fabio carille 1 O Corinthians escorregou dentro de casa... E Marcelo Melo fulgurou no Tênis de Wimbledon...

Não é nada justo considerar, no currículo de Fábio Luiz Carille de Andrade, os seus tempos de interinidade ou de provisoriedade em 2016. Nascido em São Paulo, no dia 26 de Setembro de 1973, Carille efetivamente iniciou a sua carreira de treinador do Corinthians em 18 de Janeiro de 2017, na Florida Cup dos EUA, quando o seu Timão devastou o Vasco da Gama por 4 X 1. Desde então, com Carille no banco, o “Mosqueteiro” realizou 43 partidas – 27 triunfos, 14 igualdades e apenas e 2 derrotas, ambas no Campeonato Paulista cujo título o Corinthians, no fim das contas, arrebatou. Agora, no Campeonato Brasileiro, a performance se tornou ainda melhor. Em 13 partidas, o líder absoluto do certame, incontestado e tranquilíssimo, 11 triunfos e 2 igualdades, com 23 tentos pró e apenas 5 sofridos, o aproveitamento mágico de quase 90%. 

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Neste sábado, 15 de Julho, o elenco alvinegro de Carille entrou no gramado da Arena ainda sem nome de Itaquera com a obrigação de sobrepujar o Atlético Paranaense de números bem inferiores: meros 15 pontos, ou 20 menos do que o hospedeiro, 4 triunfos, 3 igualdades e 6 tombos, 12 tentos pró e 18 contra, já no seu segundo treinador no torneio, o praticamente desconhecido Fabiano Soares no lugar do recém-demitido Eduardo Baptista. Aliás, porque a CBF ainda não havia formalizado o contrato de Soares, orientou o “Furacão” o auxiliar Kelly Guimarães. 

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Sem os suspensos Guilherme Arana (foto acima) e Rodriguinho, e sem o contundido Pablo, em seus lugares Moisés, Marquinhos Gabriel e Pedro Henrique, o Timão se alimentou, porém, do apoio dos seus torcedores, que virtualmente ocuparam todos os seus 47.605 lugares. Claro, fizeram falta os três ausentes, fundamentalmente Arana, crucial nas investidas pelo lado esquerdo. Do outro lado, mero franco-atirador, o Atlético fez o que pôde para atrapalhar a festa eventual do dono da casa. Fez mesmo. Aos 38’, lance individual e espetacular de Jonathan, que avançou pelo flanco destro e costurou quatro inimigos, o “Mosqueteiro” teve as suas redes enfim vazadas depois de 675 minutos de perfeição. Afortunadamente, todavia, ao menos a invencibilidade o Corinthians manteria. Aos 44’, numa das suas raríssimas chances de ataque, o inconstante Moisés cruzou, rasteiro, e o atento Jô, muito bem colocado, empurrou, 1 X 1.

 jogadores do corinthians comemoram o gol de jo diante do atletico pr pelo campeonato brasileiro 2017 1500161110041 615x470 O Corinthians escorregou dentro de casa... E Marcelo Melo fulgurou no Tênis de Wimbledon...

Uma tabela impecável dos rapazes de Carille logo os 50’ inverteria o perfil da pugna: de Jadson a Maycon e até Jô, que ajeitou de direita, esperou um átimo e de canhota serenamente encaixou a pelota no meio de dois beques e do arqueiro Weverton, 2 X 1. Durou nada a euforia que Soares havia exibido, no flagrante de uma câmera de TV, atrás das vidraças de um dos camarotes da Arena. O gol de Jô o elevou ao patamar dos nove tentos e à artilharia do certame, junto a Henrique Dourado do Fluminense. O “Mosqueteiro” contudo, não se safaria de um novo azar. Aos 82’, de 35 metros, Otávio chutou, despretensioso, e de cabeça Balbuena desviou, na meia-lua, Atlético 2 X 2. Nos momentos derradeiros, o alvinegro desperdiçou um par de chances de anotar o terceiro.Conseguiu aumentar a sua invencibilidade. Necessita, contudo, que Grêmio, Santos e Flamengo também escorreguem, nos desafios deste domingo, para que a sua folga na classificação não diminua. 

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PS.: Fenomenal a inédita conquista do mineiro Marcelo Melo – na parceria do polonês Lucasz Kubot, o título de duplas masculinas no torneio de Tênis de Wimbledon, o primeiro de um brasileiro desde Maria Esther Bueno em 1966, e o primeiro de um homem desde a inauguração da disputa, em 1977. Placar de 3 X 2, depois de 4h39’ – 5/7, 7/5, 7/6 (7-2), 3-6 e 13/11. Celebrou com lágrimas e com a clássica mordida na taça.

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