2919463 xbig lnd Suécia 1 X 0 Itália. No dia 13, um drama em Milão.

Entidade que organiza o Futebol no Velho Continente, a UEFA abriga, formalmente, 54 nações que lutariam por catorze vagas na Copa de 2018. Porque a Rússia anfitriã já estava automaticamente garantida na Copa de 2018, na montagem de suas eliminatórias a UEFA impôs à relação também a equipe de Gibraltar e assim obteve, com um equilíbrio geométrico, nove chaves de seis.

Depois de 270 jogos e 794 tentos anotados, enfim asseguraram vagas as nove campeãs: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Inglaterra, Islândia, Polônia, Portugal e Sérvia. As restantes surgiriam de playoffs em ida e volta com as oito melhores segundas.

Nos prélios da quinta-feira, dia 9 de Novembro, a Croácia detonou a Grécia, 4 X 1, e a Irlanda do Norte, mesmo mandante, sucumbiu à Suiça, 0 X 1 - leia, mais abaixo os meus comentários sintéticos. Desta sexta, dia 10 Novembro, até a terça, 14, nas seis partidas restantes se definirão todas as sobreviventes.

DIA 10

SUÉCIA 1 X 0 ITÁLIA

Friends Arena, Estocolmo, 50.000 lugares

(Johansson/S)

Única das oito integrantes dos playoffs a levantar a Copa, e em quatro ocasiões (Itália/34. França/36, Espanha/82 e Alemanha/06), a “Squadra Azzurra” soçobrou diante da “Fúria Ibérica” no Grupo 9, meros 23 pontos contra 28. E, por isso, de modo a se igualar à seleção tedesca, que já frequentou o Mundial em dezoito ocasiões, atrás apenas das 21 do Brasil, necessita preservar os seus 100% de aproveitamento em repescagens no Velho Continente.

friends arena13 Suécia 1 X 0 Itália. No dia 13, um drama em Milão.

Construída entre 2009 e 2012, no mesmo subúrbio de Solna no qual se localizava o estádio em que a seleção do Brasil arrebatou a Copa de 1958, a “Arena da Amizade” ostenta um magnífico teto retrátil e por isso se protegeu da chuva que caiu em Estocolmo até minutos antes do apito inicial do turco Cunyet Çakir. As duas escalações se aprestavam a entrar no gramado quando, solenemente, a cobertura se abriu sob os aplausos da platéia, cerca de 1.100 ruidosíssimos peninsulares, todos de azul.

Na sua pior fase de transição de gerações desde a década de 50 (não participou da competição de 58), a “Azzurra” de hoje vive de uma retaguarda veterana e de um ataque eventualmente perigoso, sem meio-campistas que possam conectá-los eficientemente. A Suécia, privada do talento do aposentado Ibrahimovic, mantém o seu apego antigo ao vigor físico e ao conjunto. Consequência: chutões sem destino, nenhum lance incisivo, 0 X 0, e aos vestiários.

Giampiero Ventura, o treinador da Itália, seguramente esculhambou os seus pupilos no intervalo. E a “Azzurra” se mostrou menos ansiosa no começo da etapa derradeira. Pior, para Janne Andersen, o seu congênere escandinavo, aos 57’ se lesionou Albin Ekdal, volante do Hamburgo, o seu melhor jogador. Só que, logo em seguida, aos 61’, precisamente Jakob Johansson, o substituto de Ekdal, pegou um rebote da defesa da Itália a arrematou. A bola, caprichosamente, impactantemente, resvalou em Parolo e em De Rossi e, impiedosamente, atraiçoou Gigi Buffon.

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Subitamente o combate se transformou num exercício de ocupação de metade de gramado. Apenas Buffon não se empenhou no acossamento da Suécia, que se contentou em especular, aqui e ali, através dos flancos. Aos 70’, da entrada da área. Darmian fulminou um poste. Depois, aos 77’, atirou nas tribunas por trás da meta de Olsen. E a Suécia quebrou um tabu de 19 anos sem ganhar da Itália. Resta, à “Azzurra”, na próxima segunda, 13, em Milão, buscar uma vitória por dois tentos de folga.

Ou, addio Copa.

DIA 11

DINAMARCA X REPÚBLICA DA IRLANDA

Tellaparken, Copenhague, 42.358 lugares

OS PRÉLIOS DO DIA 9 

CROÁCIA 4 X 1 GRÉCIA

Estádio Maksimir, Zagreb, 37.168 lugares

(Modric/C-Pen, Perisic/C, Sokratis/G,

Perisic/C, Kramaric/C )

Surpreendida pela Islândia (22 pontos), líder impactante do Grupo I, a favorita Croácia, de craques como Modric (Real Madrid) e Mandzukic (Juventus de Turim), ficou no patamar dos 20 e se obrigou a uma terceira presença em playoffs. A imprevisibilidade do sorteio fez com que abrisse o seu segmento dentro de casa. Nessas situações é sempre melhor disputar o retorno como mandante. Ou, de cara, abrir uma vantagem imbatível. 

Logicamente, apoiado pelo repleto Maksimir, o treinador Zlatko Dalic lançou o seu time à frente e, em menos de vinte minutos, já ostentava o placar de 2 X 0. Aos 13’, Modric, ao cobrar, impecavelmente, um pênalti grotesco do arqueiro Karnezis em Kalinic. E, aos 19’, Perisic, por quem o treinador optou de modo a poupar Mandzukic. 

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Só que a Croácia se acomodou e, no seu único ataque em meia-hora, a Grécia diminuiu, Papastathopoulos, que prefere ser chamado apenas pelo batismo de Sokratis para que o seu nome caiba inteirinho nas costas da camisa. Afortunado Dalic, o seu elenco acordou já aos 33’, pressão, levantamento e testada de Perisic.  

Basicamente não houve confronto na outra metade da partida. Inclusive porque, logo aos 40’ a Croácia anotou 4 X 1, tabela de Vrsaljko e Kramaric. Enquanto o time de Delic trocava passes curtos e adiantava o cronômetro, a equipe da Grécia, paralisada, só assistia. E fantasiava um milagre, dia 12, no seu Karaiskaki do Pireu, Atenas.

  

IRLANDA DO NORTE 0 X 1 SUÍÇA

Windsor Park, Belfast, 20.322 lugares

(Rodríguez/S-Pen)

Invicta, 27 pontos em 27 disponíveis, o aproveitamento de 100% até perder de Portugal, 0 X 2, no seu derradeiro cotejo do Grupo B, a seleção helvética experimenta agora a sua terceira chance consecutiva em playoffs. Ao menos não falhou em nenhuma das duas anteriores. Com meras três participações em Copa do Mundo, a última em 1998, na França, os britânicos caíram no Grupo C, da absoluta Alemanha, dez sucessos em dez cotejos, 30 pontos. Nos 19, bem longe, ao menos os irlandeses do norte sobrepujaram duas nações de maior cotação, como a República Tcheca e a Noruega. 

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Cometeu um erro, porém, o treinador Michael O’Neill. Debaixo de um bravo temporal, escolheu se preservar na retaguarda, especular na contra-ofensiva, segurar o 0 X 0 e, talvez, arrancar um outro empate, com gols, na volta em Basiléia, dia 12. Pior, aos 58’ a Irlanda do Norte se abalou com uma marcação absurda do árbitro Ovidiu Hategan, que viu um braço do capitão Corry Evans num chute que ostensivamente resvalou nas suas costas. Rodríguez converteu, sem sustos. Por mais que a Irlanda do Norte se esfalfasse e a Suíça, estilo antigo, se trancasse, o resultado não se alterou. 

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