maxresdefault Na Americas Cup, a Nova Zelândia segue na frente

Não é apenas entre duas bandeiras, a da Nova Zelândia e a dos Estados Unidos, ou entre dois veleiros, o “Emirates” e o “Oracle USA-17”, que agora se trava, no Great Sound do arquipélago das Bermudas, a briga pela conquista da 35ª edição da “America’s Cup”, uma competição inaugurada em 1851, a mais antiga da História do Esporte. Acontece, na verdade, uma batalha entre conceitos bem diversos de construção de máquinas formidáveis, espetaculares, que custaram o equivalente a R$ 200 milhões, sem contar os gastos de cada campanha. Sistemas hidráulicos regulam todas as funções mecânicas dos veleiros – por exemplo, o subir e o descer dos fólios que lhes permitem voar sobre a superfície da água, muitíssimo mais do que meramente navegar.

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Cada barco, um catamarã de casco duplo, nesta edição da contenda ostenta seis tripulantes: um timoneiro um tático e também controlador da tensão ideal das velas, e quatro encarregados da pressão dos sistemas hidráulicos – cuja pressão, a partir de um valor mínimoque necessita se manter constante. No caso do “Oracle USA-17”, se utilizam as chamadas “manitacas”, ou manivelas, que exigem braços potentíssimos. No caso do “Emirates”, os operadores, ou “cyclors”, usam as pernas, como nos pedais de uma bicicleta. Calcula-se que os “cyclors” se desgastam menos , em torno dos 20%.

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Pois nas regatas deste fim-de-semana, sábado e domingo, 17 e 18 de Junho, os representantes da Nova Zelândia de fato se provaram devastadores. Apesar de toda a juventude e da suposta inexperiência de Peter Burling, o seu capitão, somente 26 anos de idade, em oposição a James Spithill, 37, sumariamente ignoraram os esforços do “Oracle” – e o suplantaram por margens confortabilíssimas, de 30”2, 1’27”5, 49”3 e 1’11”8. Triunfante na edição de 2013, o “Oracle” não precisaria participar da fase de qualificação da atual “America’s Cup”. No entanto, porque a liderança concederia um ponto de vantagem nas finais, Spithill decidiu participar. Ganhou e levou o ponto de folga. Como o título, nas Bermudas, ficará com quem somar sete sucessos, lhe bastariam somente seis.

Na foto, logo abaixo, Peter Burling em ação.

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Conseguirão os norte-americanos resgatar os 0 X 4 – que, efetivamente, somam 0 X 3? Difícil, sim. Não impossível, porém. Em 2013, numa luta que exigia nove sucessos, a Nova Zelândia chegou a escancarar 8 X 1. Mas, sofreu uma revolução, “Oracle” 9 X 8.

PS.: Próxima jornada em 24/6. Transmissões, ao vivo, pela ESPN+.

 

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