todavia, os ibéricos se desacorçoaram. Algumas imagens de TV, em close, atestaram o desalento de Messi. A quem Vilanova precisaria substituir.

Mais no coração do que na habilidade, mais na aplicação do que no talento, o Barça ainda se empenhou em lutar por um tento salvador – que lhe permitiria atuar mais tranquilo no prélio de retorno, na Catalunha.

Coube ao dono da casa, entretanto, ampliar o marcador, 3 X 0, aos 73’, num lance individual de Robben, sem ângulo, pela destra. Ironicamente, outra vez, com irregularidade, infração de Thomas Muller em Jordi Alba.

Logo em seguida, aos 82’, depois de uma descida pela canhota e de uma falha de Valdez, que poderia ter cortado o cruzamento, Thomas Muller escorou, 4 X 0. O Bayern dilapidava o Barcelona.

Ironicamente, Heynckes se aprestava a substituir Thomas Muller.

Que registrou o seu sétimo tento na competição.

Resultado arrasador à parte, um tabu se quebrou na Allianz Arena.

O Barça não perdia de alemães, dentro ou fora do seu Nou Camp, desde 2011. Agora, na volta, próxima quarta-feira, necessitará de um milagre – um triunfo de 5 X 0 sobre o elenco tedesco.

Nem com Messi em plena forma.

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Vettel vence no Bahrein e, com o seu triunfo de número 28, supera Jackie Stewart, mago das décadas de 60 e de 70

Tricampeão do planeta, o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, ampliou ainda mais a sua folga na tabela de qualificação de 2013 ao ganhar, praticamente sem dificuldades, o GP de Sakhir, 5.412 metros de extensão, no Bahrein, Golfo Pérsico.

Foi o vigésimo-oitavo triunfo na carreira de Vettel, que suplantou o grande escocês Jackie Stewart, 27, mago da F1 nas décadas de 60 e 70.

O alemão subiu aos 77 pontos, dez de vantagem sobre o finlandês Kimi Raikkonen, segundo na corrida deste domingo e segundo na tabela geral.

2000 Vettel vence no Bahrein e, com o seu triunfo de número 28, supera Jackie Stewart, mago das décadas de 60 e de 70

1000 Vettel vence no Bahrein e, com o seu triunfo de número 28, supera Jackie Stewart, mago das décadas de 60 e de 70

De novo, mais do que o talento  dos pilotos, os seus pés no acelerador ou no freio, os braços pregados ao volante e aos controles computadorizados, mais do que a potência dos motores ou a aerodinâmica das carenagens, foram os pneus e a estratégia em relação às suas mudanças que decidiram o andamento e a classificação final da prova.

Semelhantemente ao que havia acontecido, uma semana atrás, na China.

Quem se limitasse a apenas duas mudanças levaria uma enorme vantagem sobre os rivais. Caso, por exemplo, de Kimi Raikkonen.

Ironia: os carros que iniciaram a disputa com pneus médios, nove dos dez primeiros no grid, deveriam fazer a primeira troca entre as voltas quinze e dezessete. Felipe Massa havia optado pelos duros, troca mais tarde.

Só que emperrou, aberta, a asa móvel do aerofólio traseiro da Ferrari de Fernando Alonso, aquela que serve para facilitar as ultrapassagens, no Barhein, em dois pontos específicos ao final de duas das suas quatro retas.

E o espanhol se obrigou a fazer o seu pit stop inaugural no giro oito. Claro, aproveitou para colocar os médios. A asa móvel, porém, emperrou novamente. Outro pit sofrido. Os mecânicos tentaram solucionar o drama à moda antiga: taponas na asa móvel.

Pior, para a escuderia rossa,  Massa também se atrapalhou. No décimo-oitavo giro, um furo esfacelou um dos seus pneus duros, o direito de trás. Um atraso irrecuperável.

Enquanto isso, o pole position Nico Rosberg, da Mercedes, paulatinamente perdia ritmo e, em contrapartida, cresciam o tricampeão Vettel e o seu companheiro Mark Webber. Rosberg terminaria a prova em nono lugar.

Por via das dúvidas, a Ferrari determinou que Alonso desistisse da asa móvel. Sem o artifício, o espanhol cancelou as melhores chances de ultrapassagens nas retas. E se compeliu a um terceiro pit stop. Jornada negra para as clássicas máquinas vermelhas.

Impactantemente, se comportava de maneira excelente o escocês Paul Di Resta, da Force India, que tinha adotado a estratégia de atrasar ao máximo cada troca. Faria apenas duas. Massa, do outro lado da ponte entre a sorte e o azar, inexoravelmente arruinava a sua tática: como Alonso, terceiro pit no giro 28, metade da corrida. Di Resta brilharia com a quarta colocação. Massa amargaria uma paupérrima décima-quinta.

O mexicano Sérgio Perez, da McLaren, parecia enlouquecido. Chegou a tocar o seu bico na traseira de Jenson Button – incrível, o seu próprio companheiro de time. Pelo rádio-comunicador, Button pediu aos coordenadores da escuderia que contivessem a fúria do mexicano. Caso contrário, ambos seriam prejudicados.

Restou a Button antecipar o terceiro pit – só assim escaparia das investidas do amigo impertinente. Não deu certo. Durante a troca, Perez acabaria por ganhar a posição.

Sempre traumatizado pela sua roda de trás, Massa se despediu do sonho do pódio com um quarto pit. E Alonso se contentou em brigar por uma simples colocação no pelotão intermediário. Também, lastimavelmente, acumularia a sua quarta parada.

Alonso, pateticamente, amargaria o oitavo posto.

Tranquilíssimo à frente o impecável Vettel, na Lotus-Renault a alegria transbordava. No final da corrida, Raikkonen sobranceiro na segunda posição, o francês Romain Grosjean protagonizaria uma bela briga com Di Resta pelo terceiro lugar. Grosjean com pneus médios, Di Resta com pneus duros. Graças à asa móvel, Grosjean prevaleceu.

Outras brigas, perigosíssimas, com direito a quase encostões nos pneus. mobilizaram, pelo quinto lugar. Webber e o claudicante ex-campeão Louis Hamilton, da Mercedes; pelo sétimo, Perez e Alonso. No giro derradeiro do seu GP de número duzentos, Webber cedeu a sua posição a Hamilton. E também sucumbiu a Perez.

Curiosidade: não aconteceu o tradicional estouro de champanhe na cerimônia de premiação. Por razões de crença religiosa, o Bahrein faz a sua festa com a Waard, uma beberagem à base de água de rosas.

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Uma análise do que vem por aí na Libertadores

foto 1 Uma análise do que vem por aí na Libertadores

Dos seis clubes brasileiros que começaram a Libertadores de 2013, todos se qualificaram à fase de mata-matas, nas oitavas-de-final da competição.

Dentre os cinco argentinos, quatro seguem adiante.

Completam o quadro um time da Colômbia, um do Equador, um do México, um do Paraguai, um do Peru e um do Uruguai.

Aos 45 anos de carreira profissional, eu detesto palpites.

O leitor, no entanto, espera, no mínimo, por especulações.

E eu me submeto.

Em honra do leitor, eu me esforço em uma análise.

Entre parênteses: pontos positivos, vitórias, saldo de gols.

A frente, quem manda o cotejo de ida.

 

São Paulo (Bra, 7-2-0) X Atlético MG (Bra, 15-5-7)

Depois de uma campanha patética, o Tricolor reagiu quando mais necessitava – exatamente no duelo decisivo, em casa, numa prévia do que vem por aí. Ganso e Osvaldo então se superaram, enquanto Ronaldinho Gaúcho, no outro lado, se escondia. Nestas oitavas, no seu Morumbi certamente lotado, o São Paulo não terá o artilheiro Luís Fabiano. Mas, além de Osvaldo, também Aloísio pode brilhar. O Galo desperdiçou a oportunidade de vencer os seus seis confrontos na fase de grupos. E agora pega um Tricolor embalado.

 

Tigre (Arg, 9-3-1) X Olímpia (Par, 13-4-9)

O elenco platino adora uma confusão, mesmo quando é visitante. Nos seus domínios, o elenco de Assunción costuma recorrer à intimidação que já se tornou uma especialidade da sua platéia. Duelo imprevisível. Tudo pode ocorrer.

 

Newell’s (Arg, 9-3-1) X Velez (Arg, 13-4-7)

O destino emparelhou dois compatriotas de apenas mediana rivalidade. O estádio Marcelo Bielsa, do Newell’s, é um perigoso alçapão. E o treinador Gerardo Martino, que já dirigiu a seleção do Paraguai, ostenta dois ótimos veteranos no seu time: o zagueiro Gabi Heinze, 34, e o ala-atacante Maxi Rodríguez, 32. De todo modo, o Velez de Ricardo Gareca e do becão Sebá Domínguez, ex-Corinthians, leva a vantagem de decidir em seu campo.

 

Real Garcilaso (Per, 10-3-1) X Nacional (Uru, 10-3-4)

Surpresa da etapa de grupos, o time novato de Cuzco, fundado em 2009,  sabe como se aproveitar da altitude asfixiante de sua sede, praticamente 3.400 metros. Necessitará, porém, abrir uma boa folga, em casa, para não ter problemas insolúveis no prélio de retorno, diante de um clube supertradicional, datado de 1899.

 

Grêmio (Bra, 8-2-4) X Ind. Santa Fé (Col, 14-4-5)

De performance irregularíssima, o elenco do polêmico treinador Vanderlei Luxemburgo vai desafiar o único invicto da etapa de grupos. Sinal amarelo à frente do Grêmio: na sua Arena, no jogo de ida, Luxemburgo não poderá escalar o precioso meia Zé Roberto, suspenso. Daí, no combate de retorno, terá de resistir ao ar rarefeito dos 3.200 metros de altitude de Bogotá.

 

Boca Jrs. (Arg, 9-3-0) X Corinthians (Bra, 13-4-8)

Uma reprise empolgante da finalíssima da Libertadores em 2012. Outra vez sob a liderança do carismático treinador Carlos Bianchi, o Boca ostenta, como o Milan da Itália, a primazia de ser o clube com o maior número de títulos internacionais no planeta – dezoito, seis na continental das Américas. Possui um elenco muito experiente, comandado pelo elegantíssimo meia Román Riquelme, de quase 35 anos. O Corínthians manteve a base de 2012 e ainda se reforçou em algumas posições. E, como na temporada do seu único sucesso na competição, precisará, no mínimo, arrancar um empate na Bombonera.

 

Emelec (Equ, 10-3-1) X Fluminense (Bra, 11-3-0)

O tricolor de Abel Braga penou para garantir a sua classificação. Azar, o atacante Fred, seu capitão, lesionado, dificilmente recuperarará a sua forma nos próximos dias. Assim como o armador Deco. Ao menos Abel terá o retorno do meia Thiago Neves e não precisará enfrentar o drama do ar rarefeito dos Andes. Guaiaquil, cidade do Emelec, fica no nível do mar.

 

Tijuana (Mex, 13-4-4) X Palmeiras (Bra, 9-3-0) 

Uma incógnita que se divide entre a principal competição das Américas e a Série B do Brasileiro, o Verdão de Gílson Kleina, teoricamente, dispõe de um elenco capaz de superar o time azteca. É bom enfatizar, todavia, que o Tijuana foi o único clube a vencer o Corinthians, na Libertadores, desde o início da Campanha de 2012. Não por causa do seu elenco, sem louvores. Mas, por causa do seu terrível campo de grama sintética.

 

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