1511898608 996181 1512003035 noticia normal E Renato conseguiu, como atleta e treinador...

Até o cotejo desta noite, 29 de Novembro, na arena de La Fortaleza, Buenos Aires, entre o Lanús e o Grêmio, pela Copa Libertadores de 2017, era francamente devastadora a superioridade estatística da Argentina sobre o Brasil em decisões da empolgante competição continental. Em treze duelos, nove triunfos a quatro. E só um dos finalistas do Brasil conseguiu cravar o seu título como visitante, o Super-Santos de Pelé & Companhia sobre o Boca Júniors em 1963.

Mais: fora o Pèixe, dos outros quatro que foram campeões, apenas o Corinthians, em 2012, arrancou um empate, dramático, nos campos de lá, 1 X 1 diante do Boca Júniors.

Na sua bagagem até a capital platina, o “Mosqueteiro do Sul” carregou um passado de dois sucessos e outros dois infortúnios em finais da Libertadores. Mau presságio, aqueles dois infortúnios sucederam exatamente contra agremiações da Argentina, o Independiente em 1984 e o Boca em 2007.

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Pelo menos, no entanto, além do placar do seu prélio em Porto Alegre, 1 X 0, levava uma vantagem antológica: o Lanús, apelidado de “Granate” pela torcida, ainda não havia chegado tão longe na Libertadores e só acumulava dois troféus internacionais, na antiga Copa Conmebol, 1996, e na sua herdeira, a Sul-Americana de 2013.

Talvez porque o Lanús se considere um time de bairro, ao contrário dos outros grandes, metropolitanos, da capital platina, portou-se com uma exemplar civilidade o público que lotou os 47.027 lugares oficial da Fortaleza. Na verdade, cerca de 42.000 fãs do “Granate”. Fizeram mais barulho os 5.000 da comitiva do Grêmio.

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A palavra “civilidade” remete à conduta dos fãs platinos da década de 70. Consequência da sua agressividade, em cinco ocasiões, nos idos da Intercontinental, o vencedor da Copa da Europa se recusou a viajar à América do Sul para enfrentar o ganhador da Libertadores. Em 1975, desmoralização, inclusive, não houve duelo nenhum,

Quando o Grêmio inaugurou o placar, aos 27’, em um contra-ataque espetacular de Fernandinho, que correu com a pelota, sozinho, quase 60m, ao invés de raiva houve mera consternação. Fato: o “Mosqueteiro do Sul” dominava integralmente as ações. E em outro lance individual, maravilhoso, aos 41’, Luan duplicou. Teria o Lanús moral, vigor e fôlego para se recuperar?

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Necessitava de um resultado de 3 X 2 para levar a pugna a uma prorrogação. E o Grêmio perigosamente refluiu. Pior, passou a se equivocar nos passes e, assim, a matar as suas ofensivas em velocidade. Castigo, aos 72’, gol de José Sand numa punição de onze jardas corretamente indicada pelo árbitro Enrique Cáceres, do Paraguai.

Claro, o Lanús desandou a efetuar uma pressão típica de Libertadores, a alma na boca, o coração nas chuteiras. Em momentos o “Mosqueteiro” teve os dez homens de linha atrás da sua intermediária. E ficou com dez, mesmo, quando Ramiro, que já recebera um amarelo, tolamente viu o segundo e acabou excluído. Isso, já aos 83’.

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Em somente sete conseguiria o Lanús registrar o mínimo obrigatório de dois tentos? Impossível, nunca. Bastante difícil, todavia. O Grêmio abiscoitou a taça pela terceira vez em 57 edições da Libertadores. E o seu treinador, Renato Portaluppi, o Gaúcho, se tornou o primeiro brasileiro a se eternizar campeão, simultaneamente, como um jogador, em 1983, e como um treinador, agora.

Na sua entrevista coletiva de pós-partida, merecidamente eufórico, Renato conclamou Nélson Marchezan Jr., o prefeito de Porto Alegre, a decretar feriado na cidade. E também informou Romildo Bolzan Jr., o presidente do Grêmio, que só retorna ao trabalho na próxima segunda. Só isso? Tem mais: cobrou de Bolzan a estátua em sua homenagem na Arena de Humaitá. Pois é. Nada mais adequado.,

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