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Corinthians, sempre altaneiro, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7…

Postado por slancellotti em 15/11/2017 às 23:49 em Sem categoria | 2 Comments

 Corinthians, sempre altaneiro, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...

Entre 16 de Abril de 1933, placar de 4 X 4 num amistoso realizado nas Laranjeiras, e o recente 3 de Junho, sucesso de 1 X 0 no Maracanã, pelo Brasileiro desta temporada, o Corinthians desafiou o Fluminense do Rio em 104 vezes, com um equilíbrio de fato impressionante nas estatísticas e na antologia.

Foram 37 sucessos de cada clube, 136 tentos do “Timão” e 135 do “Pó-de-Arroz”. E se imaginava que, até agora, noite de 15 de Novembro de 2017, não existisse pugna mais importante ou significativa que a de 5 de Dezembro de 1976, uma semifinal do mesmo campeonato, empate de 1 X 1 e, então, nos pênaltis, o Corinthians 4 X 1.

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Evento histórico, no qual a plateia de 146.043 pessoas se dividiu em partes quase iguais, o fenômeno se celebrizou como “a Invasão do Maracanã”. De todo modo, jamais, antes, fora ou dentro de casa, hoje a Arena sem-nome-de Itaquera, e com um quase recorde, 46.189 espectadores, o “Mosqueteiro” teve a possibilidade de arrebatar um título diante do “Tricolor” carioca, e com bastante antecipação.

Ao desembarcar na jornada 35 do Brasileiro, o “Timão” dispunha de 68 pontos, 10 mais que o Grêmio, principal dos perseguidores com chance, talvez, de arranhar a sua liderança. E poderia arrebatar o troféu antes de se encerrar o seu cotejo, às 23h45.

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O Grêmio se digladiaria com o São Paulo a partir das 19h30. Ficassem o “Mosqueteiro” e o seu congênere do Sul, ambos, em empates, ao alcançar a cota dos 69 pontos o “Timão” se tornaria inacessível mesmo no caso de o Grêmio arrasar nos jogos restantes: somaria os mesmos pontos mas com um número menor de vitórias.

Renato Gaúcho & Cia., porém, complicaram os planos da turma de Fábio Carille. Bateram o São Paulo, 1 X 0, gol de Kannemann, e obrigaram o Corinthians a brigar pelo único objetivo que lhe permitiria levantar a taça: ganhar do Fluminense. O zagueiro Henrique, do “Tricolor”, mais ainda. Com menos de 60” de combate, de cabeça, fez 1 X 0, noutra falha pelo alto da zaga do alvinegro.

kazim vibrou muito ao marcar o gol contra o 9 Corinthians, sempre altaneiro, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...

Tal surpresa, tal impacto, claro, insinuaram que o drama deveria se estender por um longo tempo em Itaquera. Em todo o Campeonato, o “Timão” não havia virado nenhum marcador em que começasse atrás. E para assegurar a sua vantagem cada atleta do Flu se transformou em carrapato. Não sobrava qualquer espaço para as manobras úteis dos pupilos de Carille. Além de lhes faltar paciência.

Corria o “Mosqueteiro” o grave risco de se repetir, na etapa derradeira, o sufoco da sua queda em Campinas, a Ponte Preta na frente e o “Mosqueteiro” a exagerar nos chutões disparatados e nos cruzamentos insossos. Porém, Carille resgatou Jadson, no lugar de Camacho, e logo aos 46’ Clayson levantou da canhota e Jô testou, 1 X 1.

jo e apontado como melhor jogador do brasileirao ao Corinthians, sempre altaneiro, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...

O alívio explodiu imediatamente, aos 49’, no outro lado do campo, Clayson levantou da direita a pelota resvalou no travessão e, outra vez de cocuruto, Jô cravou 2 X 1. Saudável pandemônio nas arquibancadas da Arena. Daí, pelo remanescente do duelo, o gramado testemunharia a festança de uma Fiel Torcida que tem um time.

Nunca um segundo tempo demorou tanto para se acabar. Dignamente o Fluminense se empenhou em honrar a sua história. E o elenco do Corinthians, a musculatura pesada por causa da tensão e da adrenalina que tinha consumido, atabalhoadamente buscou o terceiro tento. E aconteceu, aos 85’, através de quem mereceu, Jadson, impecável no turno inicial, irregularíssimo depois, porém o condutor da reação que ele comemorou solitário, em meio a uma fumaceira, contrito numa oração.jadson carrega a bola pelo corinthians na partida contra o gremio 1508372506018 615x300 Corinthians, sempre altaneiro, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...

Fecho emocionantíssimo da festança: Carille trocou Jô pelo veterano Danilo, que ainda recebeu a braçadeira de capitão, ele que atravessou 2016 e 2017 atrelado aos médicos que o recuperaram de sérias contusões. Na TV e nas rádios se comentava sobre a insensibilidade do Metrô que não esticou o seu horário de funcionamento para que os fãs conseguissem retornar às suas casas. Tolice. E quem pretendia dormir ou descansar? Foi nas ruas da cidade, mesmo, que a comemoração prosseguiu.

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