Um ótimo Natal para o Napoli e a Juventus

Obviamente, realizadas 18 rodadas de um total de 38, ainda antes da metade deste Campeonato Italiano de 2017/18, será ridículo especular sobre a probabilidade de qualquer clube do Calcio atual se tornar campeão. De todo modo, parece perfeitamente viável apostar que uma destas quatro agremiações conseguirá bordar, nos seus uniformes, ao se encerrar a temporada, o Scudetto tricolor do melhor: Juventus de Turim, Internazionale de Milão, Roma e Napoli.

Desde a sua inauguração no sistema de andata e ritorno, na temporada de 1929/30, agora na sua edição de número 87, o certame peninsular vive o predomínio da poderosa Juventus, a atual detentora do troféu. Aliás, detentora a partir de 2011, seis vezes consecutivas a conquistadora do Scudetto. Aliás, mais ainda, somados os títulos dos certames anteriores, em diferentes formatos, desde a stagione de 1896, a Juve ganhou, disparadamente, em 33 ocasiões.

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Curiosidade: a “Velha Senhora” nasceu em 1897. Datada de 1906, a Internazionale de Milão arrebatou o Scudetto em 18 oportunidades – a última, em 2010, nos tempos de Lúcio, Maicon e Samuel Eto’o. De 1927, a Roma não vê o alto do pódio desde 2001, quando tinha Cafú, Totti e Battistuta. O Napoli, de 1926, não vibra com uma grande glória desde 1990, nos idos de Careca e Maradona.

A Juve entrou na giornata com a segunda colocação, 41 pontos (13 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, 44 tentos a favor e 14 sofridos), logo atrás do Napoli (41 pontos, 13-3-1, 39/11) e logo à frente da Internazionale (40, 12-4-1, 34/13) e da Roma (38, 16-12-2, 26-10). Detalhe: a Roma precisa recuperar uma partida adiada, em Gênova, contra a Sampdoria, programada para o dia 24 de Janeiro.

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Hamsik

Na teoria, apenas o líder Napoli disputaria uma peleja menos dramática. No seu San Paolo da Terra da Pizza hospedaria a Samp (27, 8-3-5, 30/23). Ledo engano. A visitante blucerchiata abriu o placar logo aos 2’, numa primorosa cobrança de infração pelo uruguaio Ramírez. O “Burro” da Terra da Pizza igualou aos 16’ com Allan, um brasileiro. A Samp revirou aos 27’ com Quagliarella, um ex-Napoli, na conversão de um penal. Daí, porém, graças a Insigne (na foto de abertura), aos 33’, e ao esloveno Hamsik, aos 39’, o anfitrião completou os 3 X 2. Agora no patamar dos 116 gols, um mais do que Maradona, Hamsik se tornou o maior artilheiro de toda a história do seu clube.

A Inter, num complicado momento de oscilação, visitou o imprevisível Sassuolo (17, 5-2-10, 11/29) – que, apesar da sua colocação perigosa na tabela, havia suplantado a Samp, dentro de Gênova, 1 X 0. Pois o elenco nerazzurro perdeu do seu rival neroverde, Sassuolo 1 X 0, gol de Felcinelli, de cabeça, aos 55’. Icardi poderia ter empatado num penal. Mas, Consigli defendeu. Naquela altura do sábado na Itália, o Napoli comandava a tabela no degrau dos 45 pontos. E a Inter estacionava nos 40.

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Quanto à Juve e à Roma, se digladiaram, diretamente, na Allianz Arena da capital do Piemonte. Ambas provinham de resultados opostos nas oitavas da Copa Itália. Então, Eusèbio Di Francesco, treinador da Roma, havia poupado praticamente todos os seus titulares na derrota para o Torino, no Stadio Olímpico da Cidade Eterna, 1 X 2. Massimiliano Allegri, o seu rival da Juve, tinha guardado Pablo Dybala para a etapa derradeira do prélio diante do Genoa, em Turim, e, assim que entrou, o gioiello da Argentina detonou o quadro da Ligúria, 2 X 0.

O time de Di Francesco viajou completo os 672km que separam o seu endereço da sede do anfitrião. Um triunfo elevaria a “Loba” ao nível da “Zebra”, e com um prélio menos. Mas, no seu estádio lotado, 41.507 espectadores, os bianconeri atacaram desde o apito inicial e, aos 18’, com o marroquino Benatia, fizeram 1 X 0, depois de duas defesas absolutamente espetaculares, à queima-roupa, do brasileiro Alisson Becker e, no mesmo lance, de uma pelota no travessão.

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Na etapa derradeira, a reação da Roma esbarrou na ótima atuação do arqueiro polonês Woijciech Szczesny (fala-se Voitchék Xihkêssni) que impedeiu a igualdade quase aos 95’ do combate, cara-a-cara com o artilheiro Dzeko. A Juve celebrará o seu Natal com 44 pontos, apenas um no encalço do Napoli. A gialorossa ficou nos 38.

PS.: Ao contrário de vários anos anteriores, desta vez não haverá interrupções no Calcio por causa dos festejos do Natal e do Ano Novo. Aliás, seguirão céleres as quartas da Copa Itália. Em jogo único, com mando do clube cujo nome aparece primeiro. Em 26 de Dezembro, Lazio X Fiorentina. Em 27 de Dezembro, Milan X Inter. Em 2 de Janeiro, Napoli X Atalanta. Em 3 de Janeiro, Juventus X Torino. Apenas os confrontos das semifinais ocorrerão em pelejas de ida e a volta.

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