libertadores 00 Conmebol: e o fracasso dos brasileiros continua

Dois oito clubes brasileiros que, a partir de 22 de Janeiro, entraram na disputa pelo título da Copa Libertadores de 2017, três decidiram, nesta quarta-feira, 20 de Setembro, as suas passagens à fase semifinal da competição. Na sua Arena de Humaitá, o Grêmio despachou o Botafogo, 1 X 0, depois de obter um resultado de 0 X 0 no Rio. Na Vila Belmiro, num cotejo muito confuso e tenso, o Santos se dobrou ao Barcelona de Guiaquil, 0 X 1, depois de um ótimo empate, 1 X 1, no Equador.

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Dos seis clubes brasileiros que, desde 26 de Fevereiro, entraram na disputa pelo título da Copa Sul-Americana, eliminados o São Paulo e o Cruzeiro mas repescados o Flamengo e a Chapecoense depois da desclassificados na Libertadores, seis também decidiram, neste dia 20, os seus acessos às quartas-de-final. Coube aos caprichos do bingo de emparceiramento estabelecer que se cruzassem, diretamente, quatro deles: Ponte Preta X Sport Recife e, ironia cruel, precisamente Flamengo X Chapecoense. 

Mais cedo, às 19h00, ocorreram os dois duelos caboclos. Em Campinas, a “Macaca” fez 1 X 0 no “Leão”, placar insuficiente para resgatar os 1 X 3 de Pernambuco. No Rio, o “Urubu” ignorou o “Índio Condá”, 4 X 0, depois de estacionar numa igualdade bem confortável, 0 X 0, em Santa Catarina. Nesta quinta, dia 21, às 17h15, em visita à altitude incômoda de Quito, 2.850 metros, frente à LDU do Equador, o Fluminense tentará sustentar a magérrima vantagem de 1 X 0 que abriu na pugna como mandante. 

Tarefa dificílima aguardou o Corinthians em viagem até Buenos Aires. Diante dos hinchas fanáticos que quase preencheram todos os 51.389 lugares do Estádio Juán Domingo Perón, apelidado “El Cilíndro” pelo seu óbvio formato arquitetônico, o “Mosqueteiro” necessitava se recuperar do escorregão que havia sofrido em sua casa, um deprimente 1 X 1 diante do “El Primer Grande”. 

Obviamente preocupado com o Campeonato Brasileiro e com o seu duelo frente o São Paulo, domingo, dia 24, no Morumbi, debaixo da calorama das 11h00, Fábio Carille, o treinador do “Timão”, poupou três titulares: Guilherme Arana, Maycon e Rodriguinho. O lateral-esquerdo sequer foi a Buenos Aires. Os meio-campistas ficaram no banco de reservas. E o alvinegro claramente se ressentiu. 

Afortunadamente, para o Corinthians, o elenco de Diego Cocca mais se destacou pela distribuição de pontapés do que pelas investidas ao ataque. Parecia feliz em segurar o 0 X 0 – sustentado pelo tento registrado na Arena ainda-sem-nome de Itaquera. Como de hábito nos seus últimos combates, todavia, faltou pontaria ao elenco de Carille. 

O treinador tentou uma alteração salvadora aos 63’, a entrada de Rodriguinho no posto do inconstante Jadson. Só que, logo aos 65’, numa tola dividida, Rodriguinho elevou a sola em demasia e o árbitro Leodán González, um paraguaio que havia tolerado lances mais bruscos e maliciosos dos locais, exibiu o fatal cartão vermelho. 

Tornou-se praticamente impossível o que era complicado e os dez atletas remanescentes do “Mosqueteiro” lutaram esterilmente pela superação da retranca do Racing. Sem a menor chance. Quem transmitiu o prélio sumariamente não citou o nome de Gaston Gómez, o arqueiro platino. Em outra bobagem, Jô também viu a cor rubra aos 90’. 

Adiós, Corinthians. E adíos Santos. Carille & Cia. jamais se esquecerão do empate que cederam em sua casa. E os brasileiros em geral jamais se esquecerá da performance do Barcelona do Equador nesta Libertadores de 2017. Causou o fim do “Peixe” como já havia provocado a despedida do Palmeiras. Pois é. Prossegue o fracasso dos clubes brasileiros na América Meridional de agora. 

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